22
Jan 15

Conheça as melhores empresas para trabalhar

 

Microsoft, Cisco e Diageo são as vencedoras em Portugal, segundo o Great Place to Work.

O sector tecnológico volta a estar em força - mas sem dominar - na lista deste ano das melhores empresas para trabalhar em Portugal. AMicrosoft e a Cisco venceram nas categorias de mais de 250 e entre 100 e 250 trabalhadores, respectivamente, mas nas empresas mais pequenas, com menos de 100 trabalhadores, a número um é a Diageo, empresa britânica de bebidas como a Smirnoff e a Johnie Walker, segundo o Instituto Great Place to Work, divulgado na passada semana.


"A ética e a honestidade da liderança, a par com o orgulho em trabalhar na empresa, nos seus resultados e no seu contributo para a comunidade, integram as áreas mais positivamente percepcionadas pelos colaboradores das vencedoras Great Place to Work Portugal em 2015", refere o instituto.
Adicionalmente, a qualidade do acolhimento bem como a comemoração de acontecimentos especiais são tópicos que registam taxas de satisfação elevadas entre o ‘top' geral de 2015, constituído por um grupo de empresas que conta com quatro novas entradas - Biogen, Cofidis, FixeAds e Leo Farmacêuticos - e 70% de empresas já reconhecidas em 2014.


Mas há muitas questões concretas que fazem da empresa um bom local para trabalhar. De acordo com a informação oficial do instituto, são valorizados factores como qualidade das instalações; comemoração de acontecimentos especiais, promoção da flexibilidade de horário e do teletrabalho, possibilidade de fazer formações, de trabalhar no estrangeiro, etc.
"Um excelente lugar para trabalhar é aquele em que se confia nas pessoas para as quais se trabalha, se tem orgulho do que faz e se gostas das pessoas com que se trabalha", resume Robert Levering, fundador do Great Place to Work.

Google foi eleita melhor sítio para trabalhar no mundo


O estudo anual do instituto baseia-se em dados de mais de 10 milhões de colaboradores em 45 países, representando mais de 5.500 empresas por dimensão, sector e estrutura variáveis. A nível global, a grande vencedora de 2015 é também uma tecnológica: a Google.


O Great Place to Work mede os comportamentos e o ambiente que formam o suporte às empresas que são simultaneamente os lugares para trabalhar mais procurados do mundo e os negócios melhor sucedidos, através de 58 questões específicas incluídas no questionário ‘Trust Index'.


O Great Place to Work surgiu quando, em 1981, um editor de Nova Iorque incentivou dois jornalistas de negócios - Robert Levering e Milton Moskowitz - a escrever um livro denominado "As 100 Melhores Empresas para Trabalhar na América". Portugal foi o primeiro país da Europa a publicar o ‘ranking' das Melhores Empresas para Trabalhar, no ano de 2000.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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02
Nov 14

Mais de metade dos trabalhadores portugueses têm falta de qualificações

Portugal é o país com pior desempenho no desajustamento entre qualificações e funções laborais, indica um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que analisou a situação em 24 países.

Um total de 52,3% dos trabalhadores portugueses têm formação aquém do que é exigido para o posto de trabalho que ocupam.

Acrescentando os 4% da força laboral com demasiadas qualificações, o desajuste da massa laboral portuguesa sobe para mais de 56%.

A média, segundo a OIT, aponta para um universo entre 25% e 45% dos trabalhadores na Europa que ou são extremamente qualificados ou trabalham em empregos que exigem um maior nível de qualificações.

Este desajustamento, diz o relatório, é uma característica generalizada na Europa, o que leva a descompensações significativas entre a oferta e a procura de trabalho.

Entre os trabalhadores mais qualificados estão mulheres e jovens e, sobretudo, são estes que são absorvidos pelo fenómeno da emigração.

Também neste capítulo, Portugal apresenta um fraco desempenho. Na população jovem até aos 31 anos, mais de 40% dos trabalhadores têm qualificações abaixo das exigidas pelas funções profissionais. Cruzando este dado com as estatísticas do Instituto Nacional de Estatística (INE), o fenómeno afecta cerca de 380 mil jovens portugueses.

