09
Jan 13

Quase metade dos portugueses preferia trabalhar por conta própria

São mais os que optariam por ser trabalhadores por conta própria. Mas a maioria considera que ter um negócio pode não ser a melhor opção. Dados do Eurobarómetro.


Os portugueses ficam divididos quando se confrontam com a pergunta: se pudesse escolher, preferia ser empregado ou trabalhar por contra própria? Perto de metade (49%) optaria por este último, enquanto 47% escolheriam ser trabalhador por conta de outrem, revela um inquérito do Eurobarómetro publicado nesta quarta-feira. Mas se são mais os que desejam, em teoria, ter o próprio negócio, a maioria indica que este pode não ser o melhor caminho.

Ao contrário de Portugal, onde há um equilíbrio de respostas sobre o tipo de emprego, na União Europeia (UE), há mais cidadãos que preferem o estatuto de empregado (58%) ao de patrão (37%).

O inquérito foi feito a 42.080 cidadãos de 40 países (os 27 da UE e mais 13), sendo que em Portugal foram inquiridas mil pessoas.

Os dados mostram que, face há três anos, há menos cidadãos – portugueses como outros europeus – que querem trabalhar por conta própria. Com a crise económica e financeira, as perspectivas comerciais são piores – “menos promissoras”, enquadra a Comissão Europeia – e isso reflecte-se nas preferências dos inquiridos.

No caso português, do universo que optaria por um emprego por contra própria, a maioria refere a independência como a principal motivação (55% das pessoas). A segunda razão, referida por 23%, tem a ver com a liberdade de escolha do horário e do local de trabalho; e a terceira vantagem, indicada por 16% dos inquiridos, é a expectativa de obterem rendimentos mais elevados. Razões que são também apontadas por esta ordem pelos outros europeus.

Estes dados devem, no entanto, ser lidos com cautela, já que são os próprios inquiridos que reconhecem, na sua maioria, que assumir a condução de um negócio pode na prática não ser a melhor opção em Portugal. Para 51%, o emprego por conta própria não é desejável, havendo neste grupo 26% a indicarem que “não é muito desejável” e 25% que apontam que “não é de todo desejável”.

Do lado oposto estão 47% dos inquiridos (22% consideram este um cenário “muito desejável” e 25% “bastante desejável”).

O medo de o negócio falhar assusta a maioria. A entrada da empresa em bancarrota, o risco de a pessoa perder a propriedade e de se perder dinheiro são os maiores receios. A isto se refere, aliás, o Antonio Tajani, vice-presidente da Comissão e responsável pela Indústria e Empreendedorismo, quando sublinha que concretizar um projecto exige riscos e esforços pessoais. “Os empresários [europeus] são os heróis do nosso tempo”, diz numa nota da representação da Comissão Europeia em Portugal.

Na verdade, menos de um quarto dos portugueses inquiridos disse ter aberto ou planeado abrir um negócio. Nisto, os portugueses acompanham a tendência europeia, já que na UE 77% refere nunca ter aberto ou programado abrir uma empresa.

Num momento em que o desemprego está num nível recorde na zona euro (em Portugal acima dos 16%, segundo o Eurostat), Bruxelas considera que a Europa precisa de mais empresários para o crescimento ser retomado e haver criação de postos de trabalho.

“Responsáveis pela criação de quatro milhões de novos empregos por ano, são as novas empresas, em especial as pequenas e médias empresas (PME), quem cria mais novos postos de trabalho na Europa”, refere-se numa nota da representação da Comissão em Portugal, a propósito de um plano apresentado por Antonio Tajani para apoiar as PME.

fonte:http://www.publico.pt/


publicado por adm às 21:03 | comentar | favorito
15
Mai 12

As desculpas e truques insólitos para faltar ao trabalho

É prática comum inventar uma desculpa, uma «mentirinha», aparentemente inofensiva, para não ir trabalhar um dia ou dois. Mas na verdade, de inofensiva esta prática não tem nada, até porque o impacto na economia não é desprezível.

Depressão, enxaqueca, febre, dor de costas ou até mesmo a morte de um familiar são algumas das desculpas mais frequentemente usadas por quem se quer «baldar» a um dia de trabalho.

Um estudo citado pelo jornal espanhol «Cinco Dias», da responsabilidade do especialista Francisco Canals, mostra que existem dois tipos diferentes de «trapaceiros» no que toca às desculpas para não trabalhar e, nalguns casos, receber subsídios por isso.

