12
Out 14

Entre 70 a 80% dos portugueses estão dispostos a emigrar

Entre 70 a 80% dos portugueses estão dispostos a trabalhar fora do país. Esta é uma das conclusões do estudo Decoding Global Talent, elaborado pela The Boston Consulting Group (BCG), que destaca que mais de metade dos trabalhadores a nível mundial (63,8%) está disposto e emigrar.

Portugal está no conjunto de países que, devido à situação económica mais instável, tem como fatores explicativos desta tendência a oportunidade dos trabalhadores progredirem profissionalmente fora do país e de terem melhor qualidade de vida.

Já os trabalhadores de países com padrões de qualidade de vida mais elevados justificam a disponibilidade para trabalhar em território internacional pela própria experiência, explica a análise da BCG.

O relatório da BCG indica também a lista dos 10 países para os quais os portugueses estão mais dispostos a emigrar por motivos profissionais:

Reino Unido (61%) surge à cabeça, seguido de Espanha (51%), Suíça (51%), EUA (48%), Brasil (45%), França (45%), Luxemburgo (43%), Alemanha (43%), Holanda (38%) e Austrália (37%).

"O desafio para as empresas portuguesas consiste em definirem propostas de valor atrativas para os seus trabalhadores, que incluam aspetos de mobilidade, aprendizagem, novas experiências e desenvolvimento profissional", defende Carlos Barradas, Senior Partner & Managing Director da BCG Portugal.

O mesmo responsável destaca ainda que "o interesse em trabalhar fora do país tem muitas vezes a ver com a falta de coerência das propostas de valor que têm nos seus locais de trabalho atuais e a falta de adequação às suas expectativas."

No seguimento desta ideia, a BCG defende ser essencial que as grandes empresas antecipem esta tendência mundial de mobilidade, tendo em atenção quatro implicações principais:

- Revisitar as propostas de valor atuais, com particular enfoque nas políticas de mobilidade funcional e internacional;

- Assumir que a mobilidade a nível global tem como consequência a competição global pelos melhores profissionais, incluindo os portugueses;

- Alinhar a sua estratégia de Recursos Humanos com as expectativas dos trabalhadores - aprendizagem, trabalhar em inglês, reconhecimento e bom relacionamento com colegas e superiores;

- Conceber novas estratégias de recrutamento, incluindo a contratação de recursos humanos fora do país.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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23
Dez 13

Europa sem fronteiras também leva jovens a emigrarem por realização profissional

A noção da Europa sem fronteiras também é motivação para os jovens portugueses emigrarem em busca de uma realização profissional que, segundo eles, não se deve limitar ao país ao qual pertencem.

De acordo com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, entre 100 a 120 mil portugueses saíram do país este ano, uma emigração "bastante alta", mas que se manteve estável devido à falta de emprego nos outros países.

Carina Bártolo de 25 anos e Rui Vardasca de 26 têm em comum o facto de não terem limitado o seu sucesso profissional a Portugal. Ambos admitem que a noção de uma Europa sem fronteiras os levou a Paris, por razões profissionais, mas que os pode levar para qualquer outra parte do mundo.

Rui Vardasca está há dois anos em Paris. Licenciado em gestão pela Universidade Lusófona foi o curso de hotelaria que tirou posteriormente, em Marbella, que o levou a Paris.

"Tive a oportunidade de trabalhar para uma das maiores cadeias do mundo, tive a oportunidade de trabalhar na cidade que recebe mais turistas do mundo. Não pensei duas vezes", disse à Lusa.

Carina nunca tinha pensado em emigrar. Estudou ciências da comunicação na Universidade Nova de Lisboa, estagiou em rádio e em televisão. Apesar de ter encontrado emprego na área, não conseguiu recusar a oportunidade de trabalhar fora do país. Está em Paris desde Abril.

"Sentia que não tinha mais por onde crescer [em Portugal] e o que me pagavam não dava para sobreviver", explicou.

"O que me atraiu mais em Paris foi obviamente o ordenado que eu vim receber e a possibilidade de estar em contacto com novas culturas e viajar, que era uma coisa que eu sempre gostei. Andar na rua, conhecer histórias, conhecer pessoas".

