Relançar a economia com flexibilização no trabalho

Fórum para a Competitividade quer reduzir contratos a prazo e apoios aos desempregados

 

O Fórum para a Competitividade defendeu esta quinta-feira a flexibilização do mercado de trabalho, reduzindo os contratos a prazo e os apoios aos desempregados, e a racionalização dos serviços públicos, para potenciar a retoma económica.

As medidas do Fórum, uma entidade que junta especialistas de várias áreas, foram apresentadas esta quinta-feira em Lisboa e são propostas para o relançamento do crescimento económico em Portugal, que passam pelo mercado de trabalho e emprego, pela reorganização da máquina estatal, pela justiça económica, pela promoção do empreendedorismo e pela defesa da iniciativa privada no desenvolvimento económico do país.

«Apresentamos um conjunto de medidas que têm vindo a ser trabalhadas há vários anos e que visam contribuir para resolver a crise», disse aos jornalistas Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade, explicando que o objectivo é diminuir as despesas correntes em todas as áreas da economia portuguesa, tanto no sector público como no privado.

Na proposta pretende-se assegurar uma redução dos contratos a prazo, que seriam substituídos por um contrato único. A lógica desta medida é que os contratos a prazo foram uma medida de caráter temporário implementada em Portugal na década de 70, mas que reduzem a predisposição das empresas e dos próprios trabalhadores para promoverem uma valorização em termos profissionais, explicou.

«As empresas não se podem desenvolver com funcionários a prazo e, estes, também não podem apostar na sua valorização profissional devido ao vínculo temporário», frisou Ferraz da Costa.

O Fórum quer também alterar as condições de acesso ao subsídio de desemprego: «Defendemos uma diminuição do período do subsídio de desemprego para seis meses mais três meses de prestações mais reduzidas, porque o actual sistema desincentiva o regresso ao activo dos desempregados», sublinhou o presidente do Fórum.

Ferraz da Costa disse mesmo que não ficaria admirado caso a taxa de desemprego no final de 2011 alcance os 15 por cento, até porque, no seu entender, para «qualquer pessoa que ganhe um salário de 600 ou 700 euros, mais vale estar desempregada».

Esta redução que o Fórum propõe levaria em conta os anos de contribuição de cada trabalhador para a Segurança Social, explicou.

O presidente do Fórum para a Competitividade revelou que os trabalhos da entidade, que duraram vários anos, foram apressados no último mês para que as propostas pudessem ser divulgadas enquanto decorrem as negociações entre o Governo e a troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:16 | favorito