Governo quer integrar 20 mil desempregados de longa duração no mercado de trabalho

Cerca de 20 mil desempregados de longa duração serão beneficiados nos primeiros quatro meses de 2015, com vista à sua "integração profissional" e ao "rápido regresso ao mercado de trabalho", anunciou esta segunda-feira o ministro do Emprego.

Pedro Mota Soares, que falava no debate parlamentar na especialidade sobre o Orçamento do Estado para 2015, revelou que "foram transmitidas orientações precisas ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para que passasse a utilizar de uma forma selectiva a modalidade de formação 'Vida Activa'".
 
O ministro afirmou que "o desemprego de longa duração é o que sente maiores dificuldades, até porque apresenta uma relativa rigidez quanto à oferta de emprego", justificando assim a decisão agora anunciada perante os deputados. 
 
Numa comparação com 2011, Mota Soares acentuou que "há hoje mais 29 mil colocações no mercado de trabalho pelo IEFP e mais 44 mil ofertas de emprego". "Estamos, portanto, mais próximos da realidade que o mercado procura e que o mercado precisa. E isso dá esperança a quem procura emprego", sublinhou.

Dois mil milhões para atacar a exclusão e o desemprego
O ministro garantiu que terá dois mil milhões de euros dos fundos comunitários Portugal 2020 para gastar com os desempregados de longa duração, pessoas com deficiência e programas de aquisição de competências básicas.

"Nunca antes Portugal tinha tido uma parte dos seus fundos exclusivamente para a inclusão social e o emprego. Nunca antes se haviam destinado dois mil milhões de euros no combate à pobreza, à exclusão social e ao desemprego. Vamos tê-los", defendeu.

Aos deputados, o ministro aproveitou para deixar a garantia de que essa verba vai ser gasta "num conjunto vasto de medidas", entre programas específicos de emprego para desempregados de longa duração, pessoas com deficiência e com programas de aquisição de competências básicas.

Segundo Mota Soares, as medidas passam por aumentar o número de territórios com contratos locais de desenvolvimento social, introduzir novas tecnologias no cuidado a doentes e idosos ou por diversificar a oferta de serviços sociais e de saúde.
  
"Garantia Jovem" para 185 mil pessoas
Mais de 185 mil jovens estão actualmente inseridos no programa "Garantia Jovem", revelou o ministro do Emprego. Mota Soares garante que o Governo já atingiu "cerca de metade da meta" traçada para dois anos.

“Mas queremos até ao final do ano que vem, tal como consta no Orçamento para 2015, desenvolver cerca de 378 mil respostas de educação, formação, inserção e emprego para os jovens portugueses, num investimento global de 1.300 milhões de euros", disse o governante.

O programa "Garantia Jovem" visa o apoio ao emprego nos jovens, com apoios à contratação, formação profissional ou estágio.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/in

publicado por adm às 21:58 | comentar | favorito