04
Set 16

SER FUNCIONÁRIO PÚBLICO: VANTAGENS E DESVANTAGENS

Apresentamos-lhe as principais diferenças entre ser funcionário público e colaborador de uma empresa privada.

Sonha ser funcionário público? Ambiciona ter as regalias que estes funcionários têm? Saiba quais as diferenças entre as condições de trabalho em serviços públicos e empresas privadas.


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ESTABILIDADE

Um dos aspetos pelos quais o emprego na Administração Pública é cobiçado é a estabilidade que os cargos em serviços públicos prometem. O mercado de trabalho flexibilizou-se, assim como as relações laborais, e é cada vez mais simples para as empresas privadas despedirem os seus colaboradores.

As regras da Administração Pública permitem evitar que os seus trabalhadores sejam contratados sob vínculos laborais precários (por exemplo, na situação de falsos recibos verdes).


REMUNERAÇÃO

Outro aspeto que faz muitas pessoas sonhar com um trabalho em serviços públicos é a possibilidade de serem remuneradas acima do que as organizações privadas pagam. Os salários na Administração Pública estão tabelados, o que significa que a categoria remuneratória de um profissional é definida em função do cargo para o qual é contratado e do seu nível de formação.

O salário é, regra geral, pago sem atrasos, e normalmente, no início do ano civil, é dado a conhecer ao trabalhador o calendário de pagamentos de vencimentos. Assim, este sabe exatamente quanto e quando vai receber ao longo de todo o ano.


HORÁRIO

Mesmo quando os serviços da Administração Pública adotaram a semana de trabalho de 40 horas, cada funcionário público trabalharia menos horas semanais do que a generalidade dos colaboradores do setor privado. A verdade é que nas empresas privadas prevalece a cultura dos longos dias de trabalho, sendo os colaboradores que cumprem o horário “mal vistos”, porque o que se promove é o prolongamento indefinido da jornada de trabalho.


MOBILIDADE

A entrada na Administração Pública permite o acesso a concursos públicos internos, ou seja, a concursos exclusivos para pessoas que já trabalham em organismos públicos. Qualquer funcionário público pode efetuar um pedido de mobilidade para outra função ou outro departamento da Administração Pública.

A mobilidade em organismos públicos abre a possibilidade de progressão na carreira – mais uma aliciante do trabalho no setor público.

No setor privado, altamente competitivo, as empresas podem, elas mesmas, promover a mobilidade inter-departamental dos seus colaboradores, com vista à sua formação e progressão profissional. Há mesmo empresas que promovem a rotação de funcionários entre atividades profissionais diferentes ao longo do seu período de permanência na organização.


ACESSO À SAÚDE

As grandes empresas privadas oferecem muitas vezes aos seus colaboradores o acesso a cuidados de saúde através da contratação de seguros. No entanto, convém lembrar que as grandes empresas (ou seja, as empresas que têm mais de 50 colaboradores) representam apenas 1% do tecido empresarial português. Os restantes 99%, compostos por micro, médias e pequenas empresas, nem sempre proporcionam aos seus colaboradores estas condições de acesso à saúde.

Se for funcionário público, terá acesso ao sistema ADSE. Mas atenção: o acesso à ADSE é opcional e é pago pelo próprio funcionário público. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é com o dinheiro dos contribuintes que se pagam os cuidados de saúde dos funcionários da Administração Pública.

 

 

...E CONTRAS DE TRABALHAR NA FUNÇÃO PÚBLICA


CONCORRÊNCIA E DIFICULDADE DE ACESSO

Como é do conhecimento de todos, é difícil tornar-se funcionário público. Não só são vagas muito concorridas, como os processos de recrutamento e seleção de candidatos são exigentes. Para aceder aos concursos públicos abertos e aos seus resultados, consulte a Bolsa de Emprego Público


BUROCRACIA

Se está habituado à agilidade de processos e gosta de fazer acontecer, talvez não se ambiente à sua posição de funcionário público. Tudo o que se faz na Administração Pública é regido por procedimentos que é obrigatório respeitar. As decisões são muitas vezes tomadas com antecedência e é difícil fazer alterações ao percurso determinado – e orçamentado – no final de cada ano civil.

