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Set 12

Saiba como frequentar uma formação gratuita para desempregados

A iniciativa insere-se na política de responsabilidade social da empresa de formação em vendas Ideias & Desafios.

Está desempregado e procurar emprego está a ser uma dor de cabeça? Tem ideias para montar um negócio, mas não sabe por onde começar? Precisa de adquirir novas valências e não tem dinheiro para fazer formação?

Se está nesta situação, saiba que a partir da próxima sexta-feira e durante todo o fim-de-semana vai haver uma formação gratuita para desempregados. A iniciativa pertence à Ideias & Desafios e vai já na 10ª edição anual. Sendo uma empresa de formação em vendas, o ‘workshop' será direccionado para a vertente comercial, uma vez que o objectivo final de qualquer empresa de bens ou serviços é conseguir vender, mas não só: abordará também questões de liderança.

Apesar da eliminação de postos de trabalho e do aumento do número de desempregados, ainda existem oportunidades de emprego em Portugal. É este o mote da "Acção de Formação Comercial e Liderança para Desempregados".

A empresa justifica este projecto como parte da sua política de responsabilidade social, garantindo que já ofereceu, gratuitamente, formação especializada a mais de mil desempregados, nos últimos anos, em nove ‘workshops' já realizados. "Esta é uma época em que a questão do desemprego já não é minoritária, é incontornável e atinge transversalmente todos os segmentos da sociedade", sublinha José Almeida, um dos responsáveis da Ideias & Desafios e criador da iniciativa.

Para o especialista, esta formação oferece ferramentas reais para quem está neste momento desempregado: "Um dos paradoxos que existe em Portugal é a falta de emprego versus a necessidade que as empresas têm de encontrar bons profissionais na vertente comercial. Pensando um pouco "fora da caixa", decidimos criar um projecto de formação gratuita que incidisse precisamente nesta área onde ainda há oportunidades reais".

Os resultados positivos desta formação reflectem-se na taxa de empregabilidade dos participantes, como explica o seu coordenador, José de Almeida. "Verificámos que entre 30 a 40% das pessoas que assistiram ao ‘workshop', no passado, conseguiram encontrar emprego nos meses seguintes ou criaram o seu próprio emprego", diz.

Para os interessados em participar no ‘workshop', que conta com 150 lugares, a inscrição é obrigatória. A Ideias & Negócios está há sete anos no mercado nacional e diz que este projecto funciona apenas com fundos próprios e dos parceiros associados.

Nota: Artigo publicado na edição de 10 de Setembro de 2012 do Diário Económico

 

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05
Jun 12

Saiba como a formação o pode ajudar a sair da crise

Apostar na formação é uma das formas de preparar estratégias de internacionalização e aumentar a performance dos colaboradores.

A ligação das universidades portuguesas às empresas estreita-se e o resultado está à vista: a presença de Portugal com três escolas nos ‘rankings' de formação de executivos do Financial Times. Apesar da crise e das dificuldades económicas, muitas empresas continuam a levar os seus quadros à escola para melhor gerirem e encontrarem formas de fugir à crise. "Estamos a trabalhar com mais empresas, só que estas estão a reduzir o montante que afectam à formação", afirma Nuno de Sousa Pereira, o director da EGP-University of Porto Business School.

Um dos grandes desafios para fugir à crise e que leva muitas empresas às escolas de negócios é o de internacionalizar. Por isso mesmo, é essa a grande aposta das escolas de negócios portuguesas. Os quadros não só aprendem a fazer negócios com outros países como ganham ‘networking', uma vez que muitos programas incluem visitas aos países e a empresas locais. E quando se fala em internacionalização há dois países obrigatórios: Angola e Brasil.

Fátima Barros, que acabou de deixar a liderança da Católica-Lisbon SBE School of Business & Economics, mas ainda falou com o Diário Económico nesta qualidade, sublinha que a escola se tem empenhado em conseguir parceiros de topo no resto do mundo e isso já está a dar frutos. "Estamos nos quatro continentes a cobrir vários mercados. Os nossos programas permitem aos alunos ir à americana Kellogg, à Hong Kong University. Visitam empresas em Xangai. Na parceria com o ESADE, vão a Madrid, visitam a bolsa, por exemplo. A Universidade Católica de Angola já é nossa parceira e agora estamos a fechar com o Brasil".

Nadim Habib, director da formação de executivos da Nova School of Business and Economics, não tem dúvidas que a mudança de ‘mind set' nos cursos à medida permitiu à escola aproximar-se das empresas. "Mudámos a lógica destes cursos há dois anos. Fizemos a costumização alinhada com as necessidades das organizações", sublinha Nadim Habib.

Por outro lado, sublinha que para concorrer é preciso ter relevância nos mercados emergentes do Atlântico Sul. "Dá-nos vantagem competitiva. Sobretudo no Brasil e em Angola", acrescenta o responsável da Nova SBE.

O que querem as empresas da formação à medida?
As empresas levam bem definido quando chegam às escolas aquilo que querem da formação e as escolas vão cada vez mais de encontro às suas necessidades. "A mais-valia dos conteúdos é estarem perfeitamente alinhados com a estratégia de negócio do Grupo EDP", resume ao Diário Económico fonte oficial da eléctrica nacional.

Também Paulo Jesus, responsável pela Universidade BES, salienta "como pontos comuns em todas estas iniciativas [de formação à medida] o elevado grau de customização de conteúdos e o grande envolvimento das mais altas estruturas do banco em todo o processo - desde a fase de concepção até à avaliação de impactos".

O que se pretende e tem sido alcançado com esta formação à medida feita nas escolas é "que a aprendizagem seja facilmente reproduzida no local de trabalho e, mais importante, replicada de forma simples para os membros da equipa", diz fonte oficial da PT.

A formação incide tanto em áreas de especialidade da empresa como em áreas comportamentais como liderança, inovação, orientação para o cliente, comunicação, etc. Permite "conhecer as melhores práticas e casos de sucesso em contextos exigentes e dinâmicos, como o que caracteriza o negócio", refere, por seu lado, Luísa Pestana, a directora de recursos humanos da Vodafone.

Já a Galp Energia destaca que a formação na sua academia é um ambiente de eleição para ‘networking' interno. "Procuramos, assumidamente, criar turmas tão heterogéneas quanto possível, juntando quadros de todos os pontos da organização", afirma fonte oficial da Galp.


Vantagens para as empresas

1 - Actualizar conhecimentos dos quadros;

2 - Aceleração de competências consideradas cruciais;

3 - Debater e resolver casos específicos do negócio e comuns à organização;

4 - Aplicação no dia-a-dia dos conceitos aprendidos;

5 - Elevar a motivação dos colaboradores;

6 - Incrementar a competitividade e a inovação no grupo;

7 - Focar o desenvolvimento nas necessidades concretas identificadas;

8 - Proporciona um ambiente de eleição para ‘networking' interno, juntando quadros de todos os pontos da organização;

9 - Reforçar o alinhamento com a cultura organizacional;

10 - Conhecer as melhores práticas e casos de sucesso;

11 - Desenvolver competências de liderança;

12 - Integrar e consolidar toda uma estratégia de recursos humanos.

 

fonte:http://economico.sapo.pt

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