«Um, inocente e comum», que procura apenas escapar de um ou dois dias de trabalho ou prolongar um fim-de-semana e que finge patologias impossíveis de confirmar ou desmentir, como uma dor de cabeça ou de costas. E outro, «fraudulento», que vai mais longe e que tenta mesmo enganar o sistema, fingindo uma doença mais grave e submetendo-se a juntas médicas para conseguir subsídios por doença, a cargo da Segurança Social.

Baixas falsas viram negócio na net

As «baixas fingidas» são um verdadeiro negócio, que muitas vezes passa pela Internet. Nos últimos anos proliferaram os blogues e fóruns onde aqueles que querem enganar as empresas e o Estado se reúnem e trocam ideias e métodos fraudulentos para se parecer doente sem se estar e para ainda se receber por isso. O «Cinco Dias» revela mesmo que existem sites na Internet onde se listam todos os passos a seguir para se tornar num autêntico «profissional do engano».

Entre as práticas levadas a cabo pelos «preguiçosos» estão algumas que o próprio especialista descreve como «muito imaginativas e engenhosas».

Os truques insólitos para «forjar» uma doença

Um bom exemplo do insólito a que estes casos chegam é o método de colocar uma rodela de cebola na axila para simular uma alergia ou urticária. Outro passa por colocar durante meia hora meia laranja na planta dos pés para simular uma febre. Há quem recomende aquecer várias frutas no micro-ondas e comê-las quentes, para provocar fortes dores de estômago e quem «snife» giz, algo realmente perigoso para a saúde, já que um dos riscos secundários provocados por esta prática é a pneumonia.

Diz este especialista que basta navegar alguns minutos na Internet para encontrar páginas especializadas em ensinar truques e desculpas para não trabalhar. Mais do que isso: essas páginas oferecem outro tipo de serviços aos interessados, como atestados médicos falsos, esquemas e provas infalíveis para apresentar aos chefes.

Empresas começam a recorrer a detetives para combater estas fraudes

Muitas empresas em Espanha estão já a recorrer a ajuda profissional para evitar este tipo de fraude, como detetives privados.

«Cerca de 40% dos casos em que os escritórios de detetives privados trabalham foram encomendados por sociedades mútuas e 10 a 20% por empresas», afirma o professor em estudos de investigação privada na Universidade de Barcelona e detetive privado, Enrique de Madrid. Existem mesmo detetives especializados neste tipo de caso.

O último estudo elaborado pela associação patronal catalã PIMEC revela que o custo direto por causas ocasionais em Espanha ascendeu a 10.840 milhões de euros em 2010, o que representa 1,15% do Produto Interno Bruto (PIB) do país vizinho.

O relatório revela também que o dia mais propenso ao absentismo é a segunda-feira (com 25%), diminuindo depois à medida que a semana avança. O estudo revela que há também um aumento no período pós-férias e uma diminuição nos dias que antecedem as férias.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:49 | comentar | favorito
30
Abr 12

Aliviar a tensão no trabalho

Uma pequena «dose» de tensão pode até ajudar a atingir certas metas profissionais, mas o stress prolongado é diferente, e, para aliviar os seus efeitos, o nosso organismo precisa de uma alimentação correta.
 
No emprego, o stress resulta de uma combinação de fatores, nomeadamente do volume de trabalho, a coação dos prazos e a pressão dos resultados. Quando os intervalo para as refeições são demasiado curtos, as pessoas sentem-se tentadas a recorrer a doces e bebidas com muita cafeína para obterem energia rápida. Contudo, esses alimentos só agravam a situação.
 
 
Nós e o stress
A nossa resposta à pressão – seja física ou psíquica – traduz-se na libertação na circulação sanguínea de uma hormona, a adrenalina, que provoca a aceleração do ritmo cardíaco e a subida da tensão arterial. A resposta de «fuga ou luta», um legado do nosso passado de homem das cavernas, tem como objetivo aumentar a força física que nos permite enfrentar o inimigo ou fugir ao perigo.

Contudo, a natureza sedentária da atual vida profissional significa que a frequente libertação de adrenalina que sofremos não tem escape adequado no esforço físico. Os níveis da hormona do stress podem subir muito acima do normal e não regressar aos anteriores, originando hipertensão e colesterol elevado, reduzindo a eficácia do sistema imunitário e delapidando o organismo das reservas de vitaminas e minerais. Podemos ter sintomas típicos de stress e arriscarmo-nos a sermos menos eficazes no desempenho profissional por causa deles.

