15
Ago 13

Médicos portugueses concorrem a programa do Governo

Um total de 45 clínicos portugueses concorreram ao programa de atração de médicos, lançado pelo Governo da presidente Dilma Rousseff.

O programa Mais Médicos tem como objectivo ampliar o atendimento médico, principalmente nas regiões mais carentes do norte e nordeste do país.

No total, foram 1618 pessoas que se inscreveram nesta iniciativa, nos quais 522 são médicos estrangeiros ou brasileiros com diploma no exterior.

De entre os estrangeiros (358), a Argentina teve 141 médicos a concorrerem; Espanha teve 100 clínicos, Cuba teve 74 e Portugal contou com 45 profissionais de saúde a tentarem a sua sorte nesta oportunidade.

O Governo brasileiro irá proporcionar aos seleccionados o pagamento total dos custos de passagem e oferecer um curso de duas semanas sobre saúde pública brasileira.

Esta acção pretende preencher cerca de 15000 vagas, para trabalhar em cerca de 3500 municípios do país.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/

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21
Ago 12

Vistos de trabalho para portugueses no Brasil aumentaram 63%

O Governo brasileiro concedeu no primeiro semestre deste ano 833 vistos de trabalho a portugueses, número 63% superior às 509 concessões emitidas no mesmo período de 2011.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego brasileiro, as permissões de trabalho para portugueses - temporárias ou permanentes - continuam a crescer, após praticamente duplicarem, passando de 798, em 2010, para 1.564, em 2011.

O aumento foi verificado também entre outras nacionalidades. No total, entre janeiro e julho foram concedidos 32.913 vistos de emprego para estrangeiros de todo o mundo, o que representou uma subida de 24% em relação ao mesmo intervalo de 2011.

As autorizações incluem concessões para trabalho permanente e temporário, sendo que 2.154 foram dadas a haitianos, em caráter excepcional por razões humanitárias.

A maior parte das autorizações representa permissões temporárias para trabalhos em embarcações ou em plataformas estrangeiras atracadas em território brasileiro. Outras 5.700 autorizações foram oferecidas a artistas ou desportistas.

Os trabalhadores dos EUA figuram no topo da lista, com 4.539 vistos, seguidos dos filipinos, com 2.299, e dos britânicos, com 2.036.

De acordo com a assessoria do Ministério do Trabalho brasileiro o alto número de trabalhadores norte-americanos está relacionado com os investimentos feitos pelas empresas dos EUA no Brasil.

Outras nacionalidades que receberam um número representativo de vistos durante o primeiro semestre são: alemães (1.695), indianos (1.571), chineses (1.567), japoneses (1.318) e italianos (1.191).

fonte:http://www.jn.pt/

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19
Mai 12

Brasil: Nem tudo é fácil para os imigrantes portugueses

Portugueses no Brasil alertam os novos imigrantes que podem encontrar vários problemas na busca de oportunidades no país, sobretudo no que diz respeito à regularização de sua situação e à burocracia pesada.

"Em Portugal, passa-se uma informação muito errada de como funciona o mercado de trabalho no Brasil, repetem-se os mesmos chavões de que o país é um bom mercado por excelência, mas para todos os efeitos, um português no Brasil é um estrangeiro como qualquer outro", alerta Marcelo Cerqueira, moderador do grupo "Novos Patrícios", que reúne portugueses no Rio de Janeiro, na rede social Facebook.

Para o português, que está a abrir um negócio de importação de vestuário, o maior problema para quem quer abrir uma empresa está na morosidade do sistema brasileiro.

"Em Portugal, você cria a empresa na hora, basta apresentar os sócios, o modelo do contrato social, e faz-se o registo. No Brasil demora uns dois meses, se tudo correr bem, e ainda tem a figura do despachante [profissional que faz a intermediação dos pedidos aos órgãos públicos], o que aumenta os gastos", ressalta.

As dificuldades para conseguir um visto de trabalho estão entre as principais reclamações, principalmente entre os jovens que fazem intercâmbio em universidades brasileiras e querem ficar a trabalhar.

"O meu visto demorou cerca de 40 dias para sair, depois que chegou a Brasília, fora o tempo que gastei antes. Mas dei sorte, tenho amigos que não conseguiram, e as empresas desistiram de os contratar pela demora", contou à Lusa o engenheiro José Queiroz, há dois anos no Rio de Janeiro.

