04
Set 16

SER FUNCIONÁRIO PÚBLICO: VANTAGENS E DESVANTAGENS

Apresentamos-lhe as principais diferenças entre ser funcionário público e colaborador de uma empresa privada.

Sonha ser funcionário público? Ambiciona ter as regalias que estes funcionários têm? Saiba quais as diferenças entre as condições de trabalho em serviços públicos e empresas privadas.


QUER SER FUNCIONÁRIO PÚBLICO? CONHEÇA OS PRÓS...


ESTABILIDADE

Um dos aspetos pelos quais o emprego na Administração Pública é cobiçado é a estabilidade que os cargos em serviços públicos prometem. O mercado de trabalho flexibilizou-se, assim como as relações laborais, e é cada vez mais simples para as empresas privadas despedirem os seus colaboradores.

As regras da Administração Pública permitem evitar que os seus trabalhadores sejam contratados sob vínculos laborais precários (por exemplo, na situação de falsos recibos verdes).


REMUNERAÇÃO

Outro aspeto que faz muitas pessoas sonhar com um trabalho em serviços públicos é a possibilidade de serem remuneradas acima do que as organizações privadas pagam. Os salários na Administração Pública estão tabelados, o que significa que a categoria remuneratória de um profissional é definida em função do cargo para o qual é contratado e do seu nível de formação.

O salário é, regra geral, pago sem atrasos, e normalmente, no início do ano civil, é dado a conhecer ao trabalhador o calendário de pagamentos de vencimentos. Assim, este sabe exatamente quanto e quando vai receber ao longo de todo o ano.


HORÁRIO

Mesmo quando os serviços da Administração Pública adotaram a semana de trabalho de 40 horas, cada funcionário público trabalharia menos horas semanais do que a generalidade dos colaboradores do setor privado. A verdade é que nas empresas privadas prevalece a cultura dos longos dias de trabalho, sendo os colaboradores que cumprem o horário “mal vistos”, porque o que se promove é o prolongamento indefinido da jornada de trabalho.


MOBILIDADE

A entrada na Administração Pública permite o acesso a concursos públicos internos, ou seja, a concursos exclusivos para pessoas que já trabalham em organismos públicos. Qualquer funcionário público pode efetuar um pedido de mobilidade para outra função ou outro departamento da Administração Pública.

A mobilidade em organismos públicos abre a possibilidade de progressão na carreira – mais uma aliciante do trabalho no setor público.

No setor privado, altamente competitivo, as empresas podem, elas mesmas, promover a mobilidade inter-departamental dos seus colaboradores, com vista à sua formação e progressão profissional. Há mesmo empresas que promovem a rotação de funcionários entre atividades profissionais diferentes ao longo do seu período de permanência na organização.


ACESSO À SAÚDE

As grandes empresas privadas oferecem muitas vezes aos seus colaboradores o acesso a cuidados de saúde através da contratação de seguros. No entanto, convém lembrar que as grandes empresas (ou seja, as empresas que têm mais de 50 colaboradores) representam apenas 1% do tecido empresarial português. Os restantes 99%, compostos por micro, médias e pequenas empresas, nem sempre proporcionam aos seus colaboradores estas condições de acesso à saúde.

Se for funcionário público, terá acesso ao sistema ADSE. Mas atenção: o acesso à ADSE é opcional e é pago pelo próprio funcionário público. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é com o dinheiro dos contribuintes que se pagam os cuidados de saúde dos funcionários da Administração Pública.

 

 

...E CONTRAS DE TRABALHAR NA FUNÇÃO PÚBLICA


CONCORRÊNCIA E DIFICULDADE DE ACESSO

Como é do conhecimento de todos, é difícil tornar-se funcionário público. Não só são vagas muito concorridas, como os processos de recrutamento e seleção de candidatos são exigentes. Para aceder aos concursos públicos abertos e aos seus resultados, consulte a Bolsa de Emprego Público


BUROCRACIA

Se está habituado à agilidade de processos e gosta de fazer acontecer, talvez não se ambiente à sua posição de funcionário público. Tudo o que se faz na Administração Pública é regido por procedimentos que é obrigatório respeitar. As decisões são muitas vezes tomadas com antecedência e é difícil fazer alterações ao percurso determinado – e orçamentado – no final de cada ano civil.