 

DIFICULDADE EM INOVAR E MODERNIZAR PROCESSOS

Devido ao elevado formalismo nas relações laborais, os trabalhadores do setor público relatam pouca fluidez nos processos de trabalho, e, consequentemente, uma grande dificuldade em introduzir mudanças nos serviços públicos. Modernizar a Administração Pública e inovar constituem grandes desafios.


FORMALIDADE

Prepare-se para conhecer bem os graus académicos de todos os seus colegas funcionários públicos, e para usá-los sempre que a eles se dirigir. O formalismo nas relações marca o funcionamento público por oposição ao que já vai acontecendo em muitas empresas privadas, sobretudo nas que têm equipas mais jovens.

 

fonte:http://www.e-konomista.pt/a

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04
Set 15

7 sinais de que precisa de mudar de emprego

O estudo já é de 2013 mas os números são reveladores: de acordo com as conclusões das Gallup, apenas 13 em cada 100 pessoas gostam daquilo que fazem todos os dias. Se sente que setembro é a altura ideal para recomeçar alguma coisa na sua vida, este pode também ser o período certo do ano para rever os seus objetivos e procurar alternativas.

Todos os dias se pergunta o trabalho lhe traz e lhe rouba? Os dados do inquérito feito a trabalhadores de 140 países mostravam que 63% dos inquiridos não demonstrava "compromisso" com o trabalho que desempenhava e que 24% das pessoas estava muito infeliz com as tarefas feitas diariamente.

 

Face aos dados, a Fast Company decidiu pôr mãos à obra e apontar sete sinais de que pode estar na hora de começar a procurar um novo desafio profissional, com todas as mudanças que a decisão pressupõe. Se sente que é desta, veja que identifica os sinais:

1. O ambiente é tóxico: estar todos os dias num lugar onde se sente mal pode significar que esse trabalho tem os dias contados. Muitas vezes é possível fazer pequenas mudanças para tornar o espaço mais simpático e apetecível mas existe sempre um limite. Se o pessimismo está a dar cabo de si, o melhor é pensar nisso porque, muitas vezes, essas condições podem estar a tirar-lhe a energia.

 

2. Perdeu a paixão: sente que a força de todos os dias é uma amostra daquela que tinha nos primeiros tempos da sua carreira e que trabalha diariamente graças aos processos que já interiorizou? Se volta de férias e já conta os dias para as próximas, pode haver algo de errado aí.

3. Já não usa as suas capacidades, sente-se estagnado: "precisa de desafios e de oportunidades de crescimento para continuar a sentir-se motivado, vivo e vibrante", escreve a revista, mas o trabalho tornou-se tão repetitivo que nunca precisa sequer de pensar no que está a fazer? Se sim, talvez esteja a precisar de um abanão.

 

4. Não sente que o seu trabalho seja reconhecido ou premiado: se, apesar de gostar do que faz, parece que ninguém dá por nada, talvez esse seja um dos sinais de que precisava para dar o salto e procurar alternativa. Se trabalha no duro mas sente que ninguém nota o empenho e o impacto do que faz, essa sensação pode influenciar a maneira como se dedica às coisas.

 

5. Perdeu a confiança nos valores da empresa: muitas vezes, apesar de haver fatores de desconforto, muitos trabalhadores continuam a desempenhar bem os seus cargos graças aos pilares da organização. Quando até as bases do negócio estão tremidas, talvez seja altura de mudar.

6. A sua saúde e as suas relações estão a sofrer: sempre que o seu trabalho influencia o seu corpo ou as relações pessoais que mantém na sua vida, esse deve ser também um sinal de alarme. O stress, o cansaço generalizado e a preocupação sempre que se aproxima a data de regresso ao trabalho pós-férias são fatores que devem pesar na hora de pensar em procurar um novo desafio: lembre-se que o seu emprego não deve prejudicar as restantes dimensões da sua vida.