Um artigo recente do sociólogo e funcionário da embaixada de Portugal em França para assuntos jurídicos e sociais, Jorge Portugal Branco, não nega a existência "de uma nova mão-de-obra emigrante, altamente escolarizada e qualificada profissionalmente, vinda para o estrangeiro na procura de mais oportunidades e salários mais aliciantes, que equaciona os percursos profissionais em termos de mercado europeu - e não apenas nacional".

O mesmo artigo, publicado na revista de sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, apresenta dados recentes do Eurostat relativos "às comunidades estrangeiras presentes nos países da UE" que revelam que "37% (11,3 milhões pessoas) dos estrangeiros residentes na UE-27 provêm de outro Estado Membro".

"Não faço questão de continuar em França. Estou a tentar ao máximo viver os meus sonhos, sem que o meu país me condicione, sem que o governo de cada país nos condicione. E é o que eu sinto, essa é a minha maior frustração, é sentir que temos muito para dar e que não nos deixam", admitiu a jornalista.

Para Rui também não é obrigatório ficar por Paris. Trabalha numa cadeia de hotéis internacional e isso dá-lhe a possibilidade de poder trabalhar em qualquer parte do mundo.

"Tanto posso ter um trabalho nos Estados Unidos, como posso ter um trabalho na Ásia, ou seja, tenho uma rede de oportunidades muito grande, que me permite, de um dia para o outro, ir procurar um emprego e ter um emprego numa outra cidade".

Carina sabe que "quase metade das pessoas que estudaram" consigo estão no estrangeiro, e Rui contabilizou sessenta colegas na sua turma de hotelaria, sendo que "quase nenhuma ficou a trabalhar na sua cidade natal".

Os jovens admitem que a noção de globalização com a qual cresceram e a ideia de uma Europa sem fronteiras lhes permite equacionar uma vida que pode passar por qualquer parte do mundo, o que, como comprovam os dados citados do Eurostat, é uma tendência em toda a UE e que não se reduz aos jovens portugueses.

"Não me vejo a voltar. Talvez daqui a uma década, ou mais, se tiver realmente um bom dinheiro de parte para investir num negócio meu", admitiu Carina Bártolo.

"Obviamente que uma parte de mim gostaria de voltar, gostaria de estar a trabalhar ao pé da minha família, de estar ao pé da praia, estar a trabalhar numa cidade que conheço, que adoro, mas está complicado, o nível de vida em Portugal não é o mesmo que aqui", sublinhou Rui Vardasca.

fonte:Lusa/SOL

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07
Mai 13

Emigração portuguesa para a Alemanha subiu 43%

A emigração de portugueses para a Alemanha sofreu um aumento de 43% entre 2011 e 2012, com mais quatro mil entradas em relação ao ano anterior. Os números foram divulgados pelo departamento oficial de estatísticas alemão, o Destatis. Segundo o Observatório da Emigração, há cerca de 115 mil portugueses na Alemanha.

A Alemanha teve um saldo migratório positivo de 369 mil pessoas, o mais elevado desde 1995. O maior aumento nas entradas correspondeu a cidadãos da União Europeia (18%), mais 96 mil em relação à 2011, situando em 638 mil o número de estrangeiros oriundos desta região no país.

Houve um aumento de 45% de imigrantes oriundos de Espanha (mais nove mil entradas), de 40% provenientes de Itália (mais 12 mil) e de 43% de imigrantes gregos (mais 10 mil entradas) em relação a 2011.

O segundo grupo de procedência que o Destatis referiu foi o dos países que ingressaram recentemente na União Europeia, como Eslovénia, Hungria, Roménia e Bulgária. Dos países não-membros da União Europeia, chegaram à Alemanha mais 127 mil pessoas, um aumento de 14%, e do resto do mundo entraram mais 195 mil, um aumento de 7,6% em relação a 2011.

Os restantes imigrantes correspondem a pessoas de procedência desconhecida ou não clarificada. A maioria destes chegou por via marítima.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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17
Jan 13

Quase que duplicou o número de pessoas que saíram de Portugal

Angola, Reino Unido, Suíça, Espanha, Alemanha, Luxemburgo, Brasil e a Holanda são os países que mais receberam portugueses. Outro dado a assinalar é que há milhares de crianças e adolescentes que emigraram entre 2010 e 2011. 