 

DIFICULDADE EM INOVAR E MODERNIZAR PROCESSOS

Devido ao elevado formalismo nas relações laborais, os trabalhadores do setor público relatam pouca fluidez nos processos de trabalho, e, consequentemente, uma grande dificuldade em introduzir mudanças nos serviços públicos. Modernizar a Administração Pública e inovar constituem grandes desafios.


FORMALIDADE

Prepare-se para conhecer bem os graus académicos de todos os seus colegas funcionários públicos, e para usá-los sempre que a eles se dirigir. O formalismo nas relações marca o funcionamento público por oposição ao que já vai acontecendo em muitas empresas privadas, sobretudo nas que têm equipas mais jovens.

 

fonte:http://www.e-konomista.pt/a

publicado por adm às 20:27 | comentar | favorito
04
Set 15

Como fazer os trabalhadores felizes em 10 simples passos

Colaboradores felizes sentem-se motivados a ir mais longe e por isso são mais produtivos, contribuindo para uma maior performance da organização. Assim sendo, aqui ficam 10 dicas que os líderes podem adotar nas suas empresas, de acordo com experiência de Sara do Ó, CEO e Partner do Grupo Your, recentemente eleita uma das 10 empresas mais felizes para trabalhar em Portugal.

1. Garantir um local de trabalho confortável, bem decorado e atrativo. Um ambiente bem iluminado, com cores e mobílias convidativas e com um espaço pessoal para cada um pode ter grandes efeitos nas relações entre colaboradores e líderes. O branco e o cor-de-rosa escuro, por exemplo, podem fazem parte da atmosfera descontraída dos nossos escritórios.

2. Ser flexível com os horários de trabalho. É importante haver um balanço entre a vida pessoal e o trabalho, para que os trabalhadores não se sintam sobrecarregados. No grupo Your, os colaboradores podem trabalhar a partir de casa dois dias por mês e estão dispensados no dia do seu aniversário. Há ainda um programa que permite a todas as mães sair mais cedo um dia por semana, para que consigam chegar a tempo de ir buscar os filhos à escola.

3. Comunicar eficazmente com a equipa e ser transparente. O líder deve passar a mensagem de forma clara sobre o objetivo a atingir e manter todos os colaboradores informados para evitar rumores e mal-entendidos. Aconselha-se reuniões de reporting regulares, para que todos saibam qual o ponto de situação e quanto falta para chegarmos à nossa meta. Simultaneamente todos devem ter acesso aos resultados da empresa a qualquer altura.

4. Dar feedback personalizado a cada colaborador e também receber o seu feedback. Mostrar como o desempenho de cada um está a contribuir para o sucesso da sua empresa é uma motivação extra para os colaboradores. Mais importante ainda, é envolvê-los nos processos de decisão, valorizando as suas ideias e opiniões. Ir além do "bom trabalho!" e ouvir o que cada colaborador tem para dizer deve ser um preocupação constante.

5. Construir uma relação de confiança forte e distribuir tarefas. O líder deve dar autonomia aos seus colaboradores para tomar decisões, confiando no seu trabalho sem interferir nele.Aconselha-se sempre dar a liberdade para que cada um seja independente e mostre as suas competências no desempenho das suas funções.

6. Celebrar os grandes e pequenos marcos e reconhecer o sucesso dos seus colaboradores. Para aumentar o entusiasmo dos colaboradores, é importante recompensa-los pelas suas conquistas e pelo seu desempenho. Além de um sino para festejar novos contratos, pode optar-se por um contador de vendas, sendo que quando os objetivos da empresa são cumpridos, a administração oferece uma viagem a todos os colaboradores.

7. Apostar na formação contínua. Os colaboradores querem fazer um bom trabalho, por isso apostar em formações e em atividades de team building é uma boa forma de melhorar as suas competências profissionais e pessoais.

8. Ser um líder acessível com a porta sempre aberta. O líder deve inspirar os seus colaboradores, estando próximo deles sem criar barreiras e tentando sempre encorajar um pensamento positivo.