 

7. O seu trabalho não serve de base aos seus objetivos a longo prazo: consegue ver como as suas opções de carreira têm alterado a evolução da sua vida? É importante reconhecer o momento em que o seu trabalho já não lhe oferece condições para o futuro que deseja e os planos que traçou e, sobretudo, se ele é o caminho que quer seguir na sua vida. Mudar de carreira deve estar em cima da mesa: apesar de poder trazer-lhe algum nervosismo, talvez esteja na altura de pensar no assunto.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/f

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Como fazer os trabalhadores felizes em 10 simples passos

Colaboradores felizes sentem-se motivados a ir mais longe e por isso são mais produtivos, contribuindo para uma maior performance da organização. Assim sendo, aqui ficam 10 dicas que os líderes podem adotar nas suas empresas, de acordo com experiência de Sara do Ó, CEO e Partner do Grupo Your, recentemente eleita uma das 10 empresas mais felizes para trabalhar em Portugal.

1. Garantir um local de trabalho confortável, bem decorado e atrativo. Um ambiente bem iluminado, com cores e mobílias convidativas e com um espaço pessoal para cada um pode ter grandes efeitos nas relações entre colaboradores e líderes. O branco e o cor-de-rosa escuro, por exemplo, podem fazem parte da atmosfera descontraída dos nossos escritórios.

2. Ser flexível com os horários de trabalho. É importante haver um balanço entre a vida pessoal e o trabalho, para que os trabalhadores não se sintam sobrecarregados. No grupo Your, os colaboradores podem trabalhar a partir de casa dois dias por mês e estão dispensados no dia do seu aniversário. Há ainda um programa que permite a todas as mães sair mais cedo um dia por semana, para que consigam chegar a tempo de ir buscar os filhos à escola.

3. Comunicar eficazmente com a equipa e ser transparente. O líder deve passar a mensagem de forma clara sobre o objetivo a atingir e manter todos os colaboradores informados para evitar rumores e mal-entendidos. Aconselha-se reuniões de reporting regulares, para que todos saibam qual o ponto de situação e quanto falta para chegarmos à nossa meta. Simultaneamente todos devem ter acesso aos resultados da empresa a qualquer altura.

4. Dar feedback personalizado a cada colaborador e também receber o seu feedback. Mostrar como o desempenho de cada um está a contribuir para o sucesso da sua empresa é uma motivação extra para os colaboradores. Mais importante ainda, é envolvê-los nos processos de decisão, valorizando as suas ideias e opiniões. Ir além do "bom trabalho!" e ouvir o que cada colaborador tem para dizer deve ser um preocupação constante.

5. Construir uma relação de confiança forte e distribuir tarefas. O líder deve dar autonomia aos seus colaboradores para tomar decisões, confiando no seu trabalho sem interferir nele.Aconselha-se sempre dar a liberdade para que cada um seja independente e mostre as suas competências no desempenho das suas funções.

6. Celebrar os grandes e pequenos marcos e reconhecer o sucesso dos seus colaboradores. Para aumentar o entusiasmo dos colaboradores, é importante recompensa-los pelas suas conquistas e pelo seu desempenho. Além de um sino para festejar novos contratos, pode optar-se por um contador de vendas, sendo que quando os objetivos da empresa são cumpridos, a administração oferece uma viagem a todos os colaboradores.

7. Apostar na formação contínua. Os colaboradores querem fazer um bom trabalho, por isso apostar em formações e em atividades de team building é uma boa forma de melhorar as suas competências profissionais e pessoais.

8. Ser um líder acessível com a porta sempre aberta. O líder deve inspirar os seus colaboradores, estando próximo deles sem criar barreiras e tentando sempre encorajar um pensamento positivo.

9. Criar momentos de descontração e espaços de convívio.Complementar o horário de trabalho com atividades de lazer e eventos de celebração especiais, faz com que as pessoas se divirtam em conjunto e criem laços entre si. Por exemplo, uma vez por semana há manicura no escritório e todos os meses temos o Dia da Goma, onde há taças de gomas para todos. O nosso lema é "Trabalha no duro mas diverte-te à séria"

10. Incluir os colaboradores na missão. Ao distribuir tarefas pela equipa, substituir o "tu deves" pelo "vamos" é uma forma de simples de criar uma sensação de missão partilhada Consegue-se um maior envolvimento e compromisso dos colaboradores porque todos os dias mostramos que eles importam e fazemos com que se sintam bem por vestir a camisola da empresa.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/em

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04
Ago 15

“Cheque-formação” é “uma ajuda”

O Governo vai distribuir 67 milhões em "cheques-formação", mas os valores por trabalhador são limitados, diz àRenascença um especialista em direito laboral.

