Suspensão dos estágios provoca subida do desemprego em agosto

A reorganização das medidas ativas de emprego e, sobretudo, a suspensão das candidaturas a estágios profissionais comparticipados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional são alguns dos fatores que podem explicar o aumento do número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego em agosto. É a primeira subida desde janeiro.

Os ficheiros dos centros de emprego registavam 624 230 desempregados inscritos em agosto. São mais 12 534 do que no mês anterior, sendo a primeira vez desde janeiro que a evolução mensal regista um aumento de pessoas sem trabalho. Em termos homólogos, contudo, manteve-se a tendência de descida, observando-se um recuo de 10,2% (que corresponde a menos 70 835 desempregados).

As mulheres continuam a ser o grupo mais numeroso das pessoas que procuram um novo trabalho ou um primeiro emprego, tendo também sido mais afetadas pela subida mensal (2,8%) do que o aumento registado junto dos homens (1,2%). Os dados que analisam a evolução do desemprego em termos mensais revelam ainda que que o aumento foi sobretudo sentido no sectores da administração pública, educação, saúde e atividades de apoio social, onde o número de desempregados teve um acréscimo de 5,8% - mais do dobro dos 2,1% reportados para a generalidade dos serviços. Nas atividades ligadas à indústrias e energia, ao aumento foi menos expressivo, rondando 0,4%.

Para Francisco Madelino, antigo presidente do IEFP , o agravamento do número de desempregados é um reflexo da suspensão das candidaturas a estágios profissionais durante quase todo o mês de julho. Esta paragem foi justificada pela mudança de regras nos estágios comparticipados pelo Estado (cuja duração baixou, na maior parte dos casos, de 12 para nove meses), tendo em conta que a elevada procura pelos estágios consumiu, até maio, cerca de 96% da verba que lhes tinha sido atribuída. Na ocasião, o ministro Pedro Mota Soares admitiu ao Expresso a possibilidade de ser feito um reforço da dotação.

Ao mesmo tempo, e na sequência das negociações com os parceiros sociais, o Governo avançou com uma reorganização da generalidade das medidas ativas. Estas mudanças e também alguns sinais menos favoráveis na conjuntura económica, refere Francisco Madelino, tiveram expressão nos números de agosto e que os "excelentes resultados do turismo" não conseguiram colmatar.

O Algarve foi, de resto, a única região do Continente com uma descida mensal no número de de-sempregados. O ex-presidente do IEFP sublinha ainda que estes dados vêm dar razão aos que têm avisado que muita da redução de desemprego neste último ano se deve, pura e simplesmente, ao efeito destas medidas ativas de emprego. É o Estado que está a pagar para as empresas criarem emprego.

Os dados dão ainda conta de uma queda na inscrição de novos desempregados (menos 3148 do que em julho) e das ofertas de emprego.

Os ficheiros dos centros de emprego registavam 624 230 desempregados inscritos em agosto. São mais 12 534 do que no mês anterior, sendo a primeira vez desde janeiro que a evolução mensal regista um aumento de pessoas sem trabalho. Em termos homólogos, contudo, manteve-se a tendência de descida, observando-se um recuo de 10,2% (que corresponde a menos 70 835 desempregados).

As mulheres continuam a ser o grupo mais numeroso das pessoas que procuram um novo trabalho ou um primeiro emprego, tendo também sido mais afetadas pela subida mensal (2,8%) do que o aumento registado junto dos homens (1,2%). Os dados que analisam a evolução do desemprego em termos mensais revelam ainda que que o aumento foi sobretudo sentido no sectores da administração pública, educação, saúde e atividades de apoio social, onde o número de desempregados teve um acréscimo de 5,8% - mais do dobro dos 2,1% reportados para a generalidade dos serviços. Nas atividades ligadas à indústrias e energia, ao aumento foi menos expressivo, rondando 0,4%.

Para Francisco Madelino, antigo presidente do IEFP , o agravamento do número de desempregados é um reflexo da suspensão das candidaturas a estágios profissionais durante quase todo o mês de julho. Esta paragem foi justificada pela mudança de regras nos estágios comparticipados pelo Estado (cuja duração baixou, na maior parte dos casos, de 12 para nove meses), tendo em conta que a elevada procura pelos estágios consumiu, até maio, cerca de 96% da verba que lhes tinha sido atribuída. Na ocasião, o ministro Pedro Mota Soares admitiu ao Expresso a possibilidade de ser feito um reforço da dotação.

Ao mesmo tempo, e na sequência das negociações com os parceiros sociais, o Governo avançou com uma reorganização da generalidade das medidas ativas. Estas mudanças e também alguns sinais menos favoráveis na conjuntura económica, refere Francisco Madelino, tiveram expressão nos números de agosto e que os "excelentes resultados do turismo" não conseguiram colmatar.

O Algarve foi, de resto, a única região do Continente com uma descida mensal no número de de-sempregados. O ex-presidente do IEFP sublinha ainda que estes dados vêm dar razão aos que têm avisado que muita da redução de desemprego neste último ano se deve, pura e simplesmente, ao efeito destas medidas ativas de emprego. É o Estado que está a pagar para as empresas criarem emprego.

Os dados dão ainda conta de uma queda na inscrição de novos desempregados (menos 3148 do que em julho) e das ofertas de emprego.

fonte:;http://www.dinheirovivo.pt/e

publicado por adm às 12:42 | comentar | favorito
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