04
Set 16

SER FUNCIONÁRIO PÚBLICO: VANTAGENS E DESVANTAGENS

Apresentamos-lhe as principais diferenças entre ser funcionário público e colaborador de uma empresa privada.

Sonha ser funcionário público? Ambiciona ter as regalias que estes funcionários têm? Saiba quais as diferenças entre as condições de trabalho em serviços públicos e empresas privadas.


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ESTABILIDADE

Um dos aspetos pelos quais o emprego na Administração Pública é cobiçado é a estabilidade que os cargos em serviços públicos prometem. O mercado de trabalho flexibilizou-se, assim como as relações laborais, e é cada vez mais simples para as empresas privadas despedirem os seus colaboradores.

As regras da Administração Pública permitem evitar que os seus trabalhadores sejam contratados sob vínculos laborais precários (por exemplo, na situação de falsos recibos verdes).


REMUNERAÇÃO

Outro aspeto que faz muitas pessoas sonhar com um trabalho em serviços públicos é a possibilidade de serem remuneradas acima do que as organizações privadas pagam. Os salários na Administração Pública estão tabelados, o que significa que a categoria remuneratória de um profissional é definida em função do cargo para o qual é contratado e do seu nível de formação.

O salário é, regra geral, pago sem atrasos, e normalmente, no início do ano civil, é dado a conhecer ao trabalhador o calendário de pagamentos de vencimentos. Assim, este sabe exatamente quanto e quando vai receber ao longo de todo o ano.


HORÁRIO

Mesmo quando os serviços da Administração Pública adotaram a semana de trabalho de 40 horas, cada funcionário público trabalharia menos horas semanais do que a generalidade dos colaboradores do setor privado. A verdade é que nas empresas privadas prevalece a cultura dos longos dias de trabalho, sendo os colaboradores que cumprem o horário “mal vistos”, porque o que se promove é o prolongamento indefinido da jornada de trabalho.


MOBILIDADE

A entrada na Administração Pública permite o acesso a concursos públicos internos, ou seja, a concursos exclusivos para pessoas que já trabalham em organismos públicos. Qualquer funcionário público pode efetuar um pedido de mobilidade para outra função ou outro departamento da Administração Pública.

A mobilidade em organismos públicos abre a possibilidade de progressão na carreira – mais uma aliciante do trabalho no setor público.

No setor privado, altamente competitivo, as empresas podem, elas mesmas, promover a mobilidade inter-departamental dos seus colaboradores, com vista à sua formação e progressão profissional. Há mesmo empresas que promovem a rotação de funcionários entre atividades profissionais diferentes ao longo do seu período de permanência na organização.


ACESSO À SAÚDE

As grandes empresas privadas oferecem muitas vezes aos seus colaboradores o acesso a cuidados de saúde através da contratação de seguros. No entanto, convém lembrar que as grandes empresas (ou seja, as empresas que têm mais de 50 colaboradores) representam apenas 1% do tecido empresarial português. Os restantes 99%, compostos por micro, médias e pequenas empresas, nem sempre proporcionam aos seus colaboradores estas condições de acesso à saúde.

Se for funcionário público, terá acesso ao sistema ADSE. Mas atenção: o acesso à ADSE é opcional e é pago pelo próprio funcionário público. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é com o dinheiro dos contribuintes que se pagam os cuidados de saúde dos funcionários da Administração Pública.

 

 

...E CONTRAS DE TRABALHAR NA FUNÇÃO PÚBLICA


CONCORRÊNCIA E DIFICULDADE DE ACESSO

Como é do conhecimento de todos, é difícil tornar-se funcionário público. Não só são vagas muito concorridas, como os processos de recrutamento e seleção de candidatos são exigentes. Para aceder aos concursos públicos abertos e aos seus resultados, consulte a Bolsa de Emprego Público


BUROCRACIA

Se está habituado à agilidade de processos e gosta de fazer acontecer, talvez não se ambiente à sua posição de funcionário público. Tudo o que se faz na Administração Pública é regido por procedimentos que é obrigatório respeitar. As decisões são muitas vezes tomadas com antecedência e é difícil fazer alterações ao percurso determinado – e orçamentado – no final de cada ano civil.