Para obtenção do visto de trabalho é preciso que a solicitação seja feita pela empresa interessada, e não pelo profissional. A firma precisa ainda explicar por que está a utilizar uma mão de obra de fora, em detrimento da nacional.

Segundo os portugueses ouvidos pela Lusa, na maior parte dos casos, as firmas brasileiras não estão habituadas a esse trâmite e voltam atrás quando percebem a morosidade do processo.

"Só mesmo os grandes grupos internacionais estão preparados para contratar estrangeiros porque já fazem isso todos os dias, já têm os canais certos", afirma Cerqueira.

Queiroz, por sua vez, sublinha que o Brasil pode até ser o "El Dourado" que se vende em Portugal, mas apenas para alguns setores.

"Não adianta ser formado em artes cénicas e vir para cá achando que se vai arrumar emprego fácil. Há vagas em engenharia, mas até para outros setores relacionados, como arquitetura, já é mais difícil", alerta.

Outra exigência para o visto de trabalho é um contrato mínimo de dois anos, o que muitas vezes também desanima as empresas e dificulta a vida de profissionais autónomos ou “freelancer”.

O português Pedro Silva, dono de uma empresa de incentivo à prática de tênis no Rio de Janeiro, alerta ainda para o fato de a economia brasileira estar começando a enfraquecer, como consequência dos impactos da crise internacional.

"Não é preciso ser nenhum economista para perceber que um país em crescimento como o Brasil não tem como não ser afetado pela situação que a Europa e outros países estão a enfrentar, o país já começa a dar sinais de fraqueza", constata.

O conselho de Silva para os portugueses que ainda pensam em tentar oportunidades no Brasil é chegar com a mentalidade aberta, com disposição para aprender e adaptar-se às exigências do país.

"É preciso ter humildade e vir de peito aberto, com vontade de aprender o ‘modus operandi', não adianta chegar achando que já conhece e sabe tudo porque fomos nós que colonizámos o país há 500 anos, porque cada lugar tem suas regras", completa.

fonte: Lusa / SOL

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25
Mar 12

Portugueses emigram para o Brasil sem data de regresso

Aproveitar a oportunidade enquanto dura e seguir as tendências do mercado de trabalho são os objetivos dos emigrantes portugueses que chegam ao Brasil sem data marcada para voltar. Há quem decida estabelecer-se no Brasil, os que querem voltar logo que for possível e ainda os que deixam a decisão para mais tarde. Mas há truques que podem ajudar a adaptar e a viver no país.

«Vou estar aqui tanto tempo quanto queira e faça sentido. Mudamos tanto que, invariavelmente, esses prazos e metas não se cumprem», disse à Lusa o engenheiro e gerente de negócios de uma empresa de marketing digital, Ricardo Croner Bastos, 32 anos. 

Bastos desembarcou no Brasil em junho de 2011, após um ano sabático em que fez um MBA em Setúbal. Antes disso, trabalhou e estudou na Alemanha e na Inglaterra. «Quando estava em Portugal, na minha casa, pensei em ficar. Mas a crise instalada no país espanta essa vontade». 

Já o arquiteto Marcos Abreu, 28 anos, saiu do Porto e chegou ao Brasil há cerca de um mês, mas já traça uma meta temporal para o seu regresso. «Penso em ficar uns dois, três anos, até a situação em Portugal melhorar».

O empresário Miguel Gonçalves Português de Assis, 33 anos, quer fincar raízes no país americano. Sócio do irmão numa empresa que organiza eventos internacionais, mudou-se para São Paulo em julho do ano passado, com a mulher, para abrir uma nova sede do negócio. Sem pensar em voltar para Portugal, Assis diz esperar ter filhos brasileiros. «O Brasil é um país que agora sorri para pessoas empreendedoras, mas elas têm de trabalhar bastante». 

Para ajudar os compatriotas a enfrentar a falta de informação e a burocracia brasileiras, criou o grupo «Nova Geração de Patrícios» no Facebook, sem fins lucrativos, que conta com trocas de experiências entre portugueses. A página, que começou com 20 membros, conta hoje com mais de 1.350 pessoas. 

Brasil acolhe: quais os setores mais carenciados?

O mercado laboral do Brasil vê vantagens na nova vaga de emigração de portugueses, com boas qualificações, e, apesar de as autorizações de trabalho em 2011 não ultrapassarem as 1.600, o número foi o dobro face ao ano anterior.