O estilo de vida pode também contribuir para o aparecimento daqueles efeitos negativos devido a uma alimentação incorreta, ao excesso de álcool e à falta de exercício físico. Tudo isto pode afetar  saúde a curto como a longo prazo.

Lidar com a pressão. Existem formas eficazes de lidar com o stress. Não é a pressão do trabalho que faz aparecer sintomas como hipertensão, mas sim a forma como lidamos com as situações de stress – certas pessoas reagem compensando-se através de guloseimas ou de bebidas alcoólicas ou reduzindo a atividade física, acabando por ganhar peso e sofrer de hipertensão.
 
 
Alimentação anti-stress
Para fazer face à pressão do trabalho, é fundamental melhorar a alimentação, reduzir o consumo de álcool e fazer muito exercício. Assim, deverá escolher alimentos especialmente adequados para combater o stress.
 
Quando os sistemas nervosos e imunitários estão sob pressão, o corpo gasta rapidamente as reservas de energia. Para recuperar estas reservas, é necessário aumentar a ingestão de vitaminas do complexo B, que ajudam a libertar a energia dos alimentos e a torná-la disponível para o organismo.

Entre as melhores fontes alimentares de vitaminas do complexo B, contam-se os cereais integrais, laticínios, leguminosas, fígado, legumes verdes, marisco, carne magra, ovos, frutos secos, sementes e fruta seca.
Reforçar a imunidade. Períodos prolongados de stress podem enfraquecer o sistema imunitário. Coma muitos citrinos, ricos em vitamina C, para aumentar a resistência aos vírus.

Reduzir a fadiga. Os hidratos de carbono, como pão e arroz integrais, batatas e massas, proporcionam um fornecimento estável de açúcar ao sangue, mantendo constantes os níveis de energia. Estes alimentos libertam energia de forma regular e constante, pelo que são muito mais eficazes do que os doces, que libertam um curto pico de energia.

Banir o sal. Níveis elevados de sal podem provocar hipertensão. Reduza o consumo de presunto, aperitivos, bacon, azeitonas e queijo e evite as refeições pré-preparadas, habitualmente muito salgadas.
 
 
Stress e apetite
O stress pode afetar os hábitos alimentares. Embora cada pessoa seja um caso, as mulheres costumam comer mais em situações de tensão, sobretudo alimentos açucarados, como bolachas, biscoitos e chocolate. Assim, arriscam-se a ingerir demasiadas calorias e muito poucos minerais e vitaminas.Os homens, pelo contrário, costumam comer menos quando sujeitos a pressão, mas têm tendência para consumir mais álcool.
 
Mudar os hábitos alimentares. Um primeiro passo no caminho de uma vida profissional sem stress é substituir bolachas, biscoitos e chocolates por outros alimentos mais saudáveis, como alperces secos, pacotinhos de mistura de passas e frutos secos ou bolachas em açúcar.
 
O passo seguinte é não deixar de almoçar mesmo que não se tenha apetite. Desta forma, obtém energia para trabalhar durante a parte da tarde, sem ter a necessidade de petiscar quando a tensão abrandar e surgir o apetite.

Cuidado com a cafeína. Se estiver sob pressão devido a um prazo apertado, não ceda à tentação de substituir o almoço por várias chávenas de café forte, hábito que, a longo prazo, lhe irá trazer problemas. A cafeína provoca hipertensão, que combinada com os efeitos de stress, pode causar graves problemas de saúde.
 
Se costuma consumir alimentos com elevados níveis de cafeína  e suplementos de cafeína para aguentar períodos mais longos de trabalho, arrisca-se a ver subir a sua tensão arterial. Não tome mais de duas ou três bebidas com cafeína por dia e beba muita água ou sumos de fruta.
fonte:http://www.seleccoes.pt
publicado por adm às 22:50 | comentar | favorito
12
Jan 12

Chamadas de trabalho à distância contam como hora extra

E-mails ou chamadas de trabalho à distância contam como hora extra no Brasil. A lei está a gerar polémica entre empregados e patrões. Por cá, o tema «horas extra» está a ser discutido em sede de Concertação Social, mas para que os funcionários trabalhem mais tempo por dia sem remuneração, para aumentar a competitividade das empresas, nesta altura de crise profunda em Portugal.

