Corte nas indemnizações por despedimento pode ser mais suave

Presidente da República terá tido um papel importante na negociação deste tema com a “troika”. Na sexta-feira, vão ser apresentados os resultados da sétima avaliação ao programa de ajustamento financeiro português.

Ganha força a tese de que a "troika" terá aceitado aliviar o corte nas indemnizações por despedimento na sétima avaliação. Fonte próxima do processo disse esta quinta-feira àRenascença que, para este desfecho, contribuiu activamente o Presidente da República, tanto no plano nacional como fora de portas. 

A mesma fonte revela que tudo aponta para um acordo prevendo uma compensação de 18 dias de salário nos primeiros três anos, baixando depois para 12. 

Há também quem aponte para 18, 15, 12, mas outra equação que não passe por suavizar este corte – conclui esta fonte - constituiria uma surpresa, acrescentando que é a única solução para manter vivo o diálogo social. 

O papel do Presidente da República é também elogiado por outro elemento ligado ao processo contactado pela Renascença, sublinhando a sensibilidade social e preocupação demonstrada por Cavaco Silva neste processo. 

Esta fonte admite, contudo, que há ainda algumas "nuances" por esclarecer. Falta, por exemplo, clarificar se a fórmula que se desenha é sempre aplicável aos primeiros três anos de contrato ou se será aprovado um regime transitório durante três anos. 

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, apresenta na sexta-feira os resultados da sétima avaliação ao programa de ajustamento financeiro português.

fonte:http://rr.sapo.pt/inf

publicado por adm às 22:04 | comentar | favorito