Ao todo, foram concedidas 1.599 autorizações no ano passado (1.292 provisórias e 307 permanentes), face a 798 em 2010, que já havia sido o ano de maior emissão deste documento para portugueses, atraídos cenário de crescimento económico no Brasil, oposto ao cenário que se vive em Porttugal.

Segundo a Câmara Portuguesa Comércio no Brasil, os portugueses recém-chegados ao Brasil têm um padrão comum: são licenciados, têm entre 25 e 40 anos, e trabalham em áreas como arquitetura, engenharia, tecnologia, administração, gestão e gastronomia, além dos estudantes de programas de mestrado. 

A principal vantagem destes novos emigrantes é a formação. «Os europeus no geral que migram para o Brasil por conta da crise económica têm mais estudo e conhecimento técnico e profissional do que os brasileiros, e, por isso, conseguem colocar-se no mercado de trabalho», diz Grover Calderón, presidente da Associação Nacional de Estrangeiros e Imigrantes no Brasil. 

Por outro lado, setores industriais em crescimento abriram muitas vagas técnicas, que requerem menos qualificações, afirma Márcio Guerra, gerente-executivo adjunto de estudos e prospetiva do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Os setores da indústria mais promissores para novos trabalhadores sem qualificação específica são os vocacionados para consumo, construção civil, alimentação, confeção e automóvel, diz Guerra. 

Já os trabalhadores com mais estudos, afirma o gerente do SENAI, serão mais necessários no setor do petróleo e nos estados do Norte e Nordeste do país, que possuem menos mão de obra qualificada disponível e vão receber mais investimentos nos próximos anos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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16
Fev 12

Trabalhadores portugueses são «mais-valia» para o Brasil

Empresários brasileiros do sector do imobiliário residencial e turístico lembraram esta quinta-feira em Lisboa que o Brasil se debate com grande falta de mão-de-obra, considerando a experiência dos trabalhadores portugueses uma mais-valia para o crescimento do país.

«Não temos mão-de-obra. Não só qualificada, mas também sem ser qualificada», disse à agência Lusa Filipe Cavalcante, presidente da ADIT - Associação para o Desenvolvimento do Imobiliário e Turismo do Brasil, adiantando que essa falta se nota na maioria das áreas de actividade.

«Há meses que procuro 30 pedreiros. E são pedreiros, o que dirá engenheiros», adiantou Cavalcante, considerando «muito interessante» o actual movimento de portugueses para o Brasil.

«Acredito que nos próximo anos será um elo que se fortalecerá entre o Brasil e Portugal. Além de falarmos a mesma língua, [Portugal] tem uma experiência que pode ser muito válida no desenvolvimento do Brasil», acrescentou, citado pela Lusa.

Filipe Cavalcante falava à agência Lusa à margem de um seminário que hoje juntou num hotel de Lisboa empresários portugueses e brasileiros do sector do imobiliário residencial e turístico.

O seminário faz parte do programa de uma missão a Portugal de 20 empresários brasileiros para visitas técnicas e troca de experiências com congéneres portugueses.

«Nesta missão temos vários empresários que querem lançar empreendimentos integrados e bairros residenciais planeados, onde não há qualquer tipo de experiência dos profissionais brasileiros enquanto que em Portugal essa experiência existe. Por isso, acho que há muito espaço para parcerias», disse.

No mesmo sentido, Sérgio Villas Bôas Pereira, presidente do grupo urbanístico Cipasa, de São Paulo, identificou «uma falta muito grande» de mão-de-obra, especialmente na área das engenharias.

Adiantando que na sua empresa, cerca de 5 por cento dos 100 trabalhadores são portugueses ou espanhóis, Sérgio Pereira defendeu paralelamente a aposta na qualificação da força laboral brasileira.

«Os portugueses e espanhóis são muito bem-vindos porque são bastante qualificados e muito bem preparados. Acredito que a Espanha e Portugal vão superar esse momento de forma talvez até mais rápida do que se imagina, mas por enquanto será de grande valia tê-los connosco para fortalecer o crescimento que estamos a viver», disse.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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12
Fev 12

Brasil, o destino dos novos emigrantes

Professores, engenheiros, profissionais de saúde e da hotelaria têm procura em mercados externos.