9. Criar momentos de descontração e espaços de convívio.Complementar o horário de trabalho com atividades de lazer e eventos de celebração especiais, faz com que as pessoas se divirtam em conjunto e criem laços entre si. Por exemplo, uma vez por semana há manicura no escritório e todos os meses temos o Dia da Goma, onde há taças de gomas para todos. O nosso lema é "Trabalha no duro mas diverte-te à séria"

10. Incluir os colaboradores na missão. Ao distribuir tarefas pela equipa, substituir o "tu deves" pelo "vamos" é uma forma de simples de criar uma sensação de missão partilhada Consegue-se um maior envolvimento e compromisso dos colaboradores porque todos os dias mostramos que eles importam e fazemos com que se sintam bem por vestir a camisola da empresa.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/em

publicado por adm às 21:00 | comentar | favorito
tags:
22
Jan 15

Conheça as melhores empresas para trabalhar

 

Microsoft, Cisco e Diageo são as vencedoras em Portugal, segundo o Great Place to Work.

O sector tecnológico volta a estar em força - mas sem dominar - na lista deste ano das melhores empresas para trabalhar em Portugal. AMicrosoft e a Cisco venceram nas categorias de mais de 250 e entre 100 e 250 trabalhadores, respectivamente, mas nas empresas mais pequenas, com menos de 100 trabalhadores, a número um é a Diageo, empresa britânica de bebidas como a Smirnoff e a Johnie Walker, segundo o Instituto Great Place to Work, divulgado na passada semana.


"A ética e a honestidade da liderança, a par com o orgulho em trabalhar na empresa, nos seus resultados e no seu contributo para a comunidade, integram as áreas mais positivamente percepcionadas pelos colaboradores das vencedoras Great Place to Work Portugal em 2015", refere o instituto.
Adicionalmente, a qualidade do acolhimento bem como a comemoração de acontecimentos especiais são tópicos que registam taxas de satisfação elevadas entre o ‘top' geral de 2015, constituído por um grupo de empresas que conta com quatro novas entradas - Biogen, Cofidis, FixeAds e Leo Farmacêuticos - e 70% de empresas já reconhecidas em 2014.


Mas há muitas questões concretas que fazem da empresa um bom local para trabalhar. De acordo com a informação oficial do instituto, são valorizados factores como qualidade das instalações; comemoração de acontecimentos especiais, promoção da flexibilidade de horário e do teletrabalho, possibilidade de fazer formações, de trabalhar no estrangeiro, etc.
"Um excelente lugar para trabalhar é aquele em que se confia nas pessoas para as quais se trabalha, se tem orgulho do que faz e se gostas das pessoas com que se trabalha", resume Robert Levering, fundador do Great Place to Work.

Google foi eleita melhor sítio para trabalhar no mundo


O estudo anual do instituto baseia-se em dados de mais de 10 milhões de colaboradores em 45 países, representando mais de 5.500 empresas por dimensão, sector e estrutura variáveis. A nível global, a grande vencedora de 2015 é também uma tecnológica: a Google.


O Great Place to Work mede os comportamentos e o ambiente que formam o suporte às empresas que são simultaneamente os lugares para trabalhar mais procurados do mundo e os negócios melhor sucedidos, através de 58 questões específicas incluídas no questionário ‘Trust Index'.


O Great Place to Work surgiu quando, em 1981, um editor de Nova Iorque incentivou dois jornalistas de negócios - Robert Levering e Milton Moskowitz - a escrever um livro denominado "As 100 Melhores Empresas para Trabalhar na América". Portugal foi o primeiro país da Europa a publicar o ‘ranking' das Melhores Empresas para Trabalhar, no ano de 2000.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 20:07 | comentar | favorito
10
Abr 14

Garantia Jovem pôs mais de 5 mil jovens a trabalhar até final de fevereiro

Setenta e seis mil jovens já foram abrangidos pelo programa de apoio ao emprego Garantia Jovem até ao final de fevereiro. Os números foram avançados ao Dinheiro Vivo pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, que dá conta que, do total dos abrangidos, a maioria (53 mil) tem menos de 25 anos, enquanto 23 mil têm idades compreendidas entre os 25 e os 29 anos.

No seu relatório Society at a Glance 2014, publicado no mês passado, a OCDE revelava que um em cada seis jovens portugueses - o equivalente a 15,3% - não tinha qualquer tipo de ocupação. O Eurostat, por seu lado, divulgou em fevereiro que eram 812 mil os jovens portugueses desempregados. 

