23
Jul 13

Brasil oferece 3.400 euros por mês a médicos portugueses

Só no estado da Bahia são mais de 1.000 ofertas de emprego. Inscrições até 25 e Julho no site www.saude.gov.br.

O Governo brasileiro está a oferecer oportunidades de trabalho aos médicos portugueses no sistema de saúde público. As inscrições são até 25 de Julho e deverão ser feitas pelo site do Ministério da Saúde: www.saude.gov.br. O contrato será de três anos e os profissionais farão ainda especialização em atenção básica durante a vigência do programa.

A oferta salarial é de 3.400 euros mensais mais ajudas de custo para alojamento e alimentação. As vagas são para todos os estados brasileiros. Só na Baía cerca de mil médicos serão seleccionados para este programa que recebeu o nome de "Mais médicos".

Poderão concorrer médicos de faculdades de Medicina com tempo de formação equivalente ao brasileiro, conhecimentos de língua portuguesa e autorização para livre exercício da medicina no seu país de origem.

Os profissionais vão actuar exclusivamente na atenção básica nos postos para os quais forem designados no âmbito do Programa "Mais médicos". Contarão com supervisão de médicos brasileiros e orientação de instituições públicas de ensino e terão de desempenhar jornada de trabalho de 40 horas semanais para manterem o visto de trabalho e o registo temporário.

Ao optarem pelo registo temporário, os médicos portugueses no Brasil não terão de se submeter ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos. Só passando por este exame, os estrangeiros têm permissão para actuar em qualquer parte do país.

O Programa "Mais Médicos" faz parte de um amplo pacto de melhorias do atendimento aos utentes do Sistema Único de Saúde, que prevê mais investimentos em infra-estruturas dos hospitais e unidades de saúde, além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou mesmo ausência destes profissionais.

 fonte:http://economico.sapo.pt/no

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20
Fev 12

Guia para procurar trabalho no estrangeiro

Se a opção é ir trabalhar para outro país, lance mãos à obra e invista na procura.

Se está sem trabalho e não vê, em Portugal, qualquer luz ao fundo do túnel, já pensou em emigrar? O Diário Económico deixa-lhe alguns passos a seguir para se lançar nessa aventura em que muitos portugueses estão a embarcar para fugir ao desemprego.

1. Avalie as suas competências
É preciso cruzar dois eixos: as competências que tem e encontrar um mercado onde elas estejam em falta. "É uma perda de tempo pensar que vai fazer qualquer coisa para qualquer lado. Tem de definir um mercado para focalizar energias nesse sentido", afirma José Bancaleiro, ‘managing partner' da ‘executive search' Stanton Chase em Portugal.

2. Lance mãos à obra
Comece por estudar o mercado para onde quer ir, pesquisando na Internet quais as maiores empresas do sector a que se quer candidatar, sites e empresas de recrutamento, ‘head hunters', câmaras de comércio, etc. Conhecer, ainda que teoricamente, o mercado dá resultado, assim como ir já com os contactos feitos, garante o ‘managing partner' da Stanton Chase. O trabalho de preparação é indispensável.

3. Contactos e redes sociais
Aposte no ‘networking' no país para onde decidiu ir e a listar quais os portugueses ou pessoas de outras nacionalidades que conhece lá, amigos de amigos e contacte-os. "A primeira coisa a fazer é preparar a viagem com pessoas com interesses semelhantes aos nossos, que estão a viver na cidade para onde queremos ir. Ajuda-nos a estruturar a viagem e a começar a integrar-nos. Dá-nos outro conforto", diz Tiago Forjaz, o fundador da rede social Star Tracker. Esta e outras redes profissionais, como o LinkedIn, ou até o Facebook, podem ajudar muito neste trabalho preparatório. Existem nestas redes grupos criados de portugueses que vivem no estrangeiro.

