14
Jul 13

Emigrantes na Alemanha também sentem a crise portuguesa

A Alemanha tem sido um dos palcos preferenciais de destino da nova emigração portuguesa, num contexto de crise financeira e económica, que luta contra o estigma relativa à Europa do Sul, apostando nas qualificações.

Ana e Ângelo partiram para Berlim em diferentes contextos e partilham a vontade de um dia poder voltar.

«Tenho a esperança de poder voltar, mas enquanto tiver trabalho e aqui conseguir viver vou ficando, pois voltar para ficar desempregada, isso não», refere Ana Tendeiro de 32 anos que trocou Lisboa por Berlim no início do ano e trabalha num ateliê de arquitetura.

O que a trouxe para a capital alemã foi a vontade de trabalhar na sua área e depois de umas férias passadas no verão de 2012 em Berlim Ana decidiu-se. «Porque não arriscar?» - questionou.

«Não é que aqui seja mais fácil encontrar trabalho, principalmente quando não se fala a língua ou não se tem alguns anos de experiência. Mas neste momento é bem mais fácil certamente que em Portugal», atira Ana Tendeiro, salientando que adaptação ao país está a correr melhor do que esperava.

Ângelo Neto de 33 anos é músico e nasceu no Porto, mas viveu boa parte da sua vida em Lisboa e os motivos que o trouxeram a Berlim são bem diferentes dos de Ana. «Conheci a minha companheira em Lisboa e na altura achamos que seria melhor estar em Berlim, onde ela já vivia», diz Ângelo.

Contudo, mesmo depois de viver há dois anos na capital alemã refere que não consegue ficar indiferente ao que se passa em Portugal. «Estou muito preocupado com o que se está a passar em Portugal, mas também considero que este é um momento em que podemos fazer alguma coisa para mudar o rumo do país», afirma Ângelo, salientando que o que mais receia é a «incapacidade da classe política».

«Tenho laços estreitos com o país e gostava de ver a minha casa bem arrumada. Não vivo sufocado a pensar em voltar, mas gostava se um dia a minha filha quisesse viver em Portugal que o país tivesse boas estruturas», diz Ângelo Neto.

Já Ana Tendeiro demonstra mais interesse num regresso a Portugal, mas refere que tem pouca esperança numa mudança no rumo dos acontecimentos.

«Sigo a atualidade em Portugal e sinto-me um bocado triste e preocupada com o que se está a passar. Neste momento custa-me acreditar que o país possa dar a volta nos próximos anos», diz Ana, citada pela Lusa.

Quanto ao viver na Alemanha ambos dizem que existem algumas dificuldades «normais», mas que não é difícil viver em Berlim, pois trata-se de uma cidade «dinâmica e com um grande fluxo migratório».

«Em Portugal apesar de tudo talvez tivesse mais facilidade em encontrar trabalho na minha área, pois aqui tenho de ir furando e isso leva tempo, mas nunca me senti mal tratado ou colocado de parte por ser estrangeiro», refere Ângelo.

Já para Ana Tendeiro a adaptação à Alemanha tem também corrido bem, apesar dos constrangimentos que o não domínio do alemão por vezes provoca. «A minha adaptação está a correr melhor do que eu esperava, a língua é mesmo a maior dificuldade que encontro», diz Ana, concluindo que tem a sorte de no seu trabalho «a maioria das pessoas serem de outras nacionalidades».

fonte;:http://www.tvi24.iol.pt/

publicado por adm às 12:40 | comentar | favorito
tags:
07
Mai 13

Emigração portuguesa para a Alemanha subiu 43%

A emigração de portugueses para a Alemanha sofreu um aumento de 43% entre 2011 e 2012, com mais quatro mil entradas em relação ao ano anterior. Os números foram divulgados pelo departamento oficial de estatísticas alemão, o Destatis. Segundo o Observatório da Emigração, há cerca de 115 mil portugueses na Alemanha.

A Alemanha teve um saldo migratório positivo de 369 mil pessoas, o mais elevado desde 1995. O maior aumento nas entradas correspondeu a cidadãos da União Europeia (18%), mais 96 mil em relação à 2011, situando em 638 mil o número de estrangeiros oriundos desta região no país.

Houve um aumento de 45% de imigrantes oriundos de Espanha (mais nove mil entradas), de 40% provenientes de Itália (mais 12 mil) e de 43% de imigrantes gregos (mais 10 mil entradas) em relação a 2011.

O segundo grupo de procedência que o Destatis referiu foi o dos países que ingressaram recentemente na União Europeia, como Eslovénia, Hungria, Roménia e Bulgária. Dos países não-membros da União Europeia, chegaram à Alemanha mais 127 mil pessoas, um aumento de 14%, e do resto do mundo entraram mais 195 mil, um aumento de 7,6% em relação a 2011.

Os restantes imigrantes correspondem a pessoas de procedência desconhecida ou não clarificada. A maioria destes chegou por via marítima.

fonte:http://rr.sapo.pt/

publicado por adm às 22:53 | comentar | favorito
03
Jan 13

Desemprego na Alemanha foi o mais baixo dos últimos 20 anos

Número de desempregados baixou em 2012 para uma taxa de 6,8%

O número de desempregados na Alemanha baixou em 2012 para uma média de 2,897 milhões de pessoas e uma taxa de 6,8%, face aos 7,1% registados no ano anterior, anunciou esta quinta-feira a Agência Federal de Emprego.