O programa, cofinanciado pelo Fundo Social Europeu e pela Iniciativa Impulso para a Juventude e em execução desde janeiro, surgiu como a resposta do Governo a este problema, destinando-se a todos os menores de 30 anos que não estejam a trabalhar ou a estudar.

Do total de abrangidos pelo programa, que oferece aos jovens a oportunidade de estudar, participar num estágio ou ter um emprego, cerca de 5300 incluem-se neste último grupo, tendo sido colocados no mercado de trabalho. Além disso, 29 mil estão a participar em estágios profissionais. Às entidades empregadoras já foram concedidos apoios correspondentes à criação de 1300 postos de trabalho, que serão traduzidos em colocação de jovens.

No campo do ensino, aproximadamente 24.300 jovens estão a receber formação profissional, 8000 recebem formação profissional de dupla certificação e 700 recebem formação profissional em cursos de especialização tecnológica.

Entre este ano e o próximo, o Governo espera que o Garantia Jovem chegue a 378 mil jovens.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 21:08 | comentar | favorito
tags:
19
Ago 13

Portugueses trabalham mais uma semana por ano do que a média dos europeus

Os portugueses trabalham mais uma hora por semana (54 minutos) do que a média dos parceiros da União Europeia, e estão em segundo lugar, logo depois dos ingleses, na lista que quem passa mais tempo no posto de trabalho. De acordo com o estudo 'Oportunidades laborais e satisfação no emprego', realizado pela Adecco a partir dos dados do Eurostat, os portugueses trabalham 41,3 horas semanais, enquanto a média da União Europeia é de 40,4 horas.

Nesta lista dos 27 Estados-membros, os ingleses são os que mais trabalham, com uma jornada laboral de 42,3 horas semanais. Em segundo estão os portugueses e logo atrás polacos e romenos, ambos a trabalhar 41 horas por semana. Na Alemanha o trabalho semanal é de 40,7 horas e em Espanha trabalham-se 40,2 horas. Os países onde o horário de trabalho é mais curto são a Suécia (39,9 horas), França (39,4 horas), Holanda (39 horas) e Itália (38,7 horas).

De acordo com a Adecco, uma diferença de 50 minutos equivale no final do ano a uma semana inteira de trabalho. Ou seja, os portugueses, que trabalham mais 54 minutos (0,9 horas) que a média da UE, no final do ano têm mais de uma semana de trabalho de diferença. Face aos italianos, os portugueses trabalham mais três semanas por ano.

A Adecco dá ainda conta de que os homens europeus trabalham mais horas semanais que as mulheres, com uma média europeia de 41,1 horas semanais em comparação com as 39,3 trabalhadas pelas mulheres.  

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 14:34 | comentar | favorito
25
Mai 13

Trabalhar fora do escritório melhora desempenho

Trabalhar em casa pontualmente motiva os colaboradores tornando-os mais produtivos, dizem várias empresas.

Dar aos colaboradores a possibilidade de trabalharem, pontualmente, fora do escritório, pode ser uma forma de motivação e, mais que isso, de aumentar a produtividade. E muitas empresas e organizações em Portugal já acreditam nisso, pelo menos assim o garantem as cerca de 80 que aderiram a uma iniciativa simbólica, no passado dia 7 de Março, o ‘Out of Office Day', permitindo aos seus colaboradores ficar a trabalhar em casa, no jardim no café, onde quisessem. A iniciativa já foi lançada em alguns países e chegou só este ano a Portugal com o apoio do Ministério da Economia, com o objectivo de promover o aumento da flexibilidade e mobilidade no trabalho e ajudar na conciliação da vida pessoal com a vida profissional, de diminuir o impacto ambiental reduzindo a emissão de CO2 e ainda, ‘last but not the least', aumentar a produtividade.

As empresas que aderiram são sobretudo tecnológicas e consultoras, além de organizações do Estado, como câmaras municipais e outras. Estão todas registadas na página do Facebook do ‘Out of Office Day'.

Das empresas aderentes contactadas pelo Diário Económico, todas garantiram que permitem aos colaboradores trabalhar fora do escritório, por razões pessoais, e afirmaram acreditar que pode ser não só um factor de motivação como de aumento da produtividade. Há quem lhe chame teletrabalho ou trabalho remoto. Oúnico senão é que tem de ser uma função que permita esta flexibilidade. Se for um trabalhador que contacte com o público, não pode ficar em casa.