4. Net: a grande aliada
Passe à acção: coloque currículos nos sites emprego, nas bases de dados das empresas de ‘head hunting', nas empresas de recrutamento, contacte as empresas, responda a anúncios. Não se esqueça de ir também, no caso do seu destino ser um país europeu, aos portais de emprego globais ou europeus, como o Monster ou o Experteer.com, os sites especializados por actividade e país, às secções de classificados nos diários ‘online' de cada país e às páginas oficiais dos serviços públicos de emprego.

5. Currículo
Pode parecer um pormenor, mas é importante: adaptar o currículo não só à língua, como à linguagem do país. "No Brasil, por exemplo, convém adoptar expressões próprias do brasileiro. Basta ler um livro de gestão", diz José Bancaleiro.

6. Idioma
Em países que não são de língua portuguesa, o especialista em ‘head hunting' aconselha que aprendam umas noções básicas antes de partir: "Embora, no início, o inglês seja suficiente, começar a aprender a língua é importante", refere o responsável da Stanton Chase. Esta questão coloca-se, nomeadamente, no caso da Alemanha.

7. Visita preparatória
Bastam dois ou três dias, mas se puder deslocar-se à cidade para onde vai, antes de se mudar, dá outra segurança quando for para ficar, defende Tiago Forjaz. Veja de casas, escolas, como funciona o sistema fiscal, burocracias, etc.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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12
Fev 12

Brasil, o destino dos novos emigrantes

Professores, engenheiros, profissionais de saúde e da hotelaria têm procura em mercados externos.

"Empregos correm atrás das pessoas". A manchete de um diário de São Paulo resume bem o clima de procura de talentos que se vive no Brasil. As estimativas apontam para que sejam necessários quase oito milhões de profissionais, até 2015, no mercado de trabalho brasileiro. Recentemente foram divulgados números que apontavam para a necessidade de 50 mil engenheiros para empresas brasileiras.

No futuro, os países de língua portuguesa (Brasil, Angola e outros países africanos), Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia serão os destinos preferenciais, antevê Francisco Madelino, presidente demissionário do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Para o responsável deste organismo, em declarações feitas no balanço dos Dias do Emprego em Novembro, a procura de emprego no estrangeiro "é uma tendência natural nos portugueses e que, na actual conjuntura, não pode ser reprimida - porque constitui, de facto, uma alternativa válida e uma mais-valia em termos profissionais e de internacionalização".

O tema voltou à ribalta, na sequência das declarações do primeiro-ministro em entrevista ao "Correio da Manhã", na qual sugeriu que os professores sem emprego devem procurar novas qualificações ou procurar novas oportunidades, por exemplo, nos PALOP. As declarações foram mal recebidas, até porque é o segundo membro do Executivo a incitar à emigração. O primeiro foi o secretário de Estado da Juventude e Desporto.

Com a taxa de desemprego a rondar os 12,5%, este ano, muito acabam por procurar oportunidades lá fora. "Há uma quebra muito significativa em todos os sectores em Portugal", diz Amândio da Fonseca da EGOR, o que significa que emigrar "não é o seu sonho de carreira, mas um recurso, sobretudo para os mais qualificados", conclui.

Conscientes da qualificação dos profissionais portugueses e, simultaneamente, da sua disponibilidade para sair de Portugal à procura de melhores oportunidades, cada vez mais países europeus, têm vindo a recrutar no país.

Docentes do ensino básico e secundário e educadores de infância, por exemplo, são profissionais com grande procura por países como Reino Unido, Noruega, Alemanha, França, Suécia ou Finlândia, revela Francisco Madelino, presidente demissionário IEFP. Só a Alemanha disponibiliza 400 mil ofertas de emprego no portal do instituto de emprego alemão.

Esta procura estende-se a outras áreas, como engenheiros de diversas especialidades, excepto para a construção, ou profissionais das tecnologias de informação. Há também boas oportunidades para enfermeiros - nomeadamente na Noruega, que os procura activamente, segundo o embaixador Ove Thorsheim - assistentes sociais e cozinheiros e chefes de cozinha, revelam as conclusões do IEFP.