"Empregos correm atrás das pessoas". A manchete de um diário de São Paulo resume bem o clima de procura de talentos que se vive no Brasil. As estimativas apontam para que sejam necessários quase oito milhões de profissionais, até 2015, no mercado de trabalho brasileiro. Recentemente foram divulgados números que apontavam para a necessidade de 50 mil engenheiros para empresas brasileiras.

No futuro, os países de língua portuguesa (Brasil, Angola e outros países africanos), Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia serão os destinos preferenciais, antevê Francisco Madelino, presidente demissionário do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Para o responsável deste organismo, em declarações feitas no balanço dos Dias do Emprego em Novembro, a procura de emprego no estrangeiro "é uma tendência natural nos portugueses e que, na actual conjuntura, não pode ser reprimida - porque constitui, de facto, uma alternativa válida e uma mais-valia em termos profissionais e de internacionalização".

O tema voltou à ribalta, na sequência das declarações do primeiro-ministro em entrevista ao "Correio da Manhã", na qual sugeriu que os professores sem emprego devem procurar novas qualificações ou procurar novas oportunidades, por exemplo, nos PALOP. As declarações foram mal recebidas, até porque é o segundo membro do Executivo a incitar à emigração. O primeiro foi o secretário de Estado da Juventude e Desporto.

Com a taxa de desemprego a rondar os 12,5%, este ano, muito acabam por procurar oportunidades lá fora. "Há uma quebra muito significativa em todos os sectores em Portugal", diz Amândio da Fonseca da EGOR, o que significa que emigrar "não é o seu sonho de carreira, mas um recurso, sobretudo para os mais qualificados", conclui.

Conscientes da qualificação dos profissionais portugueses e, simultaneamente, da sua disponibilidade para sair de Portugal à procura de melhores oportunidades, cada vez mais países europeus, têm vindo a recrutar no país.

Docentes do ensino básico e secundário e educadores de infância, por exemplo, são profissionais com grande procura por países como Reino Unido, Noruega, Alemanha, França, Suécia ou Finlândia, revela Francisco Madelino, presidente demissionário IEFP. Só a Alemanha disponibiliza 400 mil ofertas de emprego no portal do instituto de emprego alemão.

Esta procura estende-se a outras áreas, como engenheiros de diversas especialidades, excepto para a construção, ou profissionais das tecnologias de informação. Há também boas oportunidades para enfermeiros - nomeadamente na Noruega, que os procura activamente, segundo o embaixador Ove Thorsheim - assistentes sociais e cozinheiros e chefes de cozinha, revelam as conclusões do IEFP.

"Espanha, apesar da crise, continua ainda a registar algumas oportunidades, pela proximidade geográfica e da língua, com correspondente colocação de trabalhadores portugueses, em animação turística e desportiva, engenharias e hotelaria", acrescenta Francisco Madelino, apontando, porém, que esta oferta tem registado "um retrocesso muito significativo, nos últimos três anos".

Experiência prévia de trabalho no estrangeiro, acompanhada de uma preocupação com competências linguísticas, é uma das características que os empregadores estrangeiros procuram nos candidatos portugueses, "o que não significa que não surjam oportunidades para recém-graduados, muitas vezes enquadradas em programas de estágios", lembra o presidente do IEFP.

Existe ainda uma preferência por profissionais com experiência na gestão de projectos e supervisão de equipas, domínio de técnicas de investigação, experiência em teletrabalho, conhecimentos profundos em algumas linguagens de programação", conclui Francisco Madelino.

Portugueses agradam ao mercado internacional

Seja pela sua formação académica ou, apenas, por uma questão cultural, há certas características de base do profissional português típico que vão ao encontro das necessidades das empresas empregadoras no mercado global. Acima de qualquer outra, é valorizada a facilidade que os portugueses demonstram na aprendizagem de novas línguas, em particular o inglês. "O domínio do português é igualmente valorizado por empresas que procuram a sua internacionalização, ou desenvolvem projectos, em economias emergentes de língua oficial portuguesa, como Angola ou o Brasil", lembra Francisco Madelino, presidente demissionário do IEFP. Outras características que são valorizadas são: o nível de formação académica, que já é reconhecido internacionalmente; a facilidade de adaptação a novas culturas e ambientes multiculturais; e a capacidade para a resolução de novos problemas e situações, "o tradicional ‘desenrascanço'", comenta Francisco Madelino.