A emigração cresceu 85% entre 2010 e 2011, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. A faixa etária em que mais se registou a saída foi entre os 25 e 29 anos. 

Os números do INE sobre estimativas anuais de emigração indicam que em 2011 emigraram, no total, 43.998 pessoas, incluindo cidadãos de Portugal e estrangeiros, ou seja mais 20.238 do que em 2010, ano em que emigrou um total de 23.760 pessoas, registando-se um aumento de 85% em apenas um ano. 

Do total de 43.998 pessoas que abandonaram Portugal, estima-se que 41.444 seriam portugueses e 2.554 nacionalidades estrangeiras. Já em 2010, o INE estima que tenham saído de Portugal um total de 23.760 indivíduos (16.899, em 2009).

E se em 2010 o maior número de emigrantes se situava na faixa etária dos 20 e 24 anos (3.815 emigrantes), em 2011 a maior fatia de indivíduos a abandonar Portugal tinha entre 25 e 29 anos (5.876), logo seguida dos indivíduos entre os 20 e 24 anos (5.784) e entre 30 e 34 anos (5.027). 

Um dado a assinalar é que há milhares de crianças e adolescentes que emigraram entre 2010 e 2011. 

Quanto ao país de destino, dos 23.760 indivíduos emigrantes em 2010, 19.418 terão ido para um outro país da União Europeia (UE) e 4.342 deslocaram-se para um país fora da UE. 

Segundo dados disponibilizados pelo Observatório da Emigração, Angola, Reino Unido, Suíça, Espanha, Alemanha, Luxemburgo, Brasil e a Holanda são os países que mais receberam emigrantes portugueses. 

Os países que também receberam portugueses, mas em menor número, foram: Noruega, Dinamarca, Suécia, Macau, Áustria, África do Sul, Austrália e Argentina e Nova Zelândia.

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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12
Jan 13

Emigram mais e enviam mais dinheiro para Portugal

Remessas até outubro de 2012 aumentaram 12% face a 2011. De Angola, o crescimento foi de 49%; da Alemanha, 55%

 

Os números do Banco do Portugal são claros: as remessas dos emigrantes aumentaram 12,6% no ano passado face a 2011 - são mais de 2 mil milhões de euros que chegaram a Portugal e esse crescimento é consequência natural do aumento da emigração.

Mas estes novos emigrantes parecem preferir destinos menos tradicionais, e têm outros planos para o futuro:emigram mais e enviam mais dinheiro para casa e serão cerca de 100 mil emigrantes, por ano; mas para que destinos seguem agora os novos emigrantes portugueses, já sem a tradicional mala de cartão? E que tipo de trabalhadores são estes?

«É um emigração com uma componente masculinizada forte, muito ligada a componentes ténicas ou à construção civil, portanto é normal que ainda tenham uma série de elementos que os ligam a Portugal - ainda têm o que pagar em Portugal [como casa, por ex.] e uma parte da família cá», explica Jorge Malheiros, professor da Universidade de Lisboa, do Instituto de Geografia.

Os valores são impressionantes se olharmos para a Alemanha: num ano o crescimento foi de 55%, e em Angola, o crescimento das remessas de 2012, em relação a 2011, foi de 49%, o que deixa o país no terceiro lugar do pódio. 

«Talvez seja mais fácil agora, do que antigamente, transferir capitais de Angola para o exterior», destaca Jorge Malheiros. 

Já no caso da Alemanha, é um processo mais recente, «mas tem a ver com a própria recomposição europeia e com uma tentativa de inversão do saldo emigratório tendencialmente negativo, buscando trabalhadores com competências nos países do sul da Europa», explica o geógrafo.

Ainda detém o top dos envios de remessas, mas França e Suíça apresentam um comportamento bem diferente e longíquo das vagas e emigração da década de 60. As remessas de França caíram 4% e da Suiça o crescimento não chegou a 0,5%. Para o professor do Instituto de Geografia não é surpreendente: «Com o prolongamento por muito tempo das estadias no exterior há uma redução da média das remessas».