"Numa altura em que a vida dos trabalhadores é particularmente exigente por um conjunto de circunstâncias conhecidas, esta pode ser uma forma de facilitar a conciliação das necessidades das pessoas com as necessidades da organização e com isso promover um ambiente de trabalho atractivo, positivo, motivador e consequentemente mais produtivo", diz Maria JoãoMendes, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa responsável pelos recursos humanos.

Sofia Carvalho, directora de recursos humanos da tecnológica Safira, lembra que este tipo de flexibilidade permite ganhar tempo aos colaboradores que, por exemplo, demoram muito tempo a chegar ao trabalho, de manhã."Temos alguns que demoram uma a duas horas, todos os dias, no trânsito", sublinha. 

João Couras, director-geral da Prologica, vê vantagens em permitir o trabalho fora do escritório e afirma: "É um factor de motivação, traz comodidade mas também responsabilidade". Por isso, faz a ressalva: "É preciso responsabilidade e senioridade", porque é impossível controlar muitas pessoas ao mesmo tempo.

Para Sofia Carvalho esta questão do controlo não faz sentido. "É preciso confiar nos colaboadores. Se estiverem no escritório, também não controlamos se estiveram a trabalhar ou o dia todo a divertir-se na Internet". Ocontrolo é feito no fim do projecto que têm em mãos ou ao fim de um período de tempo maior, nunca no balanço de um dia.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 15:58 | comentar | favorito
19
Mai 13

Um em cada sete trabalha em excesso

Há 686,8 milhares de empregados em Portugal que trabalham 48 horas ou mais por semana, segundo dados de 2012, mais 66 mil do que em 2008. Os que trabalham mais de 45 horas são já 947,6 milhares.
 
O conceito de "trabalho excessivo" internacionalmente reconhecido situa a fronteira nas 48 horas semanais. E em Portugal o número de empregados que ultrapassa aquele limiar ascendeu, em 2012, a 686,8 milhares, 14,82% da população empregada (4,6 milhões). Em 2008, eram "apenas" 620,5 milhares.
 
Os valores facultados pelo INE ao JN/Dinheiro Vivo mostram que, no ano passado, um em cada sete empregados trabalhava em excesso. A trabalhar mais de 45 horas eram 947,6 milhares, 20% da força de trabalho, isto é, um em cada cinco. Em 2008, eram quase 830 mil a ultrapassar a fronteira das 45 horas semanais, menos 118 mil do que em 2012.

Na Alemanha, o facto de alguém trabalhar mais de 48 horas por semana constitui um motivo de séria preocupação, tanto assim que o Instituto Nacional de Estatística analisa a situação de forma periódica. Os últimos dados, referentes a 2011, mostram que um em cada oito alemães trabalha 48 horas ou mais por semana. A maioria são homens e profissionais liberais, que não têm um horário oficial estipulado.

Em Portugal, o Governo pretende alargar o horário de trabalho na Função Pública das 35 para as 40 horas semanais. E trabalhar para além da hora é sinal de ineficiência? "Mesmo que seja mais uma expressão de ineficiência e falta de organização segundo os alemães, o problema não é de agora, mas o mais relevante é que o aumento do horário de trabalho representa um acréscimo da exploração da força de trabalho", refere Manuel Carlos Silva, professor de Sociologia na Universidade do Minho.

Segundo o Eurostat, Portugal é dos países onde mais se trabalha por semana (42,3 horas no caso dos trabalhadores a tempo inteiro), surgindo o país em 5.0 lugar, mas na produtividade somos os oitavos a contar do fim na Europa. "As empresas alemãs em Portugal apresentam aqui índices de produtividade semelhantes aos que se verificam na Alemanha", sublinha Hans-Joachim Böhmer, diretor executivo da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã. "Nalguns casos verifica-se mesmo que as unidades localizadas em Portugal ocupam lugares destacados nos rankings internacionais dessas empresas no que respeita à produtividade", acrescenta.

Uma conquista de 1919

Em plena I República (1919), uma das mais importantes conquistas foi a semana de 48 horas (8 horas/dia) e um dia de descanso. A regra era para aplicar aos trabalhadores do Estado, das corporações administrativas, do comércio e da indústria.