Trata-se do índice de desemprego mais baixo dos últimos 20 anos na Alemanha, sublinhou a agência, apesar de destacar o «ligeiro aumento» em 88 mil pessoas desempregadas em dezembro, correspondente a uma taxa de 6,7%, face aos 6,6% registados no mesmo mês de 2011.

«O mercado laboral reagiu de uma forma robusta no final do ano face às turbulências económicas», destacou o presidente da Agência Federal de Emprego, Frank-Jürgen Weise.

O instituto federal de estatística Destatis tinha anunciado na quarta-feira que a Alemanha registou em 2012 um novo record de emprego com uma média de 41,5 milhões de pessoas com trabalho a descontar para a segurança social, correspondente a um aumento de um por cento face ao ano anterior.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

publicado por adm às 22:39 | comentar | favorito
tags:
15
Nov 12

Emigração portuguesa aumenta mais de 50% na Alemanha

A entrada de emigrantes portugueses na Alemanha aumentou 53% no primeiro semestre de 2012, num total de cerca de duas mil pessoas, anunciou esta quinta-feira o departamento oficial de estatísticas alemão, Destatis.

 

A imigração aumentou 15 por cento na Alemanha no primeiro semestre de 2012, em resultado do fluxo de pessoas provenientes de países europeus tocados pela crise económica, de acordo com o Destatis, que divulgou os dados num comunicado.

O saldo migratório (diferença entre as chegadas e as saídas) aumentou 35% no período de Janeiro a Junho, em 182 mil pessoas.

Cerca de 500 mil chegadas (15 por cento) foram registadas, contra 318 mil saídas, segundo dados preliminares.

A maior parte das pessoas que entraram na Alemanha são originárias de países da União Europeia, sublinhou o Destatis, que forneceu uma cifra de 306 mil, um aumento de 24 por cento.

"O destaque no primeiro semestre de 2012 é o forte aumento da imigração dos países da União Europeia, particularmente tocados pela crise financeira", sublinhou o instituto de estatísticas.

A maior parte dos migrantes são provenientes de países da Europa central e a Polónia situa-se em primeiro lugar no ranking (89 mil entradas no primeiro semestre).

"A imigração proveniente da Europa do sul tem números mais baixos, mas regista um recorde na taxa de progressão", indicou o instituto.

As entradas de gregos cresceram 78%, uma subida de 6.900 imigrantes em relação ao mesmo período do ano anterior.

A imigração proveniente da Espanha para a Alemanha também aumentou 53 por cento (cerca de 3.900 pessoas), assim como a portuguesa (2.000 pessoas).

A Alemanha já tinha registado um aumento de 20 por cento da imigração em relação ao ano precedente, que permitiu um ligeiro aumento da população alemã.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/no

publicado por adm às 22:29 | comentar | favorito
09
Ago 12

Número de portugueses a trabalhar na Alemanha sobe 6%

O número de portugueses a trabalhar na Alemanha aumentou 5,9 por cento até finais de Maio de 2012, em relação ao ano anterior, atingindo os 55.600, segundo levantamento divulgado hoje pela Agência Federal do Trabalho (BA).

As autoridades alemãs atribuíram o referido aumento, muito acima da média nacional de 1,6% no mesmo período, ao desemprego e à falta de perspectivas de emprego em Portugal, e ainda à evolução positiva do mercado de trabalho no país de acolhimento.

Esta tendência foi ainda mais acentuada entre trabalhadores espanhóis e gregos na Alemanha, que no prazo de um ano aumentaram, respectivamente, 11,5% (para 46 mil no total) e 9,8% (para 117.700).

Este fenómeno está igualmente ligado, segundo a BA, ao elevado desemprego na Espanha e na Grécia, que é ainda superior aos 15,4% em Portugal, e ultrapassa os 20%.

Quanto ao número de italianos a trabalhar na Alemanha, subiu 4,2% até Maio, atingindo 232.800.

NO que se refere ao desemprego na Alemanha entre estas nacionalidades do sul da Europa, o dos italianos foi o que mais desceu, 6,4%, enquanto o desemprego entre os espanhóis subia 10,5% desde Junho de 2011, e entre os gregos 4,1%.

No que toca ao desemprego dos portugueses, manteve-se praticamente estacionário, com uma ligeira descida, e havia em Maio cerca de 8.500 pessoas à procura de trabalho, quase tantas como há um ano, indicou também a BA.

A taxa de desemprego na Alemanha situava-se nos 6,7%, em Julho, e é uma das mais baixas da União Europeia, mas as variações entre os 16 Estados federados são grandes. As regiões do sul e do sudoeste, como a Baviera e Baden-Wuerttemberg, fortemente industrializadas, apresentam taxas abaixo dos cinco por cento, e o leste do país, menos desenvolvido, taxas acima dos 10 por cento.

A BA tem chamado a atenção para a falta de mão-de-obra especializada, sobretudo de engenheiros, médicos, informáticos, mas também de enfermeiros e auxiliares de enfermagem e operários especializados, mas também deixou claro que, sem conhecimentos de língua alemã, as candidaturas de estrangeiros da União Europeia não têm praticamente hipóteses de sucesso, quer nestas, quer noutras áreas de actividade.

Nas profissões de nível académico, onde a comunicação decorre em Inglês, sobretudo nas grandes empresas, o panorama é diferente.

Muitas multinacionais germânicas não hesitam mesmo em promover acções de recrutamento no estrangeiro para angariar os quadros técnicos de que necessitam, facultando-lhes depois aulas de alemão no país de acolhimento.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 23:19 | comentar | favorito