As remessas dos emigrantes caíram depois de 2001, mas antes dessa queda foram muitos os que optaram por apostar num país ainda em expansão. A partir daí as remessas estabilizaram até que agora, e perante uma taxa de desemprego crescente, que ultrapassa os 16% muitos portugueses fazem as malas.


fonte:http://www.tvi24.iol.pt/e

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25
Dez 12

Emigração: «escape» pode tornar-se grande problema

Entre 100 mil a 120 mil portugueses abandonaram o país

A atual vaga de emigração poderá servir de «válvula de escape» para a crise mas também poderá causar «graves problemas» para a evolução futura da economia, segundo vários economistas consultados pela Lusa.

Não há números exatos para a emigração nos últimos anos, mas é consensual que o fluxo de portugueses para o estrangeiro está a ser muito significativo. 

O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, estimou recentemente que entre 100 mil a 120 mil portugueses abandonaram o país em 2011, e que o número poderá ter aumentado este ano. Este número é muito significativo num país com uma população como Portugal: 1% da população.

Ora, quais são as consequências para a economia de um país que perde 1% dos seus habitantes por ano? O primeiro economista a debruçar-se especificamente sobre este tema foi o atual ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. 

Em 2010, Santos Pereira (então professor universitário em Vancouver, no Canadá) publicou um livro onde questionava os números oficiais sobre as saídas de portugueses para o estrangeiro. 

Segundo Santos Pereira, ainda antes da agudização da crise económica já estava em curso uma vaga de emigração só comparável à dos anos 1960 e 70: pelos números do atual ministro, 700 mil portugueses emigraram entre 1998 e 2008. 

«A questão dos novos fluxos de emigração não está a ser tomada em conta pelo Governo português e terá um efeito grave», disse Santos Pereira ainda em 2010. O agora responsável pela pasta do Emprego no Governo alertava para os efeitos da emigração sobre a sustentabilidade da Segurança Social, e para os riscos da «fuga de cérebros».

«Portugal é o segundo país da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] com maior fuga de cérebros, a seguir à Irlanda», disse.

O economista João Ferreira do Amaral vê um «problema muito grande para o futuro» nesta vaga de emigração: o envelhecimento da população.

«Os que ficam são os mais velhos. Isto é problemático para o futuro do Estado social», afirmou.

Há, contudo, opiniões diferentes sobre os impactos da emigração: «Todos os estudos sobre a emigração mostram que toda a gente ganha com ela ¿ o país de onde se emigra, o país que recebe e, normalmente, a pessoa que emigra também», disse João César das Neves, professor na Universidade Católica. «É dos poucos consensos que temos na análise económica».

César das Neves recorda os «enormes custos pessoais e humanos» da emigração, mas garante que o fluxo para o estrangeiro funciona como uma «válvula de escape» em tempos de crise. 

O economista rejeita que a emigração ponha em risco a sustentabilidade da Segurança Social: «O envelhecimento da população é um fenómeno estrutural, não tem nada a ver com isto. O problema fundamental é não termos filhos». 

César das Neves considera também que a saída de uma geração qualificada não é necessariamente grave: «São pessoas sem emprego em Portugal. Quando encontramos oportunidades para elas, regressarão. Não é coisa com que devamos estar preocupados».

Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas, discorda totalmente desta visão: «Portugal não se reformou nem se desenvolveu mais [nos anos 1960 e 70] precisamente porque conseguia exportar mão-de-obra».

Cardoso nota ainda que, ao contrário da vaga de emigração anterior, «o emprego que agora emigra é qualificado», lamentando que se tenha «investido na educação destas pessoas e agora elas veem-se obrigadas a procurar emprego noutro país».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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15
Nov 12

Emigração portuguesa aumenta mais de 50% na Alemanha

A entrada de emigrantes portugueses na Alemanha aumentou 53% no primeiro semestre de 2012, num total de cerca de duas mil pessoas, anunciou esta quinta-feira o departamento oficial de estatísticas alemão, Destatis.

 

A imigração aumentou 15 por cento na Alemanha no primeiro semestre de 2012, em resultado do fluxo de pessoas provenientes de países europeus tocados pela crise económica, de acordo com o Destatis, que divulgou os dados num comunicado.

O saldo migratório (diferença entre as chegadas e as saídas) aumentou 35% no período de Janeiro a Junho, em 182 mil pessoas.