"Espanha, apesar da crise, continua ainda a registar algumas oportunidades, pela proximidade geográfica e da língua, com correspondente colocação de trabalhadores portugueses, em animação turística e desportiva, engenharias e hotelaria", acrescenta Francisco Madelino, apontando, porém, que esta oferta tem registado "um retrocesso muito significativo, nos últimos três anos".

Experiência prévia de trabalho no estrangeiro, acompanhada de uma preocupação com competências linguísticas, é uma das características que os empregadores estrangeiros procuram nos candidatos portugueses, "o que não significa que não surjam oportunidades para recém-graduados, muitas vezes enquadradas em programas de estágios", lembra o presidente do IEFP.

Existe ainda uma preferência por profissionais com experiência na gestão de projectos e supervisão de equipas, domínio de técnicas de investigação, experiência em teletrabalho, conhecimentos profundos em algumas linguagens de programação", conclui Francisco Madelino.

Portugueses agradam ao mercado internacional

Seja pela sua formação académica ou, apenas, por uma questão cultural, há certas características de base do profissional português típico que vão ao encontro das necessidades das empresas empregadoras no mercado global. Acima de qualquer outra, é valorizada a facilidade que os portugueses demonstram na aprendizagem de novas línguas, em particular o inglês. "O domínio do português é igualmente valorizado por empresas que procuram a sua internacionalização, ou desenvolvem projectos, em economias emergentes de língua oficial portuguesa, como Angola ou o Brasil", lembra Francisco Madelino, presidente demissionário do IEFP. Outras características que são valorizadas são: o nível de formação académica, que já é reconhecido internacionalmente; a facilidade de adaptação a novas culturas e ambientes multiculturais; e a capacidade para a resolução de novos problemas e situações, "o tradicional ‘desenrascanço'", comenta Francisco Madelino.

Portugueses que procuraram oportunidades noutros países

Director em Florença
"Gostei da ideia de fazer carreira num grupo internacional". A frase é de Nuno Moreira, economista licenciado pela FEP, e que trabalha no grupo Kme Group SpA, desde 2001 e serve para explicar porque deixou Portugal para trás. Começou por ir para Barcelona onde se manteve durante seis anos. Em 2008 foi para Paris e, hoje está em Florença, na sede do grupo líder mundial no fabrico e comercialização de produtos em cobre. Nuno é director de uma unidade de negócio que factura 400 milhões de euros. Diz que as maiores dificuldades estão ligadas ao facto de "deixar para trás todo um suporte, ou seja, um país que se conhece por algo desconhecido. A este acresce, "a adaptação a uma nova cidade e criar uma nova vida social longe da família e dos amigos", acrescenta.

Apostar no Luxemburgo
Com indemnização que recebeu pela saída do último emprego em Portugal, Tiago Madeira rumou à Irlanda, em 2005. Não tinha emprego garantido, mas a dinâmica do mercado de trabalho dava bons sinais, além disso, a língua inglesa facilitava. Uma semana após aterrar em Dublin, arranjou emprego num supermercado a ganhar 300 euros por semana. Três anos depois estava no seu terceiro emprego, mas resolveu deixar a Irlanda com um salário de 1.900 euros e um contrato sem termo. Certo de que o mercado tinha lugar para pessoas com o seu perfil e decidido a viver no centro da Europa, foi para o Luxemburgo. Hoje, é agente de viagens naquele país, onde vive com a mulher e a filha. Com um orçamento familiar de 6.500 euros, tem a certeza de que está num dos países com melhores infra-estruturas para construir uma família.

Professora em Boston
Sónia Almeida não tem dúvidas que ter emigrado foi a melhor coisa que fez. Aos 33 anos, não olha para trás com arrependimento. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa (2001), seguiu para Londres e, em 2004, estava matriculada na Slade School of Fine Art, da University College London, onde tirou o mestrado de Pintura. Foi em Bedford, que se empregou como técnica de gravura numa escola secundária. Em 2008 vai para os EUA, para Boston. Mantendo sempre em primeiro plano a carreira de artista plástica, em 2010, começa a trabalhar como professora de Pintura da Massachusetts College of Art and Design em Boston. "Se tivesse ficado em Portugal estaria no desemprego ou tinha-me dedicado às artes decorativas", diz, hoje, Sónia Almeida.