Cada funcionário pode usar até um máximo de 175 euros, a cada dois anos. Já para os desempregados o cheque pode ir até aos 500 euros.

São valores irrisórios. "Não tenho ideia que se consiga fazer uma formação de jeito com 500 euros, mas também depende das áreas, depende das especialidades. Também não me parece que esta medida vise pagar formações completas, será criar incentivo à formação", defende João Santos.

Ao contrário do que estava inicialmente previsto, o "cheque-formação" também pode ser usado para financiar as 35 horas de formação a que as empresas estão obrigadas por lei. Uma forma do Governo ajudar as empresas, admite este advogado, que acaba por fazer um balanço positivo da medida.

"Não se pode ser preso por ter cão e preso por não ter. O Estado, obviamente, podia não fazer nada ou podia só financiar formação a desempregados. Esta medida não vai resolver a questão da formação, mas acho que é uma ajuda".

As candidaturas começam a agora mas o regulamento específico ainda tem que ser feito e aprovado pela administração do Instituto de Emprego nos próximos dois meses.

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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22
Jan 15

Conheça as melhores empresas para trabalhar

 

Microsoft, Cisco e Diageo são as vencedoras em Portugal, segundo o Great Place to Work.

O sector tecnológico volta a estar em força - mas sem dominar - na lista deste ano das melhores empresas para trabalhar em Portugal. AMicrosoft e a Cisco venceram nas categorias de mais de 250 e entre 100 e 250 trabalhadores, respectivamente, mas nas empresas mais pequenas, com menos de 100 trabalhadores, a número um é a Diageo, empresa britânica de bebidas como a Smirnoff e a Johnie Walker, segundo o Instituto Great Place to Work, divulgado na passada semana.


"A ética e a honestidade da liderança, a par com o orgulho em trabalhar na empresa, nos seus resultados e no seu contributo para a comunidade, integram as áreas mais positivamente percepcionadas pelos colaboradores das vencedoras Great Place to Work Portugal em 2015", refere o instituto.
Adicionalmente, a qualidade do acolhimento bem como a comemoração de acontecimentos especiais são tópicos que registam taxas de satisfação elevadas entre o ‘top' geral de 2015, constituído por um grupo de empresas que conta com quatro novas entradas - Biogen, Cofidis, FixeAds e Leo Farmacêuticos - e 70% de empresas já reconhecidas em 2014.


Mas há muitas questões concretas que fazem da empresa um bom local para trabalhar. De acordo com a informação oficial do instituto, são valorizados factores como qualidade das instalações; comemoração de acontecimentos especiais, promoção da flexibilidade de horário e do teletrabalho, possibilidade de fazer formações, de trabalhar no estrangeiro, etc.
"Um excelente lugar para trabalhar é aquele em que se confia nas pessoas para as quais se trabalha, se tem orgulho do que faz e se gostas das pessoas com que se trabalha", resume Robert Levering, fundador do Great Place to Work.

Google foi eleita melhor sítio para trabalhar no mundo


O estudo anual do instituto baseia-se em dados de mais de 10 milhões de colaboradores em 45 países, representando mais de 5.500 empresas por dimensão, sector e estrutura variáveis. A nível global, a grande vencedora de 2015 é também uma tecnológica: a Google.


O Great Place to Work mede os comportamentos e o ambiente que formam o suporte às empresas que são simultaneamente os lugares para trabalhar mais procurados do mundo e os negócios melhor sucedidos, através de 58 questões específicas incluídas no questionário ‘Trust Index'.


O Great Place to Work surgiu quando, em 1981, um editor de Nova Iorque incentivou dois jornalistas de negócios - Robert Levering e Milton Moskowitz - a escrever um livro denominado "As 100 Melhores Empresas para Trabalhar na América". Portugal foi o primeiro país da Europa a publicar o ‘ranking' das Melhores Empresas para Trabalhar, no ano de 2000.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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12
Jan 15

Governo cria estágios para desempregados com mais de 30 anos

O Governo vai criar um novo programa de estágios de seis meses para desempregados com mais de 30 anos de idade. A medida será debatida na quarta-feira em concertação social.

