27
Jun 13

Como evitar ser alvo de um despedimento?

Os números oficiais mostram que existiam no final de Março mais de 952 mil pessoas desempregadas em Portugal, o que corresponde a uma taxa de desemprego recorde de 17,7%. A culpa é da crise. Mas existem algumas atitudes e estratégias que poderão ajudá-la a evitar o caminho do desemprego. Aqui ficam algumas delas.

 

 

1. Aumente as suas competências:

Melhore a sua formação frequentando seminários ou cursos que tragam uma mais-valia no seu trabalho. Torne-se indispensável. Este conselho é ainda mais relevante se na mesma empresa existem outras pessoas a executarem as mesmas tarefas que as suas.

 

 

2. Empenhe-se:

Seja responsável, cumpra as suas tarefas, não falhe os prazos, nem passe demasiado tempo a pesquisar assuntos pessoais no computador da empresa. Numa frase: Não dê motivos ao seu chefe para colocá-la na lista de colabores dispensáveis. Ao mesmo tempo, tente manter uma visão positiva e optimista, mostrando entusiasmo na execução das tarefas.

 

 

3. Seja flexível:

Fazer algumas tarefas que vão além da descrição do seu posto de trabalho é algo que é valorizado no contexto atual. Num momento em que muitas empresas enfrentam processos de “downsizing”, os funcionários são chamados a assumir outros papéis que até então eram desempenhados por outras pessoas. Mostrar alguma flexibilidade e versatilidade no desempenho dessas funções poderá a jogar a seu favor para conseguir manter o posto de trabalho.

 

 

Apesar destas dicas é importante salientar que não há receitas miraculosas que possam garantir que vai conseguir manter o seu posto de trabalho. Por exemplo: se a empresa onde trabalha estiver numa situação financeira difícil, muito perto da insolvência e se houver um despedimento coletivo, mesmo que seja uma excelente funcionária poderá não existir uma forma de evitar o caminho do despedimento e do desemprego.

 

 

Outra nota que deverá ter presente refere-se às indemnizações por despedimento. As alterações que têm sido feitas ao código do trabalho têm vindo a tornar os despedimentos mais fáceis e mais baratos. Em Outubro deve entrar em vigor um novo diploma e que irá reduzir o valor das indemnizações a atribuir aos funcionários em caso de despedimento. O cálculo do valor das indemnizações por cada ano de trabalho irá passar dos 20 dias de salário para os 18 e 12 dias, conforme o vínculo laboral.

 

fonte:http://mulher.sapo.pt/

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14
Fev 13

Como regressar ao mercado de trabalho

São várias as medidas que permitem a um desempregado de longa duração, ou jovem em início de carreira, encontrar um posto de trabalho. Desde redução de encargos com a Taxa Social Única a uma requalificação do desempregado, as empresas têm novas razões para contratar.

 

Conheça os programas do IEFP que o podem ajudar:

Contratação de jovens ou desempregados de longa duração
Há incentivos fiscais para as empresas que contratem jovens ou desempregados de longa duração, com descontos no IRS e IRC pagos.

Até ao final deste ano, as empresas que aumentem o número de empregados através da contratação de jovens entre 16 anos e 35 anos - com excepção dos jovens com menos de 23 anos, que não tenham concluído o ensino secundário, e não frequentem nenhuma formação que permita elevar o nível de escolaridade - ou de pessoas em situação de desemprego há mais de 9 meses poderão majorar em 50% o custo fiscal relativo aos encargos que essas contratações geram.

Essa majoração poderá ser efectuada durante um período de 5 anos, por isso as empresas que ainda efectuarem estes contratos durante este ano poderão contar com a majoração, que conta desde o início da vigência do contrato de trabalho. O montante máximo da majoração anual, por posto de trabalho, é de 14 vezes a retribuição mínima mensal garantida.

Os trabalhadores independentes não podem incluir para estes benefícios a contratação de familiares. Estes benefícios não são cumuláveis com outros benefícios fiscais aplicados ao mesmo trabalhador ou posto de trabalho.

