Trabalho precário no Estado mais do que duplicou em 2013

As formas mais precárias de trabalho -- contratos de tarefa e avenças -- mais do duplicaram em 2013 face ao ano precedente. Haverá agora 24.465 situações desse tipo contra 10.123 casos em 2012. O fenómeno mais do que triplicou no ministério da Segurança Social. Isto acontece num contexto geral de destruição de emprego no sector público.

De acordo com o novo Boletim de Estatística do Emprego Público (BOEP), hoje divulgado pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público, que está na dependência do Ministério das Finanças, o número de contratos de tarefa ao nível da administração central subiu brutalmente, de 8.240 para 22.560; o número de avençados aumentou de forma ligeira, de 1.883 para 1.905.

"Este aumento [tarefeiros] é particularmente relevante no Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social devido ao aumento do número de contratos de tarefa no Instituto de Emprego e Formação Profissional", refere o BOEP.

O estudo mostra que o número de contratos de tarefa mais do que triplicou (204,4%) no ministério de Pedro Mota Soares (Segurança Social), subindo de 6.933 para 21.105 casos em 2013.

"No período em apreço, 76,1% dos contratos de prestações de serviços nas administrações públicas foram celebrados na modalidade de tarefa. Apenas 6,4% dos prestadores de serviços exercem a sua atividade em entidades não enquadradas na administração pública, defesa e segurança social obrigatória", diz o BOEP.

Somando a situação da administração central à das administrações regionais e locais, "assistiu-se a um acentuado crescimento de 89,9% nas prestações de serviços" em 2013. Mais 12.925 casos. Dá um total de 27.296 pessoas em situação temporária no final do ano passado dos quais mais de 86% prestam serviços no ministério da Segurança Social.

Há mais gente no Estado a trabalhar sob vínculos mais precários. Mas quando se fala em empregos mais permanentes, tem havido redução significativa de efetivos.

"Em 31 de dezembro de 2013, o emprego nas administrações públicas situava-se nos 563.595 postos de trabalho, o que representa decréscimos de 8% face a 31 de dezembro de 2011 e de 3,8% em termos homólogos". São menos 22 mil postos de trabalho. Esta informação já era conhecida, foi divulgada na síntese do emprego público publicada em fevereiro.

As saídas para a reforma, a não renovação de contratos com  professores e pessoal médico, mais os planos de rescisões amigáveis, explicarão a quebra notável do número de quadros do Estado, a maioria deles empregados sem termo.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 21:15 | comentar | favorito