Cerca de 500 mil chegadas (15 por cento) foram registadas, contra 318 mil saídas, segundo dados preliminares.

A maior parte das pessoas que entraram na Alemanha são originárias de países da União Europeia, sublinhou o Destatis, que forneceu uma cifra de 306 mil, um aumento de 24 por cento.

"O destaque no primeiro semestre de 2012 é o forte aumento da imigração dos países da União Europeia, particularmente tocados pela crise financeira", sublinhou o instituto de estatísticas.

A maior parte dos migrantes são provenientes de países da Europa central e a Polónia situa-se em primeiro lugar no ranking (89 mil entradas no primeiro semestre).

"A imigração proveniente da Europa do sul tem números mais baixos, mas regista um recorde na taxa de progressão", indicou o instituto.

As entradas de gregos cresceram 78%, uma subida de 6.900 imigrantes em relação ao mesmo período do ano anterior.

A imigração proveniente da Espanha para a Alemanha também aumentou 53 por cento (cerca de 3.900 pessoas), assim como a portuguesa (2.000 pessoas).

A Alemanha já tinha registado um aumento de 20 por cento da imigração em relação ao ano precedente, que permitiu um ligeiro aumento da população alemã.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/no

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06
Nov 12

Portugueses entre 11.800 pedidos para trabalhar em Moçambique

Portugueses, sul-africanos e chineses constituem a maioria dos 11.800 estrangeiros que pediram autorização para trabalhar em Moçambique, entre janeiro e setembro deste ano, indicou hoje o Ministério do Trabalho moçambicano.

Um comunicado de imprensa do Ministério do Trabalho de Moçambique que é citado pela Lusa refere, sem especificar números, que a maioria dos estrangeiros que pediu licença de trabalho no país é de nacionalidade portuguesa, sul-africana e chinesa.

Em termos de local de trabalho escolhido pelos estrangeiros, de janeiro a setembro, Maputo, no sul do país, Sofala, centro, e Cabo Delgado, norte, figuram como os principais destinos.

«Dos cerca de 12 mil estrangeiros que pediram para trabalhar em Moçambique este ano, 4.395 vieram para trabalho de curta duração, sobretudo até aos 30 dias, enquanto os projetos de investimento foram responsáveis pela vinda de 664 cidadãos estrangeiros».

Moçambique está a conhecer nos últimos anos um fluxo sem precedentes de trabalhadores estrangeiros, devido ao crescimento da sua economia e descoberta de importantes reservas de recursos naturais, principalmente gás e carvão.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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03
Nov 12

Governo alerta potenciais emigrantes para menor oferta de trabalho na Europa

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas alertou esta sexta-feira para a diminuição de ofertas de trabalho na Europa, sobretudo em países marcados pela forte emigração portuguesa.

"Constato nos últimos meses um fenómeno novo: nos principais países de destino dos emigrantes portugueses começa a haver uma redução do número de oportunidades de trabalho", disse José Cesário à agência Lusa, referindo-se a Espanha, França, Reino Unido e Luxemburgo como "os casos mais evidentes".

Hoje verifica-se "um aumento de oportunidades fora da Europa, mas para onde é mais difícil ir", admitiu o governante à margem do "Encontro de Promotores Socioculturais das Comunidades Portuguesas", que teve hoje início e que se prolonga até domingo em Fátima.

A redução das ofertas de trabalho deve-se ao facto de "estar também a aumentar significativamente o desemprego nestes países europeus", justificou.

José Cesário reforçou a ideia de que continuam a manifestar-se casos de exploração laboral, "sobretudo na área do trabalho temporário" e sustentou que a estimativa de um crescimento de 15% nas remessas dos emigrantes este ano deve-se "ao aumento significativo da emigração, mas também à confiança na banca portuguesa".

O "Encontro dos Promotores Socioculturais das Comunidades Portuguesas" que se realiza em Fátima até domingo é promovido pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, em parceria com a Obra Católica Portuguesa de Migrações e a Cáritas Portuguesa.

fonte:http://www.jn.pt/

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27
Set 12

65 mil portugueses querem emigrar

Em menos de um ano, há mais 45% de portugueses que procuram emprego fora do país. Engenheiros, informáticos, cozinheiros e empregados de mesa não têm dificuldades em encontrar trabalho, sobretudo no Norte da Europa.