Os estágios financiados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) têm sido uma das medidas mais procuradas pelas empresas e o Governo quer agora alargar os seus destinatários. De acordo com uma proposta que será debatida na quarta-feira em concertação social será criado um novo programa de estágios dirigido especificamente aos desempregados com mais de 30 anos de idade.

 

O chamado "Reactivar" consiste em estágios de seis meses para desempregados com idade mínima de 31 anos que estejam inscritos há mais de doze meses num centro de emprego português ou num país estrangeiro (desde que, neste último caso, regressem a Portugal).

 

Estas pessoas poderão ser inseridas em entidades privadas com ou sem fins lucrativos, que só terão de suportar uma parte dos custos, que incluem alimentação e prémio do seguro de acidentes de trabalho. A bolsa a pagar ao estagiário varia entre os 419,22 euros e os 692 euros brutos, de acordo com a qualificação do estagiário, de acordo com um documento a que o Negócios teve acesso.

 

O IEFP financia 65% da bolsa em situações normais.

 

No entanto, esta percentagem sobe para 80% em várias situações: se em causa estiverem entidades sem fins lucrativos, se se tratar do primeiro estágio de uma entidade com 10 ou menos trabalhadores, se for o primeiro estágio de uma entidade com dez ou menos trabalhadores.

 

Por outro lado, também aumenta para 80% em função do perfil do beneficiário: se em causa estiver um desempregado inscrito há mais de vinte e quatro meses, se o estagiário tiver mais de 45 anos ou se pertencer aos grupos mais protegidos pelas políticas activas de emprego (pessoas com deficiência, que pertençam a um casal de desempregados ou ex-reclusos, entre outros).

 

Se os beneficiários com o perfil acima descrito forem inseridos numa entidade sem fins lucrativos (como uma IPSS), ao abrigo dos chamados "projectos de interesse estratégico", ou numa empresa com 10 trabalhadores ou menos que nunca tenha recorrido aos estágios, a percentagem sobe para 95%.

 

O programa de estágios em vigor já admite candidatos com mais de 30 anos, mas exige que tenham obtido há menos de três anos uma nova qualificação (o que nem sempre acontece) e que não tenham desenvolvido actividade nos últimos doze meses. 

 

Empresas têm de ter contratado 1 em 4 estagiários

 

O Governo exige que as empresas tenham contratado pelo menos 1 em cada 4 estagiários que tenham estado na entidade nos últimos três anos.

 

Além de serem uma das medidas mais procuradas pelas empresas – os estágios são também uma das medidas activas de emprego que influencia os dados oficiais sobre desemprego.

 

Em Dezembro, o Banco de Portugal revelou que a criação de emprego não tinha afinal sido tão elevada como poderiam sugerir os dados do Instituto Nacional de Estatística. Em parte, devido a questões metodológicas relacionadas com a forma de recolha dos dados; mas por outro lado porque um terço dos empregos criados foram, na verdade, estágios, de acordo com a estimativa do Banco de Portugal. 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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29
Dez 14

Um em cada 4 trabalhadores dos hipers é temporário

O trabalho temporário abrange praticamente um quarto (26,4%) dos trabalhadores ao serviço das grandes unidades comerciais, que no total empregam quase 100 mil pessoas, segundo dados do INE.

O comércio perdeu quase quatro mil empresas e 20 mil trabalhadores, mas manteve o volume de negócios, num só ano, de 2012 para 2013.

Por outras palavras, tudo culminou no apuramento de um total de 232 mil empresas (22% da totalidade do setor empresarial), que empregavam 733 mil trabalhadores (21,3%), e geraram um volume de negócios de 119,6 mil milhões de euros (37,0%).

No caso concreto das chamadas "Unidades comerciais de dimensão relevante", o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que empregam 98,7 mil pessoas, das quais 26,4% estavam em trabalho temporário, ou seja, quase um em cada quatro trabalhadores está abrangido por este regime. Também se conclui que 70,7% do pessoal ao serviço eram mulheres.