Casos fora do normal

Horta Osório, Lloyds - A notícia surpreendeu em novembro de 2011. O director-executivo do Lloyds,  António Horta Osório deixou o cargo de director-executivo do banco britânico temporariamente devido a cansaço acumulado. Só regressou em dezembro de 2012. O banco concordou em libertar o gestor de algumas das suas tarefas.

Li Yuan, Ogilvy & Mather - Um jovem criativo da Ogilvy & Mather China morreu no local de trabalho alegadamente por excesso de trabalho. A morte de Li Yuan (24 anos) aconteceu no dia 14 deste mês. Terá sucumbido vítima de excesso de trabalho. Havia um mês que fazia horas extraordinárias, não saindo do escritório antes das 23 horas.

Thomas Bordage, Apple - Na Apple francesa, trabalhar depois do fim do turno pode trazer problemas. Esta semana, o empregado Thomas Bordage foi repreendido severamente por ter trabalhado vinte minutos depois da sua hora de saída. Os seus supervisores de Bordage ameaçaram-no com sanções disciplinares, incluindo despedimento.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 11:19 | comentar | favorito
tags:
14
Mar 13

Apoio à contratação tem novas regras

A nova medida chama-se Estímulo 2013 e entra em vigor dentro de 30 dias.

Com este diploma, o apoio à contratação, que até aqui abrangia apenas desempregados inscritos no centro de emprego há mais de seis meses, estende-se a desempregados inscritos há pelo menos três meses consecutivos desde que estes não tenham concluído o ensino básico, tenham mais de 45 anos ou tenham o cônjuge igualmente desempregado (inclui ainda o caso de famílias monoparentais). São também abrangidos todos aqueles que nos últimos 12 meses não tenham estado inscritos na Segurança Social na qualidade de trabalhador nem tenham "estado a estudar durante esse mesmo período", avança a portaria hoje publicada.

Tal como acontecia com o Estímulo 2012, o apoio só é atribuído se a empresa celebrar contrato sem termo ou contrato a prazo por um período superior a seis meses. Mas agora admite-se que o trabalho seja desenvolvido a tempo parcial. Já no caso de empresas com investimentos considerados estratégicos, o contrato a termo certo tem de ser superior a um ano (antes, era 18 meses).

O apoio continua a ser atribuído durante um período máximo de seis meses no caso de contratos a termo mas estende-se agora a um período máximo de 18 meses se em causa estiver contrato definitivo. Para empresas que apresentem investimento considerado estratégico, o contrato a prazo pode ser apoiado durante nove meses.

O benefício corresponde a metade da remuneração do trabalhador, aumentando para 60% em caso de desempregado de longa duração, beneficiário do Rendimento Social de Inserção, pessoa com menos de 25 anos ou mais de 50, trabalhadora com habilitações inferiores ao terceiro ciclo ou trabalhador do sexo menos representado em sectores de actividade que tradicionalmente empregam uma maioria de pessoas do mesmo sexo (este último ponto é novidade neste diploma). Mas há tectos: o incentivo continua limitado a um Indexante dos Apoios Sociais (IAS), ou seja, 419,22 euros. Ainda assim, há agora uma excepção: o benefício pode chegar a 544,99 euros (1,3 IAS) se o contrato for celebrado sem termo.

A empresa tem ainda direito a um prémio se converter o contrato a termo em contrato definitivo. Aqui estão também incluídos os contratos a prazo iniciados ao abrigo do Estímulo 2012. Este prémio corresponde a nove meses de apoio, com o tecto mensal de 419,22 euros.

Em troca do incentivo, há condições que têm de ser respeitadas. A empresa continua a ser obrigada a dar formação profissional ao trabalhador, a não ser que em causa esteja situação de conversão de contrato. A formação pode ser em contexto de trabalho (pelo período que durar o apoio) ou, por outro lado, pode ser dada por entidade certificada. Se a empresa tiver menos de cinco trabalhadores, a formação tem de ser sempre cumprida nesta última modalidade.

Antes, a empresa não podia contratar mais de 20 pessoas através da medida Estímulo 2012. Agora, o valor é alargado para 25 no caso de contrato a prazo mas não há limite se em causa estiverem contratos sem termo. Os limites não se aplicam a empresas com investimento considerado estratégico.