Analisar mercado asiático
Diogo Nunes vive fora de Portugal há quatro anos. Licenciado em Economia, sempre ambicionou uma "carreira internacional": "O facto de ter feito o Erasmus na Dinamarca aguçou-me o apetite". Pelo que assim que foi desafiado por uma multinacional portuguesa para ir para a Austrália não pensou duas vezes. "Não tive como recusar", adianta. Mas será tudo fácil para quem emigra? Diogo é peremptório: "Não, a principal dificuldade foi o desconhecimento das empresas portuguesas no exterior". A nível particular diz que "o fuso horário também foi complicado, para além de trabalhar muitas horas". "Obrigava-me a estar contactável 18h por dia". Hoje está em Singapura onde é responsável pela prospecção de uma empresa portuguesa no mercado asiático.

Enfermeira na Suíça
Ângela Faria, 24 anos, terminou a licenciatura de enfermagem, em Março, mas o seu primeiro emprego acabou por ser numa loja de um centro comercial. No entanto, não desistiu de exercer a profissão para a qual estudou durante quatro anos na Escola Superior de Saúde de Santarém. Desempregada, decidiu visitar um casal de amigos portugueses que vivem na Suíça. A ideia de emigrar começou a ganhar vida. Em Agosto, enviou o seu currículo para uma instituição de cuidados continuados, em Lausanne. Nas duas primeiras semanas de Outubro, já estava a estagiar na instituição suíça com a possibilidade de assinar um contrato sem termo no início de Dezembro, o que acabou por acontecer. Na Suíça, Ângela ganha seis vezes mais do que um enfermeiro em Portugal, por isso não pretende voltar tão cedo.

Jornalista em Londres
Depois de ter concluído um mestrado internacional de Jornalismo, Bruno Alves, de 30 anos, procurou emprego em Portugal durante um ano em 2007. Sem resposta, foi então que decidiu emigrar levando na bagagem uma "visão muito pessimista do mercado de trabalho em Portugal", que avalia como sendo "pouco meritocrático". Hoje está em Londres e é editor de uma revista e website ‘business-to-business' que cobre parcerias público-privadas e privatizações na área das infra-estruturas a nível global. Por mês, obtém um rendimento de 2.700 euros líquidos fora prémios que podem ascender aos seis mil euros anuais. Londres foi a cidade escolhida por considerar ser "de longe a que tem mais oferta nessa área".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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10
Fev 12

Quer trabalhar? Jogos Olímpicos recrutam

Está à procura de trabalho ou gostava de trabalhar nos Jogos Olímpicos de Londres? A organização do evento desportivo vai recrutar até Março cerca de 6.000 pessoas para a realização dos Jogos, abrindo as candidaturas aos 27 estados-membros, incluindo Portugal.

Trata-se de uma oportunidade de trabalho de curta duração (2/3 semanas), mas que de acordo com a directora de serviços de colocação do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), Alice Brandão, poderá abrir portas ao mercado de trabalho.

«Trata-se de uma oportunidade de emprego que pode potenciar competências linguísticas, o contacto com uma cultura diferente e facilitar a entrada no mercado de trabalho e por isso pode ser aproveitado por pessoas sem nenhuma experiência, nomeadamente estudantes», disse à agência Lusa a responsável do IEFP.

Os salários serão apresentados tendo em consideração o perfil/função a desempenhar, sendo o mínimo de referência 6,01 libras/hora (cerca de 7 euros/hora).

O IEFP é, em Portugal, o parceiro do serviço público de emprego inglês na divulgação do processo de recrutamento destes trabalhadores.

O alojamento na capital do Reino Unido não está assegurado aos candidatos, mas as entidades envolvidas irão disponibilizar informação sobre locais recomendados para ficar durante a estadia.

Para já, o instituto português já recebeu 200 candidaturas para as ofertas nas áreas do catering e vendas.

