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Jan 15

Governo cria estágios para desempregados com mais de 30 anos

O Governo vai criar um novo programa de estágios de seis meses para desempregados com mais de 30 anos de idade. A medida será debatida na quarta-feira em concertação social.

Os estágios financiados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) têm sido uma das medidas mais procuradas pelas empresas e o Governo quer agora alargar os seus destinatários. De acordo com uma proposta que será debatida na quarta-feira em concertação social será criado um novo programa de estágios dirigido especificamente aos desempregados com mais de 30 anos de idade.

 

O chamado "Reactivar" consiste em estágios de seis meses para desempregados com idade mínima de 31 anos que estejam inscritos há mais de doze meses num centro de emprego português ou num país estrangeiro (desde que, neste último caso, regressem a Portugal).

 

Estas pessoas poderão ser inseridas em entidades privadas com ou sem fins lucrativos, que só terão de suportar uma parte dos custos, que incluem alimentação e prémio do seguro de acidentes de trabalho. A bolsa a pagar ao estagiário varia entre os 419,22 euros e os 692 euros brutos, de acordo com a qualificação do estagiário, de acordo com um documento a que o Negócios teve acesso.

 

O IEFP financia 65% da bolsa em situações normais.

 

No entanto, esta percentagem sobe para 80% em várias situações: se em causa estiverem entidades sem fins lucrativos, se se tratar do primeiro estágio de uma entidade com 10 ou menos trabalhadores, se for o primeiro estágio de uma entidade com dez ou menos trabalhadores.

 

Por outro lado, também aumenta para 80% em função do perfil do beneficiário: se em causa estiver um desempregado inscrito há mais de vinte e quatro meses, se o estagiário tiver mais de 45 anos ou se pertencer aos grupos mais protegidos pelas políticas activas de emprego (pessoas com deficiência, que pertençam a um casal de desempregados ou ex-reclusos, entre outros).

 

Se os beneficiários com o perfil acima descrito forem inseridos numa entidade sem fins lucrativos (como uma IPSS), ao abrigo dos chamados "projectos de interesse estratégico", ou numa empresa com 10 trabalhadores ou menos que nunca tenha recorrido aos estágios, a percentagem sobe para 95%.

 

O programa de estágios em vigor já admite candidatos com mais de 30 anos, mas exige que tenham obtido há menos de três anos uma nova qualificação (o que nem sempre acontece) e que não tenham desenvolvido actividade nos últimos doze meses. 

 

Empresas têm de ter contratado 1 em 4 estagiários

 

O Governo exige que as empresas tenham contratado pelo menos 1 em cada 4 estagiários que tenham estado na entidade nos últimos três anos.

 

Além de serem uma das medidas mais procuradas pelas empresas – os estágios são também uma das medidas activas de emprego que influencia os dados oficiais sobre desemprego.

 

Em Dezembro, o Banco de Portugal revelou que a criação de emprego não tinha afinal sido tão elevada como poderiam sugerir os dados do Instituto Nacional de Estatística. Em parte, devido a questões metodológicas relacionadas com a forma de recolha dos dados; mas por outro lado porque um terço dos empregos criados foram, na verdade, estágios, de acordo com a estimativa do Banco de Portugal. 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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21
Set 14

Suspensão dos estágios provoca subida do desemprego em agosto

A reorganização das medidas ativas de emprego e, sobretudo, a suspensão das candidaturas a estágios profissionais comparticipados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional são alguns dos fatores que podem explicar o aumento do número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego em agosto. É a primeira subida desde janeiro.

Os ficheiros dos centros de emprego registavam 624 230 desempregados inscritos em agosto. São mais 12 534 do que no mês anterior, sendo a primeira vez desde janeiro que a evolução mensal regista um aumento de pessoas sem trabalho. Em termos homólogos, contudo, manteve-se a tendência de descida, observando-se um recuo de 10,2% (que corresponde a menos 70 835 desempregados).

As mulheres continuam a ser o grupo mais numeroso das pessoas que procuram um novo trabalho ou um primeiro emprego, tendo também sido mais afetadas pela subida mensal (2,8%) do que o aumento registado junto dos homens (1,2%). Os dados que analisam a evolução do desemprego em termos mensais revelam ainda que que o aumento foi sobretudo sentido no sectores da administração pública, educação, saúde e atividades de apoio social, onde o número de desempregados teve um acréscimo de 5,8% - mais do dobro dos 2,1% reportados para a generalidade dos serviços. Nas atividades ligadas à indústrias e energia, ao aumento foi menos expressivo, rondando 0,4%.

Para Francisco Madelino, antigo presidente do IEFP , o agravamento do número de desempregados é um reflexo da suspensão das candidaturas a estágios profissionais durante quase todo o mês de julho. Esta paragem foi justificada pela mudança de regras nos estágios comparticipados pelo Estado (cuja duração baixou, na maior parte dos casos, de 12 para nove meses), tendo em conta que a elevada procura pelos estágios consumiu, até maio, cerca de 96% da verba que lhes tinha sido atribuída. Na ocasião, o ministro Pedro Mota Soares admitiu ao Expresso a possibilidade de ser feito um reforço da dotação.