Portugueses que procuraram oportunidades noutros países

Director em Florença
"Gostei da ideia de fazer carreira num grupo internacional". A frase é de Nuno Moreira, economista licenciado pela FEP, e que trabalha no grupo Kme Group SpA, desde 2001 e serve para explicar porque deixou Portugal para trás. Começou por ir para Barcelona onde se manteve durante seis anos. Em 2008 foi para Paris e, hoje está em Florença, na sede do grupo líder mundial no fabrico e comercialização de produtos em cobre. Nuno é director de uma unidade de negócio que factura 400 milhões de euros. Diz que as maiores dificuldades estão ligadas ao facto de "deixar para trás todo um suporte, ou seja, um país que se conhece por algo desconhecido. A este acresce, "a adaptação a uma nova cidade e criar uma nova vida social longe da família e dos amigos", acrescenta.

Apostar no Luxemburgo
Com indemnização que recebeu pela saída do último emprego em Portugal, Tiago Madeira rumou à Irlanda, em 2005. Não tinha emprego garantido, mas a dinâmica do mercado de trabalho dava bons sinais, além disso, a língua inglesa facilitava. Uma semana após aterrar em Dublin, arranjou emprego num supermercado a ganhar 300 euros por semana. Três anos depois estava no seu terceiro emprego, mas resolveu deixar a Irlanda com um salário de 1.900 euros e um contrato sem termo. Certo de que o mercado tinha lugar para pessoas com o seu perfil e decidido a viver no centro da Europa, foi para o Luxemburgo. Hoje, é agente de viagens naquele país, onde vive com a mulher e a filha. Com um orçamento familiar de 6.500 euros, tem a certeza de que está num dos países com melhores infra-estruturas para construir uma família.

Professora em Boston
Sónia Almeida não tem dúvidas que ter emigrado foi a melhor coisa que fez. Aos 33 anos, não olha para trás com arrependimento. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa (2001), seguiu para Londres e, em 2004, estava matriculada na Slade School of Fine Art, da University College London, onde tirou o mestrado de Pintura. Foi em Bedford, que se empregou como técnica de gravura numa escola secundária. Em 2008 vai para os EUA, para Boston. Mantendo sempre em primeiro plano a carreira de artista plástica, em 2010, começa a trabalhar como professora de Pintura da Massachusetts College of Art and Design em Boston. "Se tivesse ficado em Portugal estaria no desemprego ou tinha-me dedicado às artes decorativas", diz, hoje, Sónia Almeida.

Analisar mercado asiático
Diogo Nunes vive fora de Portugal há quatro anos. Licenciado em Economia, sempre ambicionou uma "carreira internacional": "O facto de ter feito o Erasmus na Dinamarca aguçou-me o apetite". Pelo que assim que foi desafiado por uma multinacional portuguesa para ir para a Austrália não pensou duas vezes. "Não tive como recusar", adianta. Mas será tudo fácil para quem emigra? Diogo é peremptório: "Não, a principal dificuldade foi o desconhecimento das empresas portuguesas no exterior". A nível particular diz que "o fuso horário também foi complicado, para além de trabalhar muitas horas". "Obrigava-me a estar contactável 18h por dia". Hoje está em Singapura onde é responsável pela prospecção de uma empresa portuguesa no mercado asiático.

Enfermeira na Suíça
Ângela Faria, 24 anos, terminou a licenciatura de enfermagem, em Março, mas o seu primeiro emprego acabou por ser numa loja de um centro comercial. No entanto, não desistiu de exercer a profissão para a qual estudou durante quatro anos na Escola Superior de Saúde de Santarém. Desempregada, decidiu visitar um casal de amigos portugueses que vivem na Suíça. A ideia de emigrar começou a ganhar vida. Em Agosto, enviou o seu currículo para uma instituição de cuidados continuados, em Lausanne. Nas duas primeiras semanas de Outubro, já estava a estagiar na instituição suíça com a possibilidade de assinar um contrato sem termo no início de Dezembro, o que acabou por acontecer. Na Suíça, Ângela ganha seis vezes mais do que um enfermeiro em Portugal, por isso não pretende voltar tão cedo.

