23
Jul 11

Estágios que podem mudar a sua vida

Um curso superior não é garantia de encontrar emprego e, cada vez mais, os estágios curriculares e/ou profissionais desempenham um papel importante de complemento da teoria ensinada nas universidades. Por isso, é fundamental ponderar o cenário do primeiro contacto com o mundo profissional.

Há muitas empresas que têm actualmente programas de estágios compatíveis com os conhecimentos adquiridos durante o curso superior, nacionais e internacionais.

Na área da tecnologia, a Ydreams é uma das empresas que mais abertura tem no que respeita a aceitar novos talentos da área. Se sempre sonhou com uma carreira internacional, a empresa da área onde será mais acessível trabalhar no estrangeiro é a Microsoft, já que a empresa tem uma política de grande mobilidade entre funcionários. No caso da Novabase, a empresa portuguesa é também uma boa opção para um estágio: a aposta na formação dos funcionários e a progressão na carreira são alguns dos elementos a ter em conta. A Academia Novabaseé um bom exemplo dessa aposta.

A Nasa, por exemplo, tem um programa de carreiras que inclui estágios, sobretudo na área da Engenharia Espacial. A Mercedes-Benz também oferece um programa de estágios, de maneira a que os jovens profissionais possam ter contacto com o know-how da empresa alemã.

Na área da distribuição, o grupo Jerónimo Martins conta com uma escola de formação, além do destaque no campo de carreiras.

O programa de jovens talentos da Johnson & Johnson é outra oportunidade a ter em conta: entre estágios e prémios para jovens promissores, a empresa aposta na formação profissional dos seus trabalhadores, além de proporcionar a oportunidade de uma experiência além-fronteira.

 

Iniciado em 2002, o programa de estágios da Portugal Telecom é uma forma de entrar no mercado de trabalho inserido numa grande empresa nacional.

A Nestlé tem um site extra, associado ao site principal da empresa, apenas dedicado ao programa de carreiras nacionais e internacionais do grupo.

A Nike é outra das empresas que aposta nas carreiras dos profissionais recém-licenciados, através do programa de estágios e carreiras.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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21
Jul 11

Saiba o que vai mudar nas indemnizações por despedimento

O Governo aprovou alterações às compensações por despedimento e no dia 28 de Julho a proposta é discutida no Parlamento.

1 - Despedir vai ser mais barato?
No caso de futuros contratos, sim. Hoje, a compensação devida é de 30 dias de retribuição-base e diuturnidades por cada ano de antiguidade. E no caso de contratos a termo certo, é de três ou dois dias por mês, consoante o contrato seja, respectivamente, inferior ou superior a seis meses. Com as novas regras, o valor a instituir será de 20 dias por ano (a aplicar proporcionalmente aos contratos a termo). E parte deve ser financiada por um fundo a criar.

2 - E no caso de actuais trabalhadores?
Para já, as mudanças não afectam quem já está empregado. No entanto, a ‘troika' espera uma proposta, até ao final do ano, que preveja o alinhamento das medidas aos actuais trabalhadores. Mas também diz que os direitos adquiridos estão garantidos o que pode apontar para uma fórmula mista em que o novo regime só se aplica ao tempo de trabalho depois da entrada em vigor da nova lei. Mas sobre isto, o Governo não adiantou nada ontem, dizendo apenas que o acordo com a ‘troika' é para cumprir e remetendo respostas para a concertação social. Também para 2012, o memorando de entendimento pede novo alinhamento dos valores com a média europeia.

3 - Cai a possibilidade do pagamento de 22 dias?
No acordo de Março, previa-se que as indemnizações pudessem chegar a 22 dias por ano, nos casos em que os descontos para a Segurança Social atingem mais parcelas salariais. Questionado sobre se poderia haver excepções à regra de 20 dias, Marques Guedes disse que não.

4 - Há outros tectos?
Sim. Tal como previsto no acordo, a indemnização terá um tecto de 12 meses e de 240 salários mínimos (116.400 euros). Em termos mensais, é instituído assim um limite de 20 salários mínimos mensais (9.700 euros). Também desaparece o pagamento mínimo de três meses.

5 - Quando será criado o novo fundo empresarial?
O mecanismo ainda vai passar pela concertação social. O Governo diz que a entrada em vigor das regras de indemnizações não dependem do fundo porque, até lá, as empresas serão responsáveis pelo pagamento integral dos direitos. Ainda assim, também admite que ambas as medidas possam ser simultâneas e aponta para final de Agosto ou início de Setembro.