 

DIFICULDADE EM INOVAR E MODERNIZAR PROCESSOS

Devido ao elevado formalismo nas relações laborais, os trabalhadores do setor público relatam pouca fluidez nos processos de trabalho, e, consequentemente, uma grande dificuldade em introduzir mudanças nos serviços públicos. Modernizar a Administração Pública e inovar constituem grandes desafios.


FORMALIDADE

Prepare-se para conhecer bem os graus académicos de todos os seus colegas funcionários públicos, e para usá-los sempre que a eles se dirigir. O formalismo nas relações marca o funcionamento público por oposição ao que já vai acontecendo em muitas empresas privadas, sobretudo nas que têm equipas mais jovens.

 

fonte:http://www.e-konomista.pt/a

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05
Nov 12

Novas regras das indemnizações discriminam trabalhadores

Falha na lei pode originar tratamento desigual, dizem advogados. Governo admite clarificar lei na próxima revisão do diploma para adequar regras à Europa.

As indemnizações por despedimento devidas aos trabalhadores que iniciaram contrato antes de Novembro de 2011 já têm novas regras de cálculo. Mas os especialistas em direito laboral acreditam que há uma lacuna no novo Código do Trabalho, já que o diploma não faz menção à fracção do ano trabalhada até 31 de Outubro de 2012. Ou seja, a nova lei não assegura que todo o tempo de serviço na empresa conte para apurar o valor final da compensação.

Por exemplo, uma pessoa com sete anos e seis meses de casa que tenha sido despedida em Julho, ao abrigo das regras anteriores, teve direito a sete salários e meio de compensação. Mas se tiver sido despedida em Agosto (com a nova lei) poderá ter recebido apenas sete salários (excluindo a fracção do ano trabalhada). É isto que resulta de uma "leitura estrita da letra da lei", refere Fraústo da Silva, advogado da Uría Menéndez-Proença de Carvalho. E este entendimento estende-se a despedimentos futuros.

Mas vamos por partes. De acordo com a lei em vigor desde Agosto, quem iniciou contrato antes de Novembro de 2011, mantém o direito a uma compensação igual a 30 dias de remuneração-base e diuturnidades por ano completo de casa, a aplicar ao período de trabalho prestado até 31 de Outubro de 2012. No trabalho prestado a partir daí, pode ser adicionada uma segunda parcela, igual a 20 dias por ano. Mas no caso da primeira parcela (até Outubro de 2012), a lei deixa de mencionar a fracção do ano. Esta lacuna pode prejudicar o valor da compensação de todos os que tenham sido despedidos após Agosto e que contem mais de três anos de casa (porque a lei ainda garante um pagamento mínimo de três salários a quem iniciou contrato antes de Novembro de 2011). Assim, também poderá ter consequências nas compensações de despedimentos futuros.

fontr:http://economico.sapo.pt/

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04
Mai 12

Inadaptação dá direito a despedimento mesmo sem mudança no posto de trabalho

Proposta do Governo foi aprovada na terceira reunião da comissão parlamentar de Trabalho, que analisa as alterações ao Código Laboral. Banco de horas também vai avançar.

Só os trabalhadores com capacidade de trabalho reduzida, deficiência ou doença crónica é que vão poder escapar às novas regras no despedimento por inadaptação. Os restantes podem ser despedidos por inadaptação, mesmo que não tenha havido alterações no posto de trabalho.

A proposta da maioria PSD/CDS foi aprovada na terça-feira à noite, na discussão das alterações ao Código Laboral, que decorre na comissão parlamentar do Trabalho.

Para haver despedimento, devem registar-se alterações cumulativas na prestação do funcionário, com redução continuada da produtividade, avarias repetidas nos meios afectos ou riscos para a saúde do trabalhador ou outras pessoas. Situações que se prevê que tenham carácter definitivo.

Mantêm-se todas as outras alterações contestadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP, partidos que argumentam com a necessidade de critérios objectivos para evitar abusos das empresas.