Os interessados poderão candidatar-se até ao final do mês através do IEFP ou enviando a sua candidatura pelo site do evento - www.london2012.com/get-involved -, onde podem concorrer às diferentes ofertas disponíveis.

Os cerca de 2.500 empregadores envolvidos na organização dos Jogos Olímpicos e Para-Olímpicos de 2012 irão começar a recrutar em Março.

Entre as características base para «agarrar» estas ofertas está o domínio da língua inglesa, o espírito de trabalho em equipa e a vontade de trabalhar num ambiente multicultural.

De acordo com Alice Brandão, os candidatos deverão apresentar igualmente «uma excelente capacidade de comunicação, simpatia e empatia, que são características muito importantes para quem está no atendimento ao público, pontualidade, assiduidade, apresentação cuidada, flexibilidade e resistência ao stress».

O IEFP será responsável pela triagem dos candidatos portugueses, as entidades empregadoras farão, em seguida, a selecção final.

«Queremos conquistar estas entidades com bons profissionais, para implementar uma boa imagem do país para, no futuro também, quando precisem de recrutar pessoas fora do Reino Unido se lembrem dos portugueses».

Os Jogos Olímpicos de 2012 decorrerão em Londres de 27 de Julho a 12 de Agosto de 2012, seguidos pelos Jogos Para-Olímpicos, marcados para o período entre 29 de Agosto e 9 de Setembro.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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29
Jan 12

Brasil precisa de 60 mil engenheiros

O Brasil está cheio de oportunidades de trabalho.

Com a realização no país do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, a carência de mão-de-obra estrangeira é maior na área de Engenharia Civil.

A aproximação do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 tem aquecido o mercado de trabalho brasileiro e proporcionado diversas oportunidades para estrangeiros com objectivo de trabalhar no país. Com a pujança económica do Brasil - e o resfriamento dos mercados nas grandes potências -, a procura de estrangeiros por um espaço no mercado de trabalho brasileiro tem aumentado de ano para ano.

Mais do que a receptividade atribuída à cultura e população brasileira, a carência de mão- de-obra em sectores específicos da economia é o principal factor atractivo. O ano passado, só até final de Junho, já haviam sido autorizados 26.545 trabalhadores de outras nacionalidades a trabalhar no Brasil. A maior parte desses imigrantes - cerca de 52,92% do total - já tinha terminado os estudos universitários.

Por outro lado, desde 2008, é decrescente o número de autorizações não concedidas pelo Ministério do Trabalho. Entre Janeiro e Junho de 2011, 866 vistos tinham sido negados - cerca de 25% deles por indícios de que viriam substituir mão-de-obra nacional.

Com o país transformado num grande estaleiro de obras graças aos dois eventos internacionais que terão lugar no Brasil, um dos sectores ainda bastante desfasados no mercado de trabalho nacional é o de engenharia - principalmente civil. Segundo a ‘partner' de Human Capital da Ernst & Young, Raquel Teixeira, há um défice de 60 mil engenheiros no mercado nacional.

Muitas oportunidades também se têm concentrado no sector de óleo e gás, uma vez que a descoberta, pesquisa e exploração do pré-sal criou novas necessidades de profissionais para o mercado brasileiro. Faltam técnicos especializados no trabalho de prospecção e gestão das actividades neste sector. Não é por acaso que as plataformas de petróleo em todo o litoral brasileiro são preenchidas por trabalhadores de diversas nacionalidades - mais estrangeiros que propriamente brasileiros.

Portugueses

A entrada de portugueses no Brasil é crescente. Em 2010, foram concedidas 798 autorizações, enquanto, entre Janeiro e Junho de 2011, o Ministério do Trabalho já havia concedido 509 vistos de trabalho para o país. A maior parte deles - 211, segundo dados do Ministério do Trabalho - têm-se direccionado para o Estado de São Paulo, cuja capital é o principal centro financeiro do país.