"Perecariedade é exagerada"

Em relação ao regime laboral praticado nas grandes unidades comerciais, o sindicato encara os números "sem surpresa", para lamentar que, "nos super e nos hipermercados, a precariedade é exagerada", como comenta Jorge Pinto, coordenador da Direção Regional do Norte do CESP.

"Nem todas as empresas do setor têm a mesma taxa de precariedade, mas é um recurso persistente, sobretudo, por ocasião dos picos de venda, uma situação contra a qual temos vindo a lutar", sublinha Jorge Pinto.

Quanto à dinâmica do setor - de estar a perder empresas e trabalhadores, mas a manter o volume de negócios -, o sindicalista entende que "esse só pode ser o resultado das fortes campanhas que as empresas estão a desenvolver para fidelizar clientes, com cartões e descontos".

Margens a duplicar

Mas as grandes unidades destacam-se ainda por outra realidade. Segundo o INE, as empresas do comércio a retalho do "grupo 471", onde se incluem hipermercados, supermercados e outras grandes superfícies dedicadas à venda de bens variados, foram as que "obtiveram a mais elevada margem comercial": 170 mil euros por empresa, "valor que representa mais do dobro das margens por empresa observadas na maioria dos restantes grupos de comércio a retalho".

Marca própria

Em 2013, a venda de produtos de marca própria abrangeu 34,9% do volume de vendas global do segmento alimentar (em 2012 era 34,4%), enquanto no segmento não alimentar representou 48,0% do volume de vendas (48,4% em 2012).

 
fonte:http://www.dinheirovivo.pt/
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01
Dez 14

Existem 116 pessoas inativas por cada 100 que trabalham

Desde 2009 que o número de pessoas inativas, ou seja que não trabalham mas que também não contam para as estatísticas do desemprego, supera o de pessoas empregadas. De acordo com o INE, em 2013, eram já 116,6 os que não faziam nada para cada cem que estavam empregados.

O que é ser inativo? É, segundo o INE, um "indivíduo que, independentemente da sua idade, no período de referência não podia ser considerado economicamente ativo, isto é, não estava empregado, nem desempregado".

 

Quer isto dizer que cada pessoa que estava, em 2013, a trabalhar, suportava 1,16 pessoas que não faziam nada, nem se mostravam disponíveis para o fazer.

O peso dos que engrossam a lista dos inativos tem crescido a olhos vistos nos últimos anos, muitos deles porque quando ficam desempregados passam a inativos pela desistência de procurar emprego.

De acordo com o anuário do INE referente a 2013, apenas em 1998 e 1999, tinham sido registados mais inativos do que empregados (104,1 e 102,6, respetivamente). Em 2001 registou-se o número mínimo de inativos de sempre, segundo o INE (97,2 por cada cem empregados). No entanto, a partir daí foi sempre a subir.

No ano passado, eram já 116,6 por cada cem a trabalhar e, dividindo o país por localizações geográficas, o Alentejo é a região onde os números são maiores: 129,3 inativos por cada cem empregados, logo seguido pelos Açores com 129,2. No extremo oposto está a região centro onde os valores baixam para 103,1.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/e

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23
Nov 14

Número de desempregados nos centros de emprego cai 12,9% em outubro

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego fixou-se nos 605.516 em outubro, uma descida de 12,9% em termos homólogos e de 1,8% face a setembro, segundo os dados divulgados pelo IEFP.

De acordo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), "no final do mês de outubro estavam inscritos como desempregados nos centros de emprego do continente e regiões autónomas 605.516 indivíduos, número que representa 70,8% de um total de 855.242 pedidos de emprego".

No mês passado, o total de desempregos diminuiu em 89.388 (-12,9%) face a outubro de 2013, enquanto em relação a setembro a quebra foi de 11.106 (-1,8%).

Por género, as mulheres lideram no desemprego registado em outubro, representando 51,9%, totalizando 314.369, com o número de homens registados sem emprego ascendia a 291.147 indivíduos.

O desemprego nos homens registados nos centros de emprego recuou 13,3% face a outubro do ano passado e uma diminuição de 0,7% em relação a setembro.

Já o número de mulheres desempregadas recuou 12,4% em termos homólogos e diminuiu 2,8% face o mês anterior.

Em outubro, as mulheres representavam 51,9% do desemprego registado.