O estudo da OIT, divulgado no final de Outubro e que está disponível no site da organização, recomenda aos governos e parceiros sociais que colaborem na criação de serviços eficientes de colocação no mercado de trabalho e na oferta de oportunidades de formação.

 

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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12
Out 14

Entre 70 a 80% dos portugueses estão dispostos a emigrar

Entre 70 a 80% dos portugueses estão dispostos a trabalhar fora do país. Esta é uma das conclusões do estudo Decoding Global Talent, elaborado pela The Boston Consulting Group (BCG), que destaca que mais de metade dos trabalhadores a nível mundial (63,8%) está disposto e emigrar.

Portugal está no conjunto de países que, devido à situação económica mais instável, tem como fatores explicativos desta tendência a oportunidade dos trabalhadores progredirem profissionalmente fora do país e de terem melhor qualidade de vida.

Já os trabalhadores de países com padrões de qualidade de vida mais elevados justificam a disponibilidade para trabalhar em território internacional pela própria experiência, explica a análise da BCG.

O relatório da BCG indica também a lista dos 10 países para os quais os portugueses estão mais dispostos a emigrar por motivos profissionais:

Reino Unido (61%) surge à cabeça, seguido de Espanha (51%), Suíça (51%), EUA (48%), Brasil (45%), França (45%), Luxemburgo (43%), Alemanha (43%), Holanda (38%) e Austrália (37%).

"O desafio para as empresas portuguesas consiste em definirem propostas de valor atrativas para os seus trabalhadores, que incluam aspetos de mobilidade, aprendizagem, novas experiências e desenvolvimento profissional", defende Carlos Barradas, Senior Partner & Managing Director da BCG Portugal.

O mesmo responsável destaca ainda que "o interesse em trabalhar fora do país tem muitas vezes a ver com a falta de coerência das propostas de valor que têm nos seus locais de trabalho atuais e a falta de adequação às suas expectativas."

No seguimento desta ideia, a BCG defende ser essencial que as grandes empresas antecipem esta tendência mundial de mobilidade, tendo em atenção quatro implicações principais:

- Revisitar as propostas de valor atuais, com particular enfoque nas políticas de mobilidade funcional e internacional;

- Assumir que a mobilidade a nível global tem como consequência a competição global pelos melhores profissionais, incluindo os portugueses;

- Alinhar a sua estratégia de Recursos Humanos com as expectativas dos trabalhadores - aprendizagem, trabalhar em inglês, reconhecimento e bom relacionamento com colegas e superiores;

- Conceber novas estratégias de recrutamento, incluindo a contratação de recursos humanos fora do país.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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10
Abr 14

46% dos portugueses em part-time querem trabalhar mais horas

Quase metade dos portugueses que trabalham em part-time estão dispostos a fazer mais horas.

Ao todo, 46% dos trabalhadores a tempo parcial em Portugal estão numa situação de subemprego, segundo um estudo do Eurostat.

Isto significa que, pelo menos, 263 mil portugueses estão dispostos a fazer mais horas, além das atuais quatro horas diárias, em média, de um trabalho em part-time.

Desta forma, com o aumento de horas, os trabalhadores aumentariam o seu rendimento para levar um ordenado mais elevado para casa no final do mês.

Estes 263 mil trabalhadores portugueses que querem mais horas, correspondem a 5,9% do total da força laboral no país.

No final de 2013 existiam 631 mil trabalhadores a tempo parcial em Portugal, o equivalente a 12,9% do total de 5,4 milhões de portugueses empregados.

Comparando os dados nacionais com os europeus, é possível concluir que é nos países mais duramente atingidos pela crise que os trabalhadores estão dispostos a fazer mais horas.

O ranking é liderado pela Grécia, onde 72% dos trabalhadores em part-time revelaram que querem fazer mais horas. Segue-se o Chipre (59%), Espanha (57,4%) e depois Portugal (45,9%).

Pelo contrário, é nos países do norte da Europa que os trabalhadores em part-time estão dispostos a fazer menos horas. A Holanda lidera (4,2%), seguido do Luxemburgo (10,3%), República Checa (11,4%) e Dinamarca (11,7%).

Em Portugal, 12,9% da força de trabalho é constituída por trabalhadores em part-time.

