Pires de Lima não garante que não haja despedimentos nos CTT

Governo aprovou as condições da Oferta Pública de Venda e o caderno de encargos da venda directa institucional de 70% do capital social dos Correios de Portugal.


O ministro da Economia, Pires de Lima, diz que o Executivo não pode garantir que não haja despedimentos nos CTT após a privatização, que acontecerá até ao final do ano.

"Não posso assegurar que não haja despedimentos porque a empresa vai passar para a esfera privada", afirmou aos jornalistas o governante, no final da sua audição na comissão de economia e obras públicas, no Parlamento.

Antes, durante os trabalhos da comissão, Pires de Lima tinha anunciado que a dispersão do capital dos Correios de Portugal (CTT) vai ocorrer até ao final da primeira semana de Dezembro, considerando que "é o momento certo" para privatizar os CTT.

O governante acrescentou que a operação "pode resultar num bom encaixe para o Estado", considerando que a questão de privatizar, ou não, os serviços postais "é uma questão ideológica", que se escusou a comentar. Ainda assim, salientou: "Não vejo drama nenhum na privatização dos CTT".

Sobre o recente processo de reestruturação da rede dos CTT, Pires de Lima disse que a mesma resultou na "redução de 40 postos de atendimento" e na deslocalização dos trabalhadores que estavam nesses postos para outras estações.

Antes, durante a sua audição na comissão de economia e obras públicas, Pires de Lima já tinha avançado aos deputados que a Operação Pública de Venda (OPV) dos Correios de Portugal (CTT) decorrerá ainda este ano, até ao final da primeira semana de Dezembro.

O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira as condições da Oferta Pública de Venda (OPV) e o caderno de encargos da venda directa institucional dos CTT - Correios de Portugal.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, a Parpública fica autorizada a alienar um número de acções representativas de uma percentagem de "até 70% do capital social" dos CTT. Esta venda será feita através da realização das seguintes operações: OPV no mercado nacional e "venda directa a um conjunto de instituições financeiras, que ficam obrigadas a proceder à subsequente dispersão das acções nos mercados de capitais". Do conjunto de acções destinado à OPV, um lote representativo de até 5% do capital será reservado à aquisição por trabalhadores.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/inf


publicado por adm às 00:34 | comentar | favorito