Os deputados da comissão de Trabalho aprovaram também as alterações propostas pelo Executivo quanto aos requisitos para despedimento por extinção do posto de trabalho, que dão ao empregador o poder de definir quais são os critérios para a dispensa de trabalhadores – têm que ser relevantes, diz o documento, e não discriminatórios, deixando assim cair a protecção que a actual lei dava aos trabalhadores mais antigos.

A maioria parlamentar chumbou a proposta socialista do dever da empresa de evitar o despedimento quando tivesse postos de trabalho compatíveis com as qualificações dos trabalhadores a despedir.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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25
Dez 11

Crise? Ainda há sectores que procuram quem queira trabalhar

Desemprego é a palavra que fica de 2011 para muitos portugueses. Mas se está desempregado ou quer mudar de trabalho, saiba que Portugal ainda tem bolsas de emprego, comsectores com elevada empregabilidade e onde se continua a recrutar pessoal. Mesmo nesta altura crítica de crise que o país atravessa. 

«Numa conjuntura económica de contenção e incerteza Portugal ainda regista níveis de empregabilidade fortes em algumas áreas de actividade e sectores que continuam a recrutar e que têm bastante saída profissional», conclui , revela um estudo da consultora Page Personnel, empresa do grupo Michael Page Portugal, a que a Lusa teve acesso.

Quais os sectores mais dinâmicos? Segundo este trabalho, são o retalho, o grande consumo, a electrónica de consumo e os seguros. Já os técnicos financeiros para seguros, os comerciais, os técnicos-comerciais e os gerentes de loja são destacados como as actividades com mais saída profissional.

«Apesar de Portugal ter vindo a registar níveis de desemprego crescentes no último ano, o mercado laboral português apresenta algumas tendências de empregabilidade que contrariam a situação financeira adversa que se tem vindo a sentir um pouco em todo o mundo».

Mais: «Apesar do mercado laboral nacional estar a sofrer algum clima de incerteza foi possível perceber que ainda existe emprego em Portugal. Existem determinadas áreas que continuam a recrutar, sendo que existem profissões e até mesmo funções que têm resistido à crise, apresentando uma taxa de sucesso e crescimento profissional», nota a executive manager da Page Personnel Portugal, Sílvia Nunes.

O estudo analisou ainda os cursos com maior saída profissional, verificando que «existem cada vez mais pessoas com formação superior a ingressar em sectores como o retalho que, actualmente, é um dos que mais recruta».

Assim, «os sectores do retalho, grande consumo, electrónica de consumo e seguros continuam a reforçar as suas estruturas com técnicos de suporte ao negócio e estruturas comerciais segmentadas por canal, o que faz com que estas áreas apresentem altos níveis de recrutamento e de emprego».

Por outro lado, o retalho caracteriza-se por alguma rotatividade em funções, por exemplo, de loja, «o que promove, em grande parte, novos recrutamentos e abertura de novas oportunidades de emprego e crescimento profissional».

Segundo a Page Personnel, estes são também os sectores que registaram maior progressão na carreira dos seus profissionais, que demoram, em média, três anos a assumir um cargo mais elevado dentro da organização ou empresa.

Num período de alguma incerteza quanto ao futuro, a Page Personnel sublinha também que «o negócio das empresas está cada vez mais orientado para os resultados a curto e médio prazo».

«Entre formações, técnicas, especializações, mestrados e MBA, candidatos e empresas têm vindo a apostar cada vez mais nas competências e no talento profissional».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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04
Dez 11

Falta de oportunidades leva recém-licenciados a saírem do país

Os recém-licenciados apontam a falta de oportunidades e o facto de não verem «luz ao fundo do túnel» na crise portuguesa como factores que os «empurram» para fora do país e para dentro das escolas de línguas.

«Mandei currículos para todos os hospitais e clínicas, e nada. Acabei por decidir candidatar-me a Inglaterra e inscrever-me na International House para praticar o Inglês, não só para comunicar no dia-a-dia, mas para lidar futuramente com os doentes», disse à agência Lusa Joana Pinto, de 22 anos, residente em Aveiro.