Na Europa, o valor mais elevado regista-se na Holanda, onde metade da força laboral trabalha em part-time (50,7%). Segue-se o Reino Unido (26,6%) e a Áustria (26,4%).

Na União Europeia existem 216 milhões de pessoas empregadas e 26,2% sem emprego.

Entre as pessoas empregadas, 43,7 milhões trabalham em part-time, dos quais 9,9% milhões estão numa situação de sub-emprego, o equivalente a 23% do total de trabalhadores em part-time.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/Ec

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27
Nov 13

Portugueses são dos que trabalham até mais tarde

Com uma idade de reforma em linha com a média dos países da OCDE, os portugueses acabam por ser dos que, na prática, acabam por sair do mercado de trabalho mais tarde.

De acordo com as contas apresentadas pela instituição num relatório publicado esta terça-feira, a idade de reforma efectiva em Portugal é, para os homens, de 68,4 anos e, para as mulheres, de 66,4 anos. Estes valores comparam com uma média nos países da OCDE de 64,2 e 63,6 anos, respectivamente.

A idade de reforma oficial é de 65 anos em Portugal e na média da OCDE. O Governo, no entanto, vai mudar o factor de sustentabilidade, de forma a que, em 2014, deixe de ser possível uma pessoa reformar-se antes dos 66 anos.

A OCDE defende, no seu relatório, que um maior tempo de trabalho conduz a um reforço da sustentabilidade do sistema de pensões e dá conta de duas tendências globais: em 2050, a idade de acesso à pensão será de 67 anos na maioria dos países da OCDE; e as reformas dos sistemas de pensões feitas nas últimas duas décadas reduziram as pensões prometidas aos que agora estão a entrar no mercado de trabalho. “Trabalhar mais tempo pode ajudar a compensar parte dessa redução, mas cada ano de contribuição para a futura pensão resulta num benefício menor do que antes das reformas levadas a cabo”, conclui a OCDE.

Por outro lado, a organização liderada por Angel Gurría destaca que aumentar a idade de acesso à pensão não será suficiente para garantir que as pessoas ficam efectivamente no mercado de trabalho e sugere que o tema seja abordado de forma “holística”, que tenha em conta o envelhecimento activo da população.

fonte:http://www.publico.pt/

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31
Ago 13

Portugueses trabalham muito, mas resultados são fracos

Mesmo assim, entre os 25, Portugal é o 5º país onde o trabalho por conta própria tem mais expressão: somos os oitavos mais empreendedores, mais elas mais que eles.

Apesar da crise há quem não se resigne e aposte tudo num negócio por conta própria. Olhando para o conjunto da União Europeia, Portugal até é um país de empreendedores, o pior é a produtividade. 

Nos primeiros dez anos europeus muitos foram os portugueses que se atiraram de cabeça para um negócio, criaram o seu emprego e o de mais alguns, apesar das dificuldades burocráticas que uma solução dessas representava. Depois, sobretudo após 2004, a euforia baixou, segundo o estudo “25 anos de Portugal Europeu”, coordenador Augusto Mateus. 

Mesmo assim, entre os 25, Portugal é o 5º país onde o trabalho por conta própria tem mais expressão: somos os oitavos mais empreendedores, mais elas mais que eles, o que faz o país subir no ranking. 

Quando comparados com os parceiros iniciais da coesão, os portugueses são dos que menos medo têm de falhar e a sua intenção de criar o próprio negócio quadruplicou na primeira década do século XXI. Mas o empreendedorismo por necessidade fez com que os irlandeses, gregos e espanhóis dessem mais facilmente o passo na hora decisiva. E como é óbvio, o financiamento, é um factor fundamental, nem sempre disponível para estas iniciativas. 
As novas tecnologias contribuem decisivamente para o crescimento, seja no desenvolvimento dos produtos ou na sua divulgação. 
Progresso tecnológico que tem faltado em sectores fundamentais, pondo em causa a produtividade das empresas sectores e do país. Só nos primeiros sete anos de integração é que houve um crescimento de 4%. Até ao fim do século XX reduziu-se para metade e o mesmo aconteceu nos anos seguintes. 