6 - Quanto se desconta?
O acordo previa que a taxa de financiamento das empresas fosse até 1% das remunerações mas variando consoante o anterior nível de cessações de contrato. O mecanismo devia garantir metade do pagamento em caso de encerramento ou falência e também em contratos superiores a três anos. E pagaria parte da compensação em contratos mais curtos. Na Europa, existe o exemplo de Áustria, onde o fundo exige um desconto de cerca de 1,5% e que pode ser usado em caso de despedimento ou como poupança para a pensão. Mas Marques Guedes remeteu respostas para a concertação social, salientando apenas que o exemplo da Áustria pode ser um "ponto de análise" na medida em que é um dos poucos casos existentes.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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19
Jul 11

O que muda nos contratos de trabalho

O memorando assinado com a troika internacional prevê mudanças profundas na legislação laboral portuguesa, adaptando-a às necessidades reais do mercado. No entanto, este não será um caminho fácil. A reunião de hoje entre o Governo e os parceiros sociais será o princípio de um longo combate. Mas o que está sobre a mesa, afinal? Aqui ficam dez mudanças estruturais previstas para o mercado de trabalho.

1. Menos subsídio de desemprego. 1048 euros passará a ser o montante máximo a pagar e por um período de tempo mais curto. O acordo com a troika implica que no limite o subsídio de desemprego seja atribuído por 18 meses, por oposição aos três anos que ainda estão em vigor. Estas regras apenas vão afectar futuros desempregados.

2. Novas regras no subsídio. O apoio no desemprego diminui 10 por cento após seis meses. A intenção é promover uma procura mais intensiva de trabalho. Por outro lado, 12 meses consecutivos de contribuições para a Segurança Social passam a ser suficientes para aceder ao subsídio. Na actual legislação exigem-se 15 meses.


3. Independentes mais protegidos. Os recibos verdes passarão a ter alguma protecção social na hora da falta de trabalho. Caso deixem de er trabalho fixo com uma empresa poderão auferir do subsídio de desemprego. Esta medida visa o aumento das redes de protecção social e traz alguma segurança a um sector laboral que vive, regra geral, mergulhado na indefinição.


4. Corte nas indemnizações. Medida polémica e que há muito vem sendo debatida na concertação social, as indemnizações compensatórias por despedimento devem baixar substancialmente, passando a ser idênticas pata contratos sem termo e contratos a prazo. Dez dias por cada ano de trabalho é o valor que está em cima da mesa. Inicialmente, falou-se na criação de um fundo para financiar parte das indemnizações mas a ideia caiu por terra, após os patrões alegarem não existirem condições de liquidez, nem de mercado, para conseguir juntar esse dinheiro. Na prática, o trabalhador receberá 20 dias por cada ano de trabalho.

 

5. Despedimento por justa causa. Será apresentada uma proposta com ajustamentos nos despedimentos individuais por justa causa. Será mais fácil, por exemplo, despedir um trabalhador por “inadaptação”, mesmo que não tenham sido introduzidas alterações ao nível das novas tecnologias ou outras mudanças no local do trabalho. A medida apenas irá abranger novos contratos, mas o memorando de entendimento prevê que a revisão da legislação laboral venha a abranger todos os trabalhos, sem prejuízo dos direitos adquiridos.


6. Menos horas extraordinárias. Actualmente, o valor mínimo das horas extraordinárias é de 50%. De acordo com o memorando da troika, este passará a ser o valor máximo a pagar pelas empresas. Actualmente o mercado de trabalho paga 50% na primeira hora, 75 na seguintes e o dobro de o dia de trabalho calhar a um feriado.


7. Bancos de horas. Com o intuito de flexibilizar os horários de trabalho, os bancos de horas poderão vir a ser negociados directamente, através de mútuo acordo entre trabalhadores e empregadores.


8. Ordenado mínimo congelado. Reivindicação antiga, ainda não será desta que o ordenado mínimo nacional vai para os 500 euros. No documento da troika lê-se que “qualquer aumento do salário mínimo só terá lugar se justificado pelas condições económicas e terá de ser acordado no contexto das revisões regulares do programa”. Dito de forma mais simples, não há margem para subidas.


9. Redução da Taxa Social Única. Medida muito debatida durante a última campanha eleitoral, a Taxa Social Única deverá descer, faltando estabelecer em concreto em quantos pontos. Refira-se que a descida se fará apenas na parte que é responsabilidade dos empregadores. Esta é uma medida que terá que avançar já no Orçamento de Estado para 2012.