Recém finalista do curso de cardiopneumologia da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, está convicta de que sairá de Portugal ainda antes do final do ano.

Progredir na carreira cá? «Não é possível»

A aprendizagem do idioma - e o respectivo exame que lhe permitirá garantir a certificação europeia - prosseguirá provavelmente em Newcastle, Inglaterra, perto do hospital com o qual já assegurou um contrato de um ano, «com um salário aliciante e hipóteses de progressão na carreira».

Em Portugal, «só consigo ver precariedade. E não é que no país não se note a falta de profissionais: são precisos técnicos, mas não há vagas», lamentou.

Bruna Gomes, de 24 anos, é outra das jovens com o curso de enfermagem que no início do próximo ano vai tentar a sorte na Bélgica. Inscreveu-se numa empresa de recrutamento e de imediato pediu aulas na Eurolínguas, na Marinha Grande, onde reside.

«Terminei o curso e quando comecei a procurar emprego foi uma frustração. Estou a dedicar-me ao Francês, duas a três vezes por semana. A minha ideia é obter a certificação para ficar como utilizadora independente da língua e ter mais hipóteses nas entrevistas de emprego», explicou.

Para sair do país, muito contribui não ver «qualquer luz ao fundo do túnel: faltam condições materiais e isto [a crise] parece que vai durar muito tempo», assinalou.

Por seu turno, Carolinne Silva, de 22 anos, residente em Aveiro e com o curso de Tradução de Inglês e Francês concluído, também diz estar de partida.

«Quero melhorar a minha qualificação e depois tentar entrar no mercado em Londres», já que, por cá, não vislumbra «a mais pequena luz ao fundo do túnel», sobretudo para quem diz ansiar pela independência económica, disse.

Em Inglaterra, o trabalho sem qualificações «pode render mais do dobro do que um emprego aqui a tempo inteiro e isso pesa», frisou.

Ana Sofia Pereira, também de 22 anos, terminou o curso de enfermagem na Escola Superior de Saúde de Leiria e sair de Portugal não era a sua primeira opção, mas em poucos meses «colidiu com a falta de oportunidades. Enviou, em vão, currículos para todo o país.

Agora, a ideia é passar o Canal da Mancha e aventurar-se no mercado de emprego do Reino Unido. O aperfeiçoamento do Inglês está a dar-se através de aulas particulares que se centram mais na oralidade e na utilização de vocabulário técnico que a enfermagem não dispensa.

«Tenho receio, até porque vou sozinha, mas espero ir ganhar o que não ganho cá e ter a hipótese de progredir na carreira, o que também não vejo que seja possível em Portugal», desabafou.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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29
Nov 11

Portugueses são mais felizes na função que desempenham do que na empresa

Mais de metade (71%) dos trabalhadores portugueses são mais felizes nas funções que desempenham nas empresas do que na organização onde trabalham, revela o estudo Happiness Works, um diagnóstico de felicidade das empresas hoje divulgado.

Segundo o estudo, um projecto da Horton International Portugal, dos professores Georg Dutschke e Julio Garcia del Junco, em parceria com a APG, Brandkey, Dyrup, Leo Burnett e a revista Exame, que permite diagnosticar a felicidade das organizações, dois em cada três portugueses são felizes na organização onde trabalham.

No entanto, a felicidade é maior no desempenho da sua função, mas assumem-se mais felizes como pessoas, com 83% dos inquiridos a destacar este item.

O inquérito foi realizado a 810 profissionais portugueses, entre Março e Julho deste ano, e tem uma margem de erro de 3,4%, com um nível de confiança de 95%.

Do universo em análise, 27% dos inquiridos eram directores. Mais de metade (59%) dos 810 profissionais contactados era do sexo feminino.

"Os portugueses são mais felizes como pessoas do que como profissionais, são mais felizes com a função que desempenham do que na organização", conclui o relatório, adiantando que estudos realizados a nível internacional "demonstram que as organizações com colaboradores mais felizes são mais sustentáveis".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

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31
Out 11

CCP defende menos 10 dias de descanso por ano

Para a Confederação do Comércio e Serviços (CCP) a proposta da meia hora diária adicional de trabalho "podia ser alterada".