Apesar do desemprego continuar a aumentar, Portugal é um dos países europeus com maior taxa de actividade, em que as pessoas trabalham mais horas mas onde menos produzem. Só nas actividades financeiras, seguros, comunicação e informação é que estamos em linha com a Europa. Na agricultura divergimos totalmente e na indústria transformadora, exposta à concorrência internacional, a maior produtividade é na fileira da comunicação e electrónica. 

Este é mais um dos indicadores tratados no estudo "25 anos de Portugal Europeu", coordenador por Augusto Mateus, e que vai ser uma das bases para o debate no 2º Encontro Presente no Futuro, organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, nos dias 13 e 14 de Setembro, em Lisboa.

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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20
Ago 13

Engenheiros em fuga de Portugal

Quase 600 engenheiros já deixaram Portugal nos primeiros sete meses do ano, de acordo com dados recolhidos pela Ordem dos Engenheiros.

Entre Janeiro e Julho, um total de 436 foram para países fora da Europa, nomeadamente Moçambique, Angola e Brasil mas também Peru e Colômbia. Para o espaço europeu há registo de 144 saídas.

Em declarações à Renascença, o vice-presidente da Ordem dos Engenheiros, José Pereira Vieira, alerta que a emigração para países europeus é proporcionalmente mais alta.

“No caso dos engenheiros que procuram outros países, mas dentro do espaço europeu, temos um movimento ainda maior em termos percentuais, uma vez que o ano passado, até Dezembro de 2012, nós tivemos uma estatística de 91 engenheiros e, até Julho de 2013, já tínhamos um número de 144, o que é bastante significativo.”

Quem são estes engenheiros e em que condições vão para o estrangeiro? José Vieira frisa que são profissionais altamente qualificados, bem pagos e que, às vezes, também vão pela mão de empresas nacionais que ganharam obras.

“A maior parte são engenheiros civis, muitos deles são seniores, pessoas com muita experiência, alguns deles especialistas e, portanto, são procurados por empresas que, oferecendo melhores salários, salários muito bons, na Europa principalmente, fazem com que alguns desses colegas se desloquem para esses países”,  explica o vice-presidente da Ordem dos Engenheiros.

Fora da Europa, normalmente são grandes empresas portuguesas que recorrem aos engenheiros nacionais para cumprir contratos, nomeadamente em países de língua portuguesa, como Brasil, Angola e Moçambique.

José Pereira Vieira está satisfeito com o reconhecimento dos profissionais portugueses, mas também alerta que o país precisa destes profissionais qualificados no arranque da economia.

Com a livre circulação na União Europeia não há forma de travar a saída dos engenheiros. No entanto, José Pereira Vieira considera que é possível criar condições para que eles queiram continuar em Portugal.

O vice-presidente da Ordem dos Engenheiros, que também é professor universitário, deixa ainda um convite aos mais jovens: os cursos de engenharia são difíceis, mas valem a pena e o país vai precisar de engenheiros.

As empresas estrangeiras procuram, sobretudo, profissionais ligados à indústria de ponta, energia, informática e biomedicina. O número de engenheiros que emigraram já este ano deverá ser maior. A Ordem lembra que muitos profissionais saem do país sem avisar a organização e, por isso, ficam fora das estatísticas.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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19
Ago 13

Portugueses trabalham mais uma semana por ano do que a média dos europeus

Os portugueses trabalham mais uma hora por semana (54 minutos) do que a média dos parceiros da União Europeia, e estão em segundo lugar, logo depois dos ingleses, na lista que quem passa mais tempo no posto de trabalho. De acordo com o estudo 'Oportunidades laborais e satisfação no emprego', realizado pela Adecco a partir dos dados do Eurostat, os portugueses trabalham 41,3 horas semanais, enquanto a média da União Europeia é de 40,4 horas.

Nesta lista dos 27 Estados-membros, os ingleses são os que mais trabalham, com uma jornada laboral de 42,3 horas semanais. Em segundo estão os portugueses e logo atrás polacos e romenos, ambos a trabalhar 41 horas por semana. Na Alemanha o trabalho semanal é de 40,7 horas e em Espanha trabalham-se 40,2 horas. Os países onde o horário de trabalho é mais curto são a Suécia (39,9 horas), França (39,4 horas), Holanda (39 horas) e Itália (38,7 horas).