Com o desemprego em 15% e as perspectivas sombrias no mercado de trabalho nacional, o número de portugueses com vontade de sair do país não pára de aumentar. Segundo dados solicitados pelo SOL ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de cidadãos nacionais inscritos na rede Eures – que dá acesso a ofertas de emprego em toda a Europa – subiu quase 45%, em menos de um ano. Hoje, há 64.683 candidatos portugueses a procurar trabalho fora do país.

Além do sistema Eures, as solicitações de trabalho estão também a inundar as representações de países estrangeiros em Portugal. «Há uma grande procura de emprego na Suíça por parte de cidadãos portugueses. A nossa embaixada recebe diariamente pedidos de ajuda na procura de emprego na Suíça», admitiu ao SOL Patrick Durrer, responsável pelo Departamento de Negócios da Embaixada da Suíça em Portugal.

Já existem mais de 225 mil portugueses no país – na construção 28% da mão-de-obra na Suíça já é oriunda de Portugal. E também não é raro haver acções de recrutamento para hotelaria, restauração e profissões na área da saúde. «A taxa de desemprego absolutamente invejável da Suíça situa-se hoje abaixo de 3%. Isto não significa que haja propriamente falta de mão-de-obra local, e sim que continua a haver oportunidades», acrescenta.

Além de casos específicos como militares ou polícias, os portugueses podem candidatar-se a qualquer emprego no país. Regra geral, apenas é necessário o documento de identificação, cabendo à entidade empregadora tratar da autorização de residência e de trabalho, explica Patrick Durrer.

Noruega precisa de 14 mil engenheiros

O interesse de portugueses está a ir muito além dos tradicionais destinos de emigração. «Recebemos muitas perguntas de pessoas que querem viver e trabalhar na Noruega», refere, por exemplo, a embaixada da Noruega, que criou uma página específica no seu site para responder às dúvidas de trabalhadores. Em cada semestre, este país nórdico publica uma lista com as profissões com falta de mão-de-obra e, mais uma vez, as engenharias aparecem entre as mais requisitadas. Na segunda metade deste ano, há 14 mil vagas para engenheiros de diversos ramos. E com uma vantagem: «Para certas profissões, por exemplo os engenheiros, é suficiente ser fluente em inglês para trabalhar na Noruega», frisa a embaixada.

A procura por profissões qualificadas mostra que o perfil de emigrantes também está a mudar e há uma segmentação cada vez maior. Por um lado, continua a haver muita procura de trabalhos na construção civil, hotelaria e restauração, bem como na indústria. Mas há uma faixa em nítido crescimento: a dos jovens com habilitações superiores. Hoje, 35,2% do total dos candidatos na Rede Eures têm, pelo menos, o bacharelato, e 56,3% tem menos de 35 anos. A grande maioria (89,3% do total) está desempregada.

Procura aumenta

O IEFP diz que «a procura dos serviços Eures tem vindo a crescer de forma consistente nos últimos anos» e tem havido «algum sucesso nas acções e projectos de recrutamento feitos com empregadores de outros países». Por norma, as iniciativas mais bem sucedidas são as directamente mediadas por conselheiros Eures, que envolvem uma confirmação posterior do recrutamento.

Por ano, há cerca de 200 portugueses colocados desta forma. O instituto estima, porém, que tenha havido 2.100 colocações entre Junho de 2011 e Maio de 2012, se forem tidas em conta as colocações em que os candidatos estabelecem um contacto directo com os empregadores.

O top das profissões com mais saída, embora dependa de país para país (ver infografia), é ocupado por engenheiros de sistemas, informáticos, engenheiros mecânicos, chefes e empregados de mesa ou cozinheiros. Soldadores e maçariqueiros, vendedores e especialistas de marketing são também requisitados.

Para quem esteja interessado em sair do país, o IEFP deixa o conselho: «É fundamental estar na posse de uma boa informação sobre o país de destino». As pessoas devem preparar-se «adequadamente» para uma nova cultura e língua e, antes de viajar, devem informar-se sobre legislação laboral, sistema de protecção social, fiscalidade, sistemas de saúde e de ensino, custo de vida e oferta de alojamento.

fonte:http://sol.sapo.pt/

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