A solução poderia passar por "dez dias a mais por ano, jogando com três dias de férias e quatro feriados" em substituição do aumento do horário de trabalho semanal.

"Seria uma medida muito mais universal, na medida em que esta alteração só interessa aos sectores de mão-de-obra intensiva", argumentou Vieira Lopes.

Apesar da contestação dos sindicatos, expressa no final do encontro de hoje da concertação social, o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, afirmou aos jornalistas que as confederações acolheram com interesse a proposta do Executivo, contrariando assim o mal-estar do encontro desta manhã.

Álvaro Santos Pereira garantiu que a preocupação do Governo se prende com "a competitividade das empresas e da economia" numa altura de dificuldades financeiras.

Lançou ainda um apelo aos parceiros sociais para que se deixem de "guerrinha" e enveredem pelo diálogo.

O ministro garantiu, todavia, que esta medida "é excepcional e só vigorará durante o período de vigência da ajuda financeira a Portugal".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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30
Set 11

Trabalhadores podem ficar a prazo durante quatro anos e meio

O Governo quer alargar por mais 18 meses a duração dos contratos a prazo. A proposta, ontem entregue aos parceiros sociais, vai fazer com que, no limite, algumas pessoas fiquem com este tipo de vínculo precário por quatro anos e meio. A crise económica e a difícil situação das empresas foram invocadas para justificar a medida. Os sindicatos criticam a promoção da precariedade laboral.

Os contratos a termo certo que terminem até 31 de Dezembro de 2012 sem possibilidade de renovação – porque excediam os limites máximos permitidos por lei – vão poder ser prolongados por um máximo de 18 meses. Serão aplicadas condições iguais a contratos  temporários.

Mas no documento que será agora apreciado em Concertação Social admite-se apenas a possibilidade de duas renovações extraordinárias, o que fará com que nem todos possam “esgotar” o ano e meio adicional. Para outros que estejam a atingir o seu tempo limite como contratados a prazo (três anos), esta prorrogação irá traduzir-se num total de quatro anos e meio de trabalho a termo certo.

Pedro Passos Coelho já tinha referido publicamente que iria mexer nos prazos máximos dos contratos a termo (certo e incerto) ainda antes da apresentação da proposta do Orçamento do Estado de 2012. Para o Governo, esta mudança, excepcional e temporária, revela-se “necessária e adequada à situação de muitos trabalhadores” ao permitir a manutenção dos respectivos postos de trabalho por mais algum tempo.

O jurista e especialista em legislação laboral  Fausto Leite acredita que a medida irá fomentar a precariedade, mas em declarações ao DN/Dinheiro Vivo salientou que, numa situação difícil como a actual, os contratados a prazo são dos primeiros a cair no desemprego. Este prolongamento poderá manter em funções pessoas que de outra forma ficariam sem prego.

João Vieira Lopes, coordenador da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) considera que a proposta do Governo é uma medida “menos má”, tendo em conta a “incerteza económica e as dificuldades financeiras das empresas portuguesas”. “É um prolongamento do período de precariedade, mas é mais importante haver emprego precário do que não haver emprego”, defende.

Entre os sindicatos, teme-se que esta alteração dê lugar a muitas situações de abusos. “A proposta que o Governo apresentou hoje poderá evitar muitos despedimentos mas também pode levar a muitos abusos das empresas”, afirmou ontem João Proença em conferência de imprensa, citado pela Lusa.

Opinião semelhante tem António Casimiro, professor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. “Isto significa uma flexibilização e precarização das relações laborais, que parte do princípio que o Direito do_Trabalho tem de ser amigo da competitividade das empresas”, argumentou. “Além disso, não está provado que a precariedade tenha um impacto positivo no emprego.”

Governo deixa de referir produtividade
Num outro documento enviado aos parceiros sociais, o Governo reviu as alterações que tinha proposto em relação ao despedimento por justa causa. Numa linguagem muito menos agressiva e sem mencionar uma única vez “justa causa”, “produtividade” ou “qualidade da prestação do trabalhador”.