Outro dos requisitos para a atribuição do apoio é cumprir critérios de criação líquida de emprego, agora mais flexíveis. Passa a ser contabilizada a média mais baixa dos trabalhadores registados nos últimos quatro, seis ou 12 meses anteriores à candidatura. Este requisito não é obrigatório para empresas que tenham iniciado processo especial de revitalização (ao abrigo do CIRE), que agora também são abrangidas pelo diploma.

Outro critério de criação líquida de emprego obriga a que, durante o apoio, o empregador registe com periodicidade trimestral (e não mensal) um número de trabalhadores igual ou superior ao número de pessoas abrangido pelo apoio. De fora ficam caso de invalidez, falecimento, reforma ou despedimento com justa causa.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 22:20 | comentar | favorito
15
Jan 13

Vão desaparecer 340 mil empregos durante o programa da troika

A economia portuguesa terá destruído 72,5 mil empregos em 2011, outros 179 mil no ano passado e em 2013 eliminará mais 88,5 postos de trabalho, indicam dados do Banco de Portugal (BdP).

Ao todo, estes três anos, marcados pelo programa de ajustamento da troika e pelo afastamento de Portugal dos mercados abertos de crédito, saldar-se-ão numa redução recorde do nível de emprego na ordem dos 340 mil empregados. Muito mais do que nos dois ajustamentos anteriores, em 1977/78 e em 1983/84, liderados então pelo FMI.

Em 2014, diz o banco central, a situação estabilizará, recuperando pelo lado do sector privado. Já no público, o ambiente continuará deprimido. O BdP assume que "no caso do sector público, considerou-se que a redução gradual do número de efetivos das administrações públicas se estenderia até final do horizonte de projeção".

De acordo com o boletim económico de inverno, ontem divulgado, "no que respeita ao mercado de trabalho, a atual projeção antecipa uma redução do emprego de 1,9% em 2013 (após a queda de 3,7% em 2012), seguida de uma estabilização em 2014."

O banco central repara ainda que a situação de "forte queda do rendimento disponível real" das famílias está a ser alimentada pelo "enorme aumento da tributação direta [IRS, sobretudo], assim como a redução do emprego e a moderação salarial". E que "o esforço e os recursos despendidos com políticas de apoio à criação de emprego só terão sucesso se os entraves ao investimento forem removidos".

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/Ec

publicado por adm às 23:06 | comentar | favorito
05
Nov 12

Novas regras das indemnizações discriminam trabalhadores

Falha na lei pode originar tratamento desigual, dizem advogados. Governo admite clarificar lei na próxima revisão do diploma para adequar regras à Europa.

As indemnizações por despedimento devidas aos trabalhadores que iniciaram contrato antes de Novembro de 2011 já têm novas regras de cálculo. Mas os especialistas em direito laboral acreditam que há uma lacuna no novo Código do Trabalho, já que o diploma não faz menção à fracção do ano trabalhada até 31 de Outubro de 2012. Ou seja, a nova lei não assegura que todo o tempo de serviço na empresa conte para apurar o valor final da compensação.

Por exemplo, uma pessoa com sete anos e seis meses de casa que tenha sido despedida em Julho, ao abrigo das regras anteriores, teve direito a sete salários e meio de compensação. Mas se tiver sido despedida em Agosto (com a nova lei) poderá ter recebido apenas sete salários (excluindo a fracção do ano trabalhada). É isto que resulta de uma "leitura estrita da letra da lei", refere Fraústo da Silva, advogado da Uría Menéndez-Proença de Carvalho. E este entendimento estende-se a despedimentos futuros.

Mas vamos por partes. De acordo com a lei em vigor desde Agosto, quem iniciou contrato antes de Novembro de 2011, mantém o direito a uma compensação igual a 30 dias de remuneração-base e diuturnidades por ano completo de casa, a aplicar ao período de trabalho prestado até 31 de Outubro de 2012. No trabalho prestado a partir daí, pode ser adicionada uma segunda parcela, igual a 20 dias por ano. Mas no caso da primeira parcela (até Outubro de 2012), a lei deixa de mencionar a fracção do ano. Esta lacuna pode prejudicar o valor da compensação de todos os que tenham sido despedidos após Agosto e que contem mais de três anos de casa (porque a lei ainda garante um pagamento mínimo de três salários a quem iniciou contrato antes de Novembro de 2011). Assim, também poderá ter consequências nas compensações de despedimentos futuros.

fontr:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:20 | comentar | favorito