Segundo Raquel Teixeira, os portugueses chegam ao Brasil sobretudo para preencher cargos directivos, ou seja, já encaminhados por multinacionais com actuação em Portugal. "Geralmente os portugueses que desembarcam aqui não têm um perfil muito técnico", adianta a responsável da Ernst & Young.

Americanos, filipinos e indianos

Actualmente, a maioria dos imigrantes que vai trabalhar para o Brasil chega dos Estados Unidos. Segundo Raquel Teixeira, a maior parte dos 7.550 americanos que conseguiram visto de trabalho no país, no mesmo período em análise, trabalham em cargos de direcção em multinacionais locais.

Entre Janeiro e Junho de 2011, o Brasil já tinha autorizado também o trabalho de 6.531 filipinos, que compõem o segundo lugar na concessão de vistos de trabalho. A maior parte deles recebe autorização para trabalhar em navios turísticos que aportam no litoral brasileiro.

Os indianos são conhecidos internacionalmente pelo trabalho na área das Tecnologias de Informação. Graças a essa habilidade, no primeiro semestre do ano passado, 3.237 foram autorizados a trabalhar no Brasil.

Brasil

O maior país lusófono do mundo é também a maior economia da América do Sul. Com mais de 192 milhões de habitantes, é o único onde se fala português em todo o continente americano. Resultado da imigração vinda de muitos países, o Brasil é uma das nações mais multiculturais e com mais diversidade de etnias do planeta.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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25
Dez 11

Crise? Ainda há sectores que procuram quem queira trabalhar

Desemprego é a palavra que fica de 2011 para muitos portugueses. Mas se está desempregado ou quer mudar de trabalho, saiba que Portugal ainda tem bolsas de emprego, comsectores com elevada empregabilidade e onde se continua a recrutar pessoal. Mesmo nesta altura crítica de crise que o país atravessa. 

«Numa conjuntura económica de contenção e incerteza Portugal ainda regista níveis de empregabilidade fortes em algumas áreas de actividade e sectores que continuam a recrutar e que têm bastante saída profissional», conclui , revela um estudo da consultora Page Personnel, empresa do grupo Michael Page Portugal, a que a Lusa teve acesso.

Quais os sectores mais dinâmicos? Segundo este trabalho, são o retalho, o grande consumo, a electrónica de consumo e os seguros. Já os técnicos financeiros para seguros, os comerciais, os técnicos-comerciais e os gerentes de loja são destacados como as actividades com mais saída profissional.

«Apesar de Portugal ter vindo a registar níveis de desemprego crescentes no último ano, o mercado laboral português apresenta algumas tendências de empregabilidade que contrariam a situação financeira adversa que se tem vindo a sentir um pouco em todo o mundo».

Mais: «Apesar do mercado laboral nacional estar a sofrer algum clima de incerteza foi possível perceber que ainda existe emprego em Portugal. Existem determinadas áreas que continuam a recrutar, sendo que existem profissões e até mesmo funções que têm resistido à crise, apresentando uma taxa de sucesso e crescimento profissional», nota a executive manager da Page Personnel Portugal, Sílvia Nunes.

O estudo analisou ainda os cursos com maior saída profissional, verificando que «existem cada vez mais pessoas com formação superior a ingressar em sectores como o retalho que, actualmente, é um dos que mais recruta».

Assim, «os sectores do retalho, grande consumo, electrónica de consumo e seguros continuam a reforçar as suas estruturas com técnicos de suporte ao negócio e estruturas comerciais segmentadas por canal, o que faz com que estas áreas apresentem altos níveis de recrutamento e de emprego».

Por outro lado, o retalho caracteriza-se por alguma rotatividade em funções, por exemplo, de loja, «o que promove, em grande parte, novos recrutamentos e abertura de novas oportunidades de emprego e crescimento profissional».

Segundo a Page Personnel, estes são também os sectores que registaram maior progressão na carreira dos seus profissionais, que demoram, em média, três anos a assumir um cargo mais elevado dentro da organização ou empresa.

Num período de alguma incerteza quanto ao futuro, a Page Personnel sublinha também que «o negócio das empresas está cada vez mais orientado para os resultados a curto e médio prazo».