No entanto, segundo os especialistas contactados pelo DN/Dinheiro Vivo, pode tratar-se de uma mera alteração semântica, visto que, noutro ponto, o documento continua a referir a “prestação” do trabalhador.

No caso de redução do período normal de trabalho ou suspensão do contrato “por motivos de crise empresarial”, o Governo é mais concreto: o empregador pode decidir cinco dias depois de comunicar a decisão; o regime pode ser estendido por seis meses, desde que os trabalhadores sejam avisados; e a empresa pode rescindir contratos um ou dois meses depois da aplicação deste regime, em vez dos seis meses anteriores.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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28
Set 11

Trabalho: Empresas públicas têm níveis de absentismo seis vezes acima do setor privado

O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, disse hoje que o Estado "não pode viver com níveis de absentismo nas empresas públicas 5 a 6 vezes superior ao setor privado".

"Não podemos viver com níveis de absentismo nas empresas públicas cinco a seis vezes superiores ao setor privado", disse o governante, acrescentando que também não é possível "viver com acordos de empresa desajustados da realidade".

O secretário de Estado falava numa conferência de apresentação do Anuário do Setor Empresarial do Estado 2010, patrocinada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e pelo Tribunal de Contas, e esta manhã apresentado na Universidade Católica.

fonte:Lusa

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10
Set 11

Satisfação do trabalhador é essencial para o sucesso

Crise leva empresas a desvalorizarem a gestão de recursos humanos.

A satisfação dos trabalhadores é um factor essencial para o sucesso das melhores empresas. No entanto, apesar do consenso geral sobre esta realidade, é um factor que continua a ser descurado por demasiadas empresas. "A satisfação do trabalhador com a sua participação numa organização é, felizmente, produto de um crescente número de variáveis que ultrapassam a mera dimensão pecuniária, apesar desta, muito por culpa da crise, tender a ofuscar as demais", afirma António Gomes Mota, director da ISCTE Business School (IBS), parceira académica do Prémio ‘Excelência no Trabalho', organizado em parceria com a Heidrick & Struggles e o Diário Económico.

O responsável pela metodologia de análise do prémio realça que qualquer empresa que queira retirar um bom desempenho das suas equipas tem de desenvolver as competências e conhecimentos de cada colaborador, promover uma cultura interna de transparência e espírito de equipa e oferecer perspectivas de carreira e crescimento para todos. "As pessoas passam uma parte substancial da sua vida a trabalhar e, por isso, têm de sentir o apoio, o estímulo e o desafio no seu dia-a-dia para progredirem e se desenvolverem, profissional e pessoalmente", defende António Gomes Mota.

Boa gestão em todas as dimensões

Dada a complexidade inevitável de uma boa estratégia de gestão de capital humano, será de esperar que as estruturas mais consolidadas de uma multinacional estejam melhor preparadas para este desafio do que uma empresa de menor dimensão? Não necessariamente, responde o director da IBS: "A implementação de boas práticas na gestão do capital humano é relativamente independente da dimensão da empresa, embora as de maior dimensão possam ter mais recursos para o fazer".

Para António Gomes Mota, "no caso das multinacionais, a única eventual vantagem será o de transportarem para a filial portuguesa uma prática mais avançada implementada a nível da organização global, o que nem sempre acontece", explica o dirigente.

O que falta a muitas das empresas portuguesas é, portanto, tão simples quanto reconhecer o valor do trabalho dos seus colaboradores no seu crescimento a médio e longo prazo. "Não é por acaso", afirma António Gomes Mota, "que em qualquer análise da sustentabilidade empresarial, como o "Dow Jones Sustainability Index", a componente de gestão do capital humano tem um peso tão relevante".

Candidaturas até 30 de Setembro

O Prémio ‘Excelência no Trabalho' é um estudo, desenvolvido pela Heidrick & Struggles em parceria com o Económico e a ISCTE Business School, através do qual se analisa o estado de arte das práticas de recursos humanos em Portugal e se premeiam as entidades que mais investem e apostam nesta área. As empresas podem candidatar-se até 30 de Setembro, sendo os vencedores anunciados em Janeiro de 2012.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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