Jornalista em Londres
Depois de ter concluído um mestrado internacional de Jornalismo, Bruno Alves, de 30 anos, procurou emprego em Portugal durante um ano em 2007. Sem resposta, foi então que decidiu emigrar levando na bagagem uma "visão muito pessimista do mercado de trabalho em Portugal", que avalia como sendo "pouco meritocrático". Hoje está em Londres e é editor de uma revista e website ‘business-to-business' que cobre parcerias público-privadas e privatizações na área das infra-estruturas a nível global. Por mês, obtém um rendimento de 2.700 euros líquidos fora prémios que podem ascender aos seis mil euros anuais. Londres foi a cidade escolhida por considerar ser "de longe a que tem mais oferta nessa área".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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29
Jan 12

Brasil precisa de 60 mil engenheiros

O Brasil está cheio de oportunidades de trabalho.

Com a realização no país do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, a carência de mão-de-obra estrangeira é maior na área de Engenharia Civil.

A aproximação do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 tem aquecido o mercado de trabalho brasileiro e proporcionado diversas oportunidades para estrangeiros com objectivo de trabalhar no país. Com a pujança económica do Brasil - e o resfriamento dos mercados nas grandes potências -, a procura de estrangeiros por um espaço no mercado de trabalho brasileiro tem aumentado de ano para ano.

Mais do que a receptividade atribuída à cultura e população brasileira, a carência de mão- de-obra em sectores específicos da economia é o principal factor atractivo. O ano passado, só até final de Junho, já haviam sido autorizados 26.545 trabalhadores de outras nacionalidades a trabalhar no Brasil. A maior parte desses imigrantes - cerca de 52,92% do total - já tinha terminado os estudos universitários.

Por outro lado, desde 2008, é decrescente o número de autorizações não concedidas pelo Ministério do Trabalho. Entre Janeiro e Junho de 2011, 866 vistos tinham sido negados - cerca de 25% deles por indícios de que viriam substituir mão-de-obra nacional.

Com o país transformado num grande estaleiro de obras graças aos dois eventos internacionais que terão lugar no Brasil, um dos sectores ainda bastante desfasados no mercado de trabalho nacional é o de engenharia - principalmente civil. Segundo a ‘partner' de Human Capital da Ernst & Young, Raquel Teixeira, há um défice de 60 mil engenheiros no mercado nacional.

Muitas oportunidades também se têm concentrado no sector de óleo e gás, uma vez que a descoberta, pesquisa e exploração do pré-sal criou novas necessidades de profissionais para o mercado brasileiro. Faltam técnicos especializados no trabalho de prospecção e gestão das actividades neste sector. Não é por acaso que as plataformas de petróleo em todo o litoral brasileiro são preenchidas por trabalhadores de diversas nacionalidades - mais estrangeiros que propriamente brasileiros.

Portugueses

A entrada de portugueses no Brasil é crescente. Em 2010, foram concedidas 798 autorizações, enquanto, entre Janeiro e Junho de 2011, o Ministério do Trabalho já havia concedido 509 vistos de trabalho para o país. A maior parte deles - 211, segundo dados do Ministério do Trabalho - têm-se direccionado para o Estado de São Paulo, cuja capital é o principal centro financeiro do país.

Segundo Raquel Teixeira, os portugueses chegam ao Brasil sobretudo para preencher cargos directivos, ou seja, já encaminhados por multinacionais com actuação em Portugal. "Geralmente os portugueses que desembarcam aqui não têm um perfil muito técnico", adianta a responsável da Ernst & Young.

Americanos, filipinos e indianos

Actualmente, a maioria dos imigrantes que vai trabalhar para o Brasil chega dos Estados Unidos. Segundo Raquel Teixeira, a maior parte dos 7.550 americanos que conseguiram visto de trabalho no país, no mesmo período em análise, trabalham em cargos de direcção em multinacionais locais.

Entre Janeiro e Junho de 2011, o Brasil já tinha autorizado também o trabalho de 6.531 filipinos, que compõem o segundo lugar na concessão de vistos de trabalho. A maior parte deles recebe autorização para trabalhar em navios turísticos que aportam no litoral brasileiro.

Os indianos são conhecidos internacionalmente pelo trabalho na área das Tecnologias de Informação. Graças a essa habilidade, no primeiro semestre do ano passado, 3.237 foram autorizados a trabalhar no Brasil.

Brasil

O maior país lusófono do mundo é também a maior economia da América do Sul. Com mais de 192 milhões de habitantes, é o único onde se fala português em todo o continente americano. Resultado da imigração vinda de muitos países, o Brasil é uma das nações mais multiculturais e com mais diversidade de etnias do planeta.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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