 

10. Contrato único. Para futuro, exige-se a existência de um só tipo de contrato, de maneira a tendencialmente acabar com os contratos a termo. O memorando prevê ainda a flexibilização do período experimental no recrutamento inicial.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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14
Jul 11

Desemprego chega aos 13,2% em 2012

O Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou há minutos conferência de imprensa que a taxa de desemprego deverá aumentar em 2012 para os 13,2 por cento. Por outro lado, o PIB deverá sofrer contracção de 2,3 por cento já este ano. 

O Ministro das Finanças fez algumas explicações das previsões do Governo para os próximos anos. Assim, Vítor Gaspar acredita que a taxa de desemprego poderá chegar aos 13,2 por cento em 2012.

O PIB vai sofrer uma contracção de 2,3 por cento em 2011 e de 1,7 por cento no ano seguinte, enquanto as exportações vão aumentar este ano em 6,7 por cento e 5,6 por cento em 2012. Por outro lado, as importações deverão cair 4,8 por cento este ano e 1,3 por cento no ano seguinte.

fonte:http://www.abola.pt

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Trabalho: corte de indemnizações em breve

Está para breve a primeira alteração às regras laborais acordadas com a troika. A redução das indemnizações por despedimento será a primeira medida a avançar.

A medida já constava do acordo tripartido assinado pelos parceiros sociais em Março passado, e mereceu o aval das três entidades externas que participam no resgate a Portugal, a mesma troika que exige a sua entrada em vigor o mais rapidamente possível. Na prática, passará a ser muito mais barato para os patrões despedir trabalhadores.

Mas vamos a um exemplo: com as regras actuais, uma pessoa que trabalhou vinte anos na mesma empresa, a termo incerto, e que tenha uma a remuneração de mil euros, tem direito a uma compensação de 20.000 euros. Com a nova legislação, os novos contratados irão receber muito menos.

Mas as alterações não vão ficar por aqui. Esta é apenas uma das muitas medidas para a área laboral, que estão previstas no memorando assinado com a troika, mas até 2012 serão implementadas muitas outras.

Na calha está ainda a criação do subsídio de desemprego para os recibos verdes, o corte nas remunerações das horas extraordinárias, a redução do período de atribuição do subsídio de desemprego e o alargamento do poder negocial das comissões de trabalhadores.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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04
Jul 11

Trabalho paga cada vez mais impostos

Prepare-se: Portugal vai bater recordes no aumento de impostos na União Europeia a 27, com a maior penalização a incidir sobre o rendimento disponível dos contribuintes e os maiores alívios fiscais a beneficiarem as empresas.

A redução da taxa social única, prevista no Memorando de entendimento com a troika (com a contrapartida do aumento do IVA) vai agravar a tendência de subida dos impostos indirectos, que pesam mais nos bolsos das pessoas.

Acresce ainda o "imposto extraordinário" anunciado pelo governo a semana passada, que será equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo.

Impostos indirectos Na última década, Portugal aumentou o IVA 5 pontos e garantiu, ao lado da Roménia, a pole position entre os países que mais subiram esta taxa. 

O peso dos impostos indirectos nas receitas fiscais do Estado foi de 41,7% em 2009, a sexta mais alta da UE segundo o relatório sobre as tendências fiscais dos 27 divulgado na sexta-feira. A média europeia é de apenas 37,7%.

Os impostos indirectos renderam ao Estado cerca de 21,7 mil milhões de euros e representaram a sua principal fonte de receitas em 2009. Dentro desta parcela, os impostos sobre o consumo cobrados em Portugal totalizaram 35,2% das receitas, 1,8 pontos acima da média europeia. A tendência será de agravamento, porque as políticas acordadas com a troika vão no sentido de apertar o consumo para travar o endividamento das famílias.

Impostos directos Os impostos directos (que incidem directamente no rendimento, como o IRS e o IRC) valeram ao Estado 15,2 mil milhões de euros em 2009. O relatório demonstra que as receitas dos impostos directos sobre o trabalho (IRS) aumentaram nos últimos dez anos, ao contrário das receitas obtidas com os impostos sobre as empresas (IRC). 

Apesar da crise financeira e económica, os impostos sobre o trabalho aumentaram de 5,5% do PIB em 2007 para 5,7% em 2009. A tendência inverte-se nos impostos directos sobre as empresas, que diminuíram de 3,6% do PIB para 2,9% entre 2007 e 2009.

As contribuições para a Segurança Social somaram 15,1 mil milhões de euros e aumentaram 0,4% do PIB entre 2007 e 2009, tendo as empresas suportado o maior fardo desta subida. O fardo fiscal lançado sobre a economia nesse ano valia 31% do PIB - abaixo da média europeia de 35,8% -, em parte porque a economia contraiu 2,5%. 