Ao mesmo tempo, e na sequência das negociações com os parceiros sociais, o Governo avançou com uma reorganização da generalidade das medidas ativas. Estas mudanças e também alguns sinais menos favoráveis na conjuntura económica, refere Francisco Madelino, tiveram expressão nos números de agosto e que os "excelentes resultados do turismo" não conseguiram colmatar.

O Algarve foi, de resto, a única região do Continente com uma descida mensal no número de de-sempregados. O ex-presidente do IEFP sublinha ainda que estes dados vêm dar razão aos que têm avisado que muita da redução de desemprego neste último ano se deve, pura e simplesmente, ao efeito destas medidas ativas de emprego. É o Estado que está a pagar para as empresas criarem emprego.

Os dados dão ainda conta de uma queda na inscrição de novos desempregados (menos 3148 do que em julho) e das ofertas de emprego.

Os ficheiros dos centros de emprego registavam 624 230 desempregados inscritos em agosto. São mais 12 534 do que no mês anterior, sendo a primeira vez desde janeiro que a evolução mensal regista um aumento de pessoas sem trabalho. Em termos homólogos, contudo, manteve-se a tendência de descida, observando-se um recuo de 10,2% (que corresponde a menos 70 835 desempregados).

As mulheres continuam a ser o grupo mais numeroso das pessoas que procuram um novo trabalho ou um primeiro emprego, tendo também sido mais afetadas pela subida mensal (2,8%) do que o aumento registado junto dos homens (1,2%). Os dados que analisam a evolução do desemprego em termos mensais revelam ainda que que o aumento foi sobretudo sentido no sectores da administração pública, educação, saúde e atividades de apoio social, onde o número de desempregados teve um acréscimo de 5,8% - mais do dobro dos 2,1% reportados para a generalidade dos serviços. Nas atividades ligadas à indústrias e energia, ao aumento foi menos expressivo, rondando 0,4%.

Para Francisco Madelino, antigo presidente do IEFP , o agravamento do número de desempregados é um reflexo da suspensão das candidaturas a estágios profissionais durante quase todo o mês de julho. Esta paragem foi justificada pela mudança de regras nos estágios comparticipados pelo Estado (cuja duração baixou, na maior parte dos casos, de 12 para nove meses), tendo em conta que a elevada procura pelos estágios consumiu, até maio, cerca de 96% da verba que lhes tinha sido atribuída. Na ocasião, o ministro Pedro Mota Soares admitiu ao Expresso a possibilidade de ser feito um reforço da dotação.

Ao mesmo tempo, e na sequência das negociações com os parceiros sociais, o Governo avançou com uma reorganização da generalidade das medidas ativas. Estas mudanças e também alguns sinais menos favoráveis na conjuntura económica, refere Francisco Madelino, tiveram expressão nos números de agosto e que os "excelentes resultados do turismo" não conseguiram colmatar.

O Algarve foi, de resto, a única região do Continente com uma descida mensal no número de de-sempregados. O ex-presidente do IEFP sublinha ainda que estes dados vêm dar razão aos que têm avisado que muita da redução de desemprego neste último ano se deve, pura e simplesmente, ao efeito destas medidas ativas de emprego. É o Estado que está a pagar para as empresas criarem emprego.

Os dados dão ainda conta de uma queda na inscrição de novos desempregados (menos 3148 do que em julho) e das ofertas de emprego.

fonte:;http://www.dinheirovivo.pt/e

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23
Jul 11

Estágios que podem mudar a sua vida

Um curso superior não é garantia de encontrar emprego e, cada vez mais, os estágios curriculares e/ou profissionais desempenham um papel importante de complemento da teoria ensinada nas universidades. Por isso, é fundamental ponderar o cenário do primeiro contacto com o mundo profissional.

Há muitas empresas que têm actualmente programas de estágios compatíveis com os conhecimentos adquiridos durante o curso superior, nacionais e internacionais.

Na área da tecnologia, a Ydreams é uma das empresas que mais abertura tem no que respeita a aceitar novos talentos da área. Se sempre sonhou com uma carreira internacional, a empresa da área onde será mais acessível trabalhar no estrangeiro é a Microsoft, já que a empresa tem uma política de grande mobilidade entre funcionários. No caso da Novabase, a empresa portuguesa é também uma boa opção para um estágio: a aposta na formação dos funcionários e a progressão na carreira são alguns dos elementos a ter em conta. A Academia Novabaseé um bom exemplo dessa aposta.

A Nasa, por exemplo, tem um programa de carreiras que inclui estágios, sobretudo na área da Engenharia Espacial. A Mercedes-Benz também oferece um programa de estágios, de maneira a que os jovens profissionais possam ter contacto com o know-how da empresa alemã.

Na área da distribuição, o grupo Jerónimo Martins conta com uma escola de formação, além do destaque no campo de carreiras.

O programa de jovens talentos da Johnson & Johnson é outra oportunidade a ter em conta: entre estágios e prémios para jovens promissores, a empresa aposta na formação profissional dos seus trabalhadores, além de proporcionar a oportunidade de uma experiência além-fronteira.

 

Iniciado em 2002, o programa de estágios da Portugal Telecom é uma forma de entrar no mercado de trabalho inserido numa grande empresa nacional.

A Nestlé tem um site extra, associado ao site principal da empresa, apenas dedicado ao programa de carreiras nacionais e internacionais do grupo.

A Nike é outra das empresas que aposta nas carreiras dos profissionais recém-licenciados, através do programa de estágios e carreiras.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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