Para o próximo ano, e já a contar com o Programa de combate ao desemprego levado a cabo pelo Ministério da economia, as empresas que contratem desempregados com mais de 45 anos também terão benefícios, com o reembolso de 100% da TSU.

Estágios do Impulso Jovem
Os jovens entre 18 e 34 anos, que estejam inscritos nos centros de emprego há pelo menos quatro meses, podem candidatar-se aos estágios do Impulso Jovem, mesmo que não tenham o ensino secundário completo, desde que nunca tenham trabalhado ou estagiado. De fora ficam os licenciados em enfermagem ou medicina. Assim, no âmbito do programa Impulso Jovem podem ganhar entre 419,22 euros e 943,24 euros mensais.

Aqui, inserem-se os Passaporte Emprego Industrialização, Passaporte Emprego Inovação e Passaporte Emprego Internacionalização. Os passaportes industrialização e internacionalização destinam-se a jovens entre os 18 e os 30 anos, com ou sem ensino secundário completo, licenciatura ou mestrado e visa projetos de investimento destinados à especialização da produção através da introdução de novos produtos e o reforço da componente tecnológica. O segundo visa projetos para implementar e consolidar estratégias de internacionalização, de forma a potenciar a exportação.

Para estes dois passaportes a remuneração prevista é de 419,22 euros para o estagiário sem ensino secundário completo, de 524,02 euros para o que completou este grau de ensino e de 691,7 euros para os licenciados e mestres.

Já o Passaporte Emprego Inovação abrange jovens entre os 23 e os 34 anos, com mestrado ou doutoramento, que integrem projetos de investimento que visem reforçar a capacidade inovadora das empresas e integrar recursos humanos altamente qualificados. A remuneração entre os 691,7 euros e os 943,2 euros.

Programa Estímulo 2012
Este programa permite potenciar o retorno ao mercado de trabalho de desempregados com maiores dificuldades de inserção, capacitando-os com a formação e as competências adaptadas ao posto de trabalho e, simultaneamente, promover a melhoria da produtividade e competitividade das empresas.

Apoio financeiro às entidades empregadoras que celebrem contratos de trabalho, a tempo completo, com desempregados inscritos nos Centros de Emprego há pelo menos 6 meses consecutivos e proporcionem formação profissional ao trabalhador contratado. As empresas recebem 50% da retribuição mensal paga ao trabalhador, até ao limite de 1 IAS (419,22) por mês, pelo período máximo de 6 meses. É dada ainda uma majoração em 10%, nos casos de celebração de contrato de trabalho sem termo ou de celebração de contrato de trabalho com desempregados em condições específicas: beneficiários do RSI; com idade igual ou inferior a 25 anos; pessoas com deficiência e incapacidade; mulheres com um nível de habilitações inferior ao 3.º ciclo do ensino básico; inscritos há pelo menos 12 meses consecutivos.

O apoio depende da celebração de um contrato de trabalho não inferior a 6 meses, da criação líquida de emprego e da manutenção do nível de emprego durante o período de duração do apoio.

Contrato Emprego-Inserção e Contrato Emprego Inserção +
Estes programas visam melhorar as competências socioprofissionais dos desempregados e proporcionar uma aproximação ao mercado de trabalho, mantendo-os em contacto com outros trabalhadores e outras atividades. Estes programas destina-se a pessoas desempregadas, beneficiárias de subsídio de desemprego ou de subsídio social de desemprego e ainda beneficiários de Rendimento Social de Inseção.

No caso do Emprego Inserção mais, é entregue uma bolsa mensal complementar no valor de 20% do IAS (83 euros) para desempregados beneficiários de subsídio de desemprego ou de subsídio social de desemprego. No caso do Inserção + que se destina a beneficiários do RSI, os destinatários passam a receber uma bolsa de ocupação mensal no valor do IAS (419,22 euros). Ambos os programas cobrem despesas de transporte, alimentação e um seguro de acidentes pessoais.

O programa tem por base a realização de atividades socialmente úteis que satisfaçam necessidades locais e regionais, em entidades coletivas, públicas ou privadas sem fins lucrativos, durante um período máximo de 12 meses.