Trabalho a subir, empresas a descer Portugal foi o campeão dos 27 na última década em matéria de aumentos de impostos sobre o escalão mais alto de rendimentos do trabalho (IRS). Os contribuintes que auferem mais de 150 mil euros anuais pagam 46,5% de IRS. No ano 2000, o tecto era de 40%, uma subida de 6,5%: é a segunda mais alta da UE. Em contrapartida, o tecto dos impostos sobre as empresas (IRC) desceu 6,2 pontos percentuais entre 2000 e 2011, de 35,2% para 29%.
fonte:http://www.ionline.pt/
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03
Jul 11

13 medidas para o ajudar a encontrar trabalho

O número 13 costuma ser sinónimo de azar, mas neste caso pretende-se o contrário. Para ajudar a população desempregada a reentrar no mercado laboral, o Executivo de Passos Coelho tem 13 medidas em carteira no seu Plano de Governo. O Saldo Positivo dá-lhe a conhecer as decisões do Governo que pretendem combater o flagelo do desemprego.

 

O desemprego atinge mais de 600 mil portugueses. Saiba as medidas que o novo Governo pretende tomar para combater este flagelo.

1 - Rever os conteúdos das ofertas de formação e adequá-las às necessidades do mercado de trabalho,  permitindo às empresas deduzir os respectivos custos em sede de tributação;

2 - Identificar as profissões em que a oferta seja superior à procura e divulgá-las. Assim, quem procura emprego fica a saber onde é que existem mais vagas;

3 - Publicar a lista de profissões em que é previsível virem a verificar-se maiores necessidades de mão-de-obra;

4 - Para a juventude qualificada, precária e com dificuldades em encontrar trabalho, o Governo pretende criar programas que promovam o acesso ao mercado de trabalho, evitando a emigração de talentos nacionais;

5 - Requalificar desempregados, dotando-os de ferramentas que os possam ajudar a ir ao encontro de profissões onde existam mais empregos;

6 – Para promover a formação, o Executivo quer introduzir a ideia do cheque-formação – o documento não explica pormenores sobre quem serão os beneficiários.

7 -
 Para os desempregados com mais de 55 anos, o Governo pretende desenvolver acções de formação profissional específica. O objectivo é dotar esta classe de competências adequadas para desempenho de funções de apoio social, no quadro da Rede Nacional de Solidariedade;

8 - O Executivo pretende ainda desenvolver mecanismos de apoio à promoção do próprio emprego e de apoio ao início de actividade aos níveis da consultadoria, do financiamento e da qualificação;

9 - Faz ainda parte dos planos do Governo “aprofundar os mecanismos de intervenção revistos no regime dos Centros de Emprego e Inserção”, ou seja, o desenvolvimento de actividades de responsabilidade social e de trabalho socialmente útil “que contribuam para a promoção de uma efectiva integração profissional de públicos desfavorecidos”;

10 – O IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional – deverá ser alvo de uma reestruturação. A gestão dos centros protocolares será reforçada por agentes económicos e parceiros sociais, com base em contratos-programa com regras de financiamento e obrigações.

11 – Apostar na polivalência  para criar mais oportunidades de emprego, apostando na formação continuada e proporcionando qualificações transversais dos portugueses desempregados;

12 - Reforçar a ajuda técnica, nos gabinetes de inserção profissional, para desempregados com o objectivo de dar a conhecer as possibilidades e incentivos para a criação do próprio emprego;

13 – Quem quiser criar o seu próprio emprego passa a ter a possibilidade de suspender o subsídio de desemprego e retomá-lo em caso de insucesso, em vez de entregá-lo todo de uma vez.

fontte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

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27
Jun 11

Dez mil pessoas por ano deixam de trabalhar em horário completo

Na última década, os trabalhadores em regime a tempo parcial têm aumentado continuamente, passando de 10,9% do total dos trabalhadores por conta de outrem, no ano 2000, para 11,7% no ano passado. Enquanto o peso dos empregados a tempo parcial, no universo dos trabalhadores por conta de outrem, aumentou em cerca de 28.300 ao longo da década, os empregados em regime de horário completo diminuíram em 97 mil, a um ritmo de quase dez mil por ano.