Já do outro lado do Atlântico, num país onde a crise não entra, a conversa é outra. A legislação diz que o uso de telemóveis ou e-mails para contactos entre empresas e funcionários equivalem, para fins jurídicos, às ordens dadas directamente aos empregados, segundo a «Folha de S. Paulo».

Na prática, isso aumenta a margem para que os funcionários que trabalham à distância, após cumprirem o seu horário normal, possam ser remuneradas pelo tempo extra de actividade.

Já os patrões fazem uma interpretação totalmente diferente da lei, alegando que o objectivo do projecto lei do deputado Eduardo Valente, de 2004, que deu origem à alteração legislativa, era apenas regular o trabalho à distância.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:59 | comentar | favorito
11
Ago 11

Alemães querem acabar com beijos no local de trabalho

É um hábito normal em Portugal, em França, nos outros países do Sul da Europa e até na América Latina, mas na Alemanha não é lá muito apreciado, apesar de estar a crescer a olhos vistos.

O hábito de cumprimentar colegas de trabalho com um beijinho, dois ou até três (como os franceses ou os suíços), é cada vez mais usado na Alemanha, mas parece que muitos alemães se sentem incomodados com isso.

Uma associação alemã que se dedica a preservar as regras da etiqueta e do comportamento em sociedade, a Knigge, quer que o hábito dos beijinhos seja abolido dos locais de trabalho, já que é desconfortável para muitos. 

O presidente desta sociedade, Hans-Michael Klein, disse citado pela BBC que recebeu 50 e-mails «preocupados» de trabalhadores alemães sobre esta matéria, só este ano. E aconselha as pessoas a ficarem-se pelo tradicional aperto de mão quando no local de trabalho.

«As pessoas dizem que este não é um comportamento tipicamente alemão, que vem de lugares como a Itália, a França e a América do Sul, que pertence a um contexto cultural específico e que não gostam disso», afirma. 

«Não podemos proibir, mas temos de proteger as pessoas que não querem ser beijadas. Por isso, sugerimos que, se as pessoas não se importarem, anunciem essa posição através de um papelinho colocado nas suas secretárias».

A sociedade promoveu uma reunião para debater o assunto e decidiu levar a cabo uma sondagem junto de pessoas nas ruas e nos seus seminários. «A maioria das pessoas diz que não gosta deste hábito. Sentem que existe, de alguma maneira, um aspecto erótico, uma forma de contacto físico que pode ser usada pelos homens para se aproximarem das mulheres».

Segundo o presidente, existe na Europa «uma zona de distância social» de 60 cm que deve ser respeitada.

O nome desta sociedade, sediada num castelo a 80 km de Dortmund, no Oeste da Alemanha, Knigge, significa «comportamento próprio/apropriado». Antes desta matéria, a sociedade dedicou-se a dar indicações aos alemães sobre a forma correcta de terminar uma relação através de mensagens escritas e como lidar com um nariz a pingar, quando em público.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:33 | comentar | favorito
09
Jul 11

Jovens confiantes com mais facilidade em ter trabalho

Os jovens com maior confiança nas suas capacidades de procura de emprego e de lidar com "emoções negativas" associadas ao contexto laboral encontram trabalho mais facilmente, segundo um estudo de uma investigadora do ISCAP divulgado hoje.

De acordo com um comunicado enviado pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP), a dissertação de doutoramento de Diana Aguiar Vieira abrangeu um grupo de cerca de 500 alunos a entrar no mercado de trabalho e concluiu que os jovens com maior confiança nas suas capacidades relativamente à procura de emprego passam menos tempo a fazê-lo "e têm maior facilidade em arranjar um bom lugar no mercado de trabalho".

O doutoramento com o título "Perspetiva sociocognitiva da transição do ensino superior para o trabalho: a influência da autoeficácia e dos objetivos numa transição vocacional" venceu a sexta edição do prémio Agostinho Roseta na categoria Estudos e Trabalhos de Investigação, atribuído pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, ex-aequo com dois investigadores da Universidade de Coimbra.

O estudo incidiu sobre o percurso dos alunos a finalizarem os seus cursos e, mais tarde, quando já entravam no mercado laboral, o que permitiu à professora do ISCAP e doutorada pela Universidade do Porto identificar que "a autoeficácia e os objetivos traçados influenciam positivamente o sucesso na transição para o trabalho".

Em comunicado, a instituição salientou, também, a importância "do contexto académico e familiar na configuração das trajetórias" profissionais.

fonte:http://www.dn.pt/i

publicado por adm às 20:06 | comentar | favorito