«Entre formações, técnicas, especializações, mestrados e MBA, candidatos e empresas têm vindo a apostar cada vez mais nas competências e no talento profissional».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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23
Jun 11

Que impostos tenho de pagar para abrir uma micro-empresa?

Vou abrir uma micro-empresa com dois empregados (eu e a minha mulher). Que impostos tenho que pagar no primeiro ano? Só IRC? Como é uma empresa familiar, os rendimentos têm que ser declarados no nosso IRS?

 

Tratando-se de uma entidade que exerce, a título principal, uma actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola, estará a mesma sujeita a IRC, a uma taxa de 12,5%, aplicável à matéria colectável até € 12.500, e de 25%, aplicável à matéria colectável superior àquele referido montante. No primeiro ano de actividade, a empresa estará dispensada do pagamento por conta e do pagamento especial por conta. Para além do IRC, a empresa terá de proceder à entrega ao Estado do IVA que tenha liquidado nas transmissões de bens ou prestações de serviços realizadas, à taxa de 23%, 13% ou 6% (consoante o tipo de bens ou serviços em causa).

No que diz respeito aos rendimentos auferidos pelos empregados da empresa, a respectiva tributação será efectuada em sede de IRS de acordo com as regras previstas para a categoria A. Caso os empregados sejam também sócios da empresa, haverá igualmente tributação em sede de IRS sobre os eventuais dividendos obtidos, de acordo com as regras previstas para a categoria E.

Não obstante, tendo em consideração a dimensão e natureza da empresa, e em alternativa à constituição de uma sociedade comercial, poderá ponderar-se, numa óptica de custo/benefício de cada regime de tributação, o desenvolvimento da actividade enquanto empresário em nome individual. Nesta hipótese, os rendimentos seriam exclusivamente tributados em sede de IRS, enquanto rendimentos da categoria B, devendo, igualmente, neste caso, ser entregue ao Estado o IVA liquidado no âmbito da actividade.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/Guru/Artigo/cieco004685.html?page=2

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24
Abr 11

Crise: jovens procuram oportunidades de trabalho nos EUA

Crise e falta de oportunidades em Portugal foram os elementos motivadores para que jovens abandonassem o país e escolhessem os Estados Unidos para começar uma nova vida

 

A crise e falta de oportunidades em Portugal foram os elementos motivadores para que dois jovens abandonassem o país e escolhessem os Estados Unidos para começar uma nova vida, com novas esperanças.

João Santos Matos é jornalista. Chegou aos Estados Unidos há sete meses já com a certeza de um posto de trabalho que em Portugal deixou de ter. Vê a América do Norte como o «país das oportunidades», numa altura em que trabalhar na área se tornou «complicado».

«Num momento em que a maioria das empresas de media trabalha maioritariamente com estagiários não remunerados, deparei-me com duas opções: ou mudo de profissão para sempre ou mantenho vivo o meu espírito de jornalista, mas noutras paragens», explica à Agência Lusa. 

Licenciado em Ciência Política em Lisboa, João passou por dois grupos de media portugueses sempre ligado ao jornalismo automóvel, até que por «alegados cortes financeiros» a Motorpress Lisboa procedeu a «um despedimento colectivo».

Foi por iniciativa própria que entrou em contacto com diversos meios de comunicação no estrangeiro acabando por ter umfeedback «positivo» do diário português 24horas de Newark, perto de Nova Iorque.

Apesar das saudades, o regresso «não faz parte dos planos futuros». A percepção do Estado do país é-lhe dada pela informação dos meios de comunicação e pelo que os amigos e familiares descrevem.

Também Sónia Barros, outra jovem emigrante há quatro meses nos Estados Unidos, considera que «o país está numa situação muito complicada», o que a faz adiar o regresso.

«Quero voltar, mas não para já. Estou à espera que a situação melhore. Se isto continua assim, não sei como vou fazer», diz a jovem bartender que vive perto de Nova Iorque.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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