Os dados são do último relatório do Observatório do Emprego e Formação Profissional, que destaca, no entanto, a excepcionalidade do ano de 2009, em que, devido à crise e à destruição de emprego, baixou tanto o número de trabalhadores a tempo completo como parcial. Neste caso, porém, essa redução deveu-se exclusivamente ao grupo das mulheres, que representavam 62,8% dos empregados a tempo parcial no ano passado.Já o número de homens naquele regime laboral aumentou 7%. 
Fazendo um balanço dos grupos de profissões que sofreram maiores quebras de emprego em 2010, o relatório do OEFP refere que o sector da indústria foi o mais afectado, tendo perdido 44500 postos de trabalho, logo seguido pela agricultura , com menos 22600 pessoas empregadas. Mas também os serviços sofreram um corte substancial, sendo que as maiores perdas ocorreram no segmento do comércio por grosso e a retalho, que registou uma redução de 27.600 empregos e na Administração Pública e Defesa. Aqui, no sector estatal verificou-se uma redução de 22400 empregos ao longo do último ano, segundo dados compilados a partir do Instituto Nacional de Estatística.

Mas nem todas as profissões tiveram evoluções semelhantes. Na última década, o emprego cresceu mais nos especialistas das chamadas profissões intelectuais e científicas (mais 147 200) , pessoal dos serviços e vendedores (127 mil) e profissionais de nível intermédio (91 500). Em contrapartida, os operários e artífices diminuíram em 187 300, seguindo-se a alguma distância os trabalhadores não qualificados, menos 78 600 nos últimos dez anos. Destaca-se ainda, ao longo da década, a quebra de 35 600 nos quadros superiores da administração pública, dirigentes e quadros superiores de empresa.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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26
Jun 11

1,5 milhões de precários

Mais de 860 mil portugueses vivem de contratos de trabalho temporários. É quase um quarto de toda a população empregada em Portugal, segundo os últimos dados do Eurostat.

 

Se somarmos a estes os 571 mil portugueses que só conseguem trabalho a tempo parcial, temos praticamente 1,5 milhões de trabalhadores precários em Portugal.

No meio desta precariedade laboral há contudo quem não queira trabalhar. Dos portugueses de-sempregados em condições para trabalhar, só 111 mil admitem ter vontade de voltar a ter um emprego. Dos 27 da União Europeia, Portugal lidera esta falta de vontade dos inactivos de regressarem ao mercado laboral, com 1,6 por cento da população. Seguem-se os gregos, franceses e checos nesta falta de ânimo para o trabalho.

Os que querem trabalhar encontram contudo dificuldades. Tem havido uma destruição de postos de trabalho, e nos últimos três meses de 2010 só 159 mil pessoas começaram um trabalho em Portugal.

Os dados contrariam ainda as críticas da chanceler alemã Angela Merkel de que são necessárias mais horas de trabalho no Sul da Europa. Os portugueses, com uma média de 37,5 horas por semana, trabalharam mais do que os alemães, nórdicos ou britânicos, que têm uma média de 36 horas em 2010. 

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt

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23
Jun 11

Portugal melhor que zona euro em custo de trabalho e produtividade

O processo de deflação da economia que a zona euro exige a Portugal já começou há cinco anos. Desde 2006 que os custos unitários de trabalho têm evoluído a um ritmo mais lento do que na média da zona euro, enquanto a produtividade tem aumentado de forma mais rápida.

Segundo os dados do Banco de Portugal, em 2010 a produtividade cresceu 2,9% em Portugal e 2,1% na zona euro. No mesmo ano, os custos unitários de trabalho caíram 1,4% em Portugal e apenas 0,5% na média dos países da União Económica e Monetária.

Esta tendência tem-se mantido nos últimos cinco anos. Entre 2006 e 2010, os custos unitários de trabalho cresceram a uma média de 1,54%, menos do que na zona euro (1,86%). Durante o mesmo período, a produtividade cresceu, em média, 1,26% em Portugal e apenas 0,36% na zona euro.

O argumento de alguns responsáveis europeus, principalmente alemães, é que os custos de trabalho em Portugal têm crescido a uma velocidade mais elevada do que nos restantes países europeus. Um ritmo que a evolução da produtividade não acompanhou e que prejudicou a competitividade da economia, afundando o défice externo. Até em Portugal, alguns economistas como o conselheiro de Estado Vítor Bento, defendem a inevitabilidade de um corte de salários no sector privado.

Estes números mostram, no entanto, que, se a economia portuguesa não tem evoluído nesse sentido, a zona euro também não.

Se recuarmos mais alguns anos até à década de 90, esse crescimento superior dos custos unitários de trabalho já é identificável, embora também nesse período, a produtividade tenha dado um salto maior que na zona euro. Ainda assim, em ambos os casos é preciso lembrar que Portugal partia de uma base muito mais baixa.

Mais: se retirarmos o impacto da inflação - que tem sido superior em Portugal em relação a países como a Alemanha - os custos de trabalho estão a cair desde 2000. Simplesmente têm caído ainda mais na Alemanha.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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