Em relação ao grupo etário, o segmento dos jovens registou uma quebra do desemprego de 13,3% em termos homólogos, mas aumentou 1,4% face a setembro.

Nos adultos, a quebra homóloga em outubro foi de 12,5% e face ao mês anterior diminuiu 2,3%.

Em relação ao tempo de inscrição, os desempregados inscritos há menos de um ano diminuíram 19,1% em termos homólogos e recuaram 1,3% face a setembro.

Já os desempregados de longa duração [com tempo de inscrição igual ou superior a um ano] recuaram 5,7% em relação há um ano e baixaram 2,3% em cadeia.

O número de desempregados que procurava um novo emprego recuou 14% em termos anuais e 2,1% em relação a setembro.

No caso dos desempregados que pretendiam o primeiro emprego, o IEFP adianta que o número recuou 3,1% em termos homólogos, mas aumentou 0,2% face ao mês anterior.

"Segundo a escolaridade, a redução anual do desemprego foi sentida em todos os níveis de instrução. O 3.º ciclo do ensino básico evidenciou-se com o decréscimo mais significativo (-15,3%)", adianta.

Em termos regionais, o desemprego diminuiu em todas as regiões do continente e nas regiões autónomas, em termos homólogos, adianta.

No entanto, no Algarve, o desemprego caiu 19,9% em termos homólogos, mas subiu 10% face a setembro.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/e

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10
Nov 14

Governo quer integrar 20 mil desempregados de longa duração no mercado de trabalho

Cerca de 20 mil desempregados de longa duração serão beneficiados nos primeiros quatro meses de 2015, com vista à sua "integração profissional" e ao "rápido regresso ao mercado de trabalho", anunciou esta segunda-feira o ministro do Emprego.

Pedro Mota Soares, que falava no debate parlamentar na especialidade sobre o Orçamento do Estado para 2015, revelou que "foram transmitidas orientações precisas ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para que passasse a utilizar de uma forma selectiva a modalidade de formação 'Vida Activa'".
 
O ministro afirmou que "o desemprego de longa duração é o que sente maiores dificuldades, até porque apresenta uma relativa rigidez quanto à oferta de emprego", justificando assim a decisão agora anunciada perante os deputados. 
 
Numa comparação com 2011, Mota Soares acentuou que "há hoje mais 29 mil colocações no mercado de trabalho pelo IEFP e mais 44 mil ofertas de emprego". "Estamos, portanto, mais próximos da realidade que o mercado procura e que o mercado precisa. E isso dá esperança a quem procura emprego", sublinhou.

Dois mil milhões para atacar a exclusão e o desemprego
O ministro garantiu que terá dois mil milhões de euros dos fundos comunitários Portugal 2020 para gastar com os desempregados de longa duração, pessoas com deficiência e programas de aquisição de competências básicas.

"Nunca antes Portugal tinha tido uma parte dos seus fundos exclusivamente para a inclusão social e o emprego. Nunca antes se haviam destinado dois mil milhões de euros no combate à pobreza, à exclusão social e ao desemprego. Vamos tê-los", defendeu.

Aos deputados, o ministro aproveitou para deixar a garantia de que essa verba vai ser gasta "num conjunto vasto de medidas", entre programas específicos de emprego para desempregados de longa duração, pessoas com deficiência e com programas de aquisição de competências básicas.

Segundo Mota Soares, as medidas passam por aumentar o número de territórios com contratos locais de desenvolvimento social, introduzir novas tecnologias no cuidado a doentes e idosos ou por diversificar a oferta de serviços sociais e de saúde.
  
"Garantia Jovem" para 185 mil pessoas
Mais de 185 mil jovens estão actualmente inseridos no programa "Garantia Jovem", revelou o ministro do Emprego. Mota Soares garante que o Governo já atingiu "cerca de metade da meta" traçada para dois anos.

“Mas queremos até ao final do ano que vem, tal como consta no Orçamento para 2015, desenvolver cerca de 378 mil respostas de educação, formação, inserção e emprego para os jovens portugueses, num investimento global de 1.300 milhões de euros", disse o governante.

O programa "Garantia Jovem" visa o apoio ao emprego nos jovens, com apoios à contratação, formação profissional ou estágio.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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