 

fonte-.http://www.dinheirovivo.pt/Em

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25
Fev 12

Quer trabalhar no estrangeiro? Deixamos-lhe umas dicas

Se está a pensar em trabalhar fora de Portugal, a Agência Financeira deixa-lhe algumas dicas que o podem ajudar. 

Para começar avalie os seus conhecimentos, as suas competências e experiência e procure os mercados onde elas fazem falta. É preciso definir a sua procura e saber onde pode ser uma mais-valia.

Por isso, estude bem todas as opções. Pesquise na Internet as empresas da sua área profissional onde se pode candidatar, sites, empresas de recrutamento, câmaras de comércio, etc. 

Estabeleça contactos mesmo antes de partir. É fundamental para saber todos os pormenores do local, dificuldades, mais-valias, burocracias, etc, que poderá ter de resolver.

Aproveite pois, as redes sociais, como o Facebook, o Linkedln ou os blogues, para entrar em contacto com portugueses ou pessoas de outras nacionalidades que moram no país/cidade para onde quer ir.

Passe à ação. Escreva o seu curriculum vitae adaptado à língua e linguagem do país e coloque-o nos sites de emprego, bases de dados de empresas de recrutamento, contacte empresas e responda a anúncios. 

Se escolheu um país europeu pode aproveitar os portais de emprego como o Monster ou o Experteer.com. Não se esqueça das secções de classificados do jornais e das páginas oficiais dos serviços públicos de emprego.

Quando tiver já alguma oferta em vista faça, se puder, umavisita preparatória, de dois ou três dias, para reconhecer o local, ver casas, escolas, sistema fiscal, burocracias, entre outros.

Alguns países em voga

Brasil: a economia está bem de saúde e recomenda-se. Já é a oitava maior do mundo e espera que se expanda a um ritmo de 4% este ano. O país precisa de profissionais nas áreas das engenharias, investigação científica e turismo. Tem a vantagem da língua comum e a desvantagem de ter insegurança. Saiba que é difícil entrar sem visto e sem emprego, por isso, trate de tudo antes de ir.

Qatar: em elevado crescimento, é o país cujos negócios são liderados pelo gás, petróleo e construção. Está sedento por profissionais estrangeiros, sobretudo nas áreas da gestão, mercados financeiros e engenharia. A imigração é controlada e é preciso um «padrinho» para visitar ou trabalhar no emirado, que em último caso pode ser a empresa empregadora (contacto prévio é fulcral, a não ser quando as qualificações são muito altas). A qualidade de vida não é má, mas prepare-se para as diferenças culturais que terá de enfrentar no emirado.

Austrália: tem um dos mais elevados níveis de qualidade de vida e está à procura de estrangeiros qualificados. A indústria mineira é um motor da economia e há aí grandes oportunidades. Há também procura por pessoas em áreas técnicas, como engenharias, tecnologias de informação ou medicina. Aproveite a oportunidade porque a Austrália costuma ser muito controladora em relação à imigração. Se não fala inglês, nem tente. 

Alemanha: dos grandes europeus, é dos que está a recuperar melhor da crise. Continua a ser o maior exportador e, em termos de qualidade de vida, tem tudo: o custo de vida é alto, mas os salários e os apoios sociais também. É fundamental falar alemão e, se falar mandarim, também é uma boa ajuda, por causa das relações bilaterais. Para profissões técnicas podem ser precisos exames e estágios locais, mas não é preciso visto de trabalho. 

China: é o motor da retoma e a segunda maior economia do mundo, tendo ultrapassado o Japão, e é também o país no mundo que vai criar mais oportunidades de negócio e de emprego nos próximos anos. As multinacionais só estão interessadas em estrangeiros com experiência e/ou uma rede de contactos no país. Saber mandarim ou estar disposto a dominar a língua é imprescindível. É fácil criar negócios e redes de contactos, especialmente entre estrangeiros, mas o ambiente é duro, há muita poluição, corrupção e limites à liberdade de expressão (embora os estrangeiros tenham grande tolerância).

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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