De acordo com a Adecco, uma diferença de 50 minutos equivale no final do ano a uma semana inteira de trabalho. Ou seja, os portugueses, que trabalham mais 54 minutos (0,9 horas) que a média da UE, no final do ano têm mais de uma semana de trabalho de diferença. Face aos italianos, os portugueses trabalham mais três semanas por ano.

A Adecco dá ainda conta de que os homens europeus trabalham mais horas semanais que as mulheres, com uma média europeia de 41,1 horas semanais em comparação com as 39,3 trabalhadas pelas mulheres.  

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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11
Ago 13

Suspensão forçada de contratos de trabalho dispara 60%

O número de contratos de trabalho suspensos aumentou drasticamente no primeiro semestre deste ano comparando com igual período de 2012. Este tipo de redução forçada da atividade (layoff) - mais grave que a redução de horário, a outra modalidade ao dispor das empresas - aumentou mais de 60%, afetando 1449 pessoas, indicam dados da Segurança Social. A redução de horário perdeu expressão, tendo caído 32%, até 867 casos.

Este tipo de mecanismos, previstos no Código do Trabalho, permitem às empresas invocar situações de dificuldade económica e até de calamidade de forma a pagarem até menos um terço do salário normal devido aos seus trabalhadores. Por seu lado, os trabalhadores envolvidos podem beneficiar de uma pequena ajuda da Segurança Social. Os fenómenos de layoff tem uma maior incidência no sector industrial.

Os sindicatos acusam que muitas empresas estão a usar esta figura como uma "antecâmara" do despedimento coletivo. Estes últimos também estão a subir em flecha. Entre janeiro e maio deste ano, foram despedidas por esta via 4808 pessoas, mais 47% que no período homólogo.

Francisco Madelino, professor do ISCTE e ex-presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), alerta que "há uma correlação estreita entre os processos de layoff e os despedimentos coletivos" e dá alguma razão a vários da sindicatos da CGTP, que têm denunciado empresas que, alegam, usam a figura da redução da atividade para, a prazo, forçar rescisões e processos de despedimento junto dos seus trabalhadores, entretanto mais fragilizados no âmbito da redução salarial.

Há casos, diz a CGTP, de empresas que entraram em layoff para mais tarde encerrarem operações em Portugal e deslocalizarem-se para outros países.

No ano passado, o anterior secretário de Estado da Segurança Social do atual Governo (PSD/CDS), Marco António Costa, tocou nesse ponto. "O layoff tem de ser um instrumento para apoiar as empresas a manter o emprego, e não uma antecâmara para depois enviar as pessoas para o desemprego".

"Quem tentar utilizá-lo como um instrumento fraudulento, terá uma negativa surpresa", pois o Governo garante uma "fortíssima fiscalização" destes processos, acrescentou. 

"Não será a generalidade dos casos, a maioria das empresas que entra neste tipo de mecanismos é porque enfrenta realmente dificuldades de procura", diz Madelino, que liderou o IEFP durante o tempo dos governos de José Sócrates (PS).

De acordo com a lei, diz a Segurança Social nos guias, é possível avançar para "a redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo devido a motivos de mercado; motivos estruturais ou tecnológicos; catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa, desde que tais medidas se mostrem indispensáveis para assegurar a viabilidade económica da empresa e a manutenção dos postos de trabalho".

"Durante o período de redução ou suspensão do contrato os trabalhadores têm direito a receber um montante mínimo igual a dois terços do salário ilíquido (sem descontos) que receberiam se estivessem a trabalhar normalmente".

Um exemplo no caso da suspensão de contrato: "se um trabalhador em situação normal receber um salário de 900 euros, tem direito a receber 2/3 daquele ordenado (600 euros) em situação de regime de layoff com suspensão do contrato de trabalho", refere a Previdência.

Em junho deste ano, o layoff estava a ser usado por 191 empresas em Portugal. Alguns dos nomes que têm surgido nas notícias são: Salvador Caetano (Caetanobus), Pescanova, ColdKit Ibérica, entre outros.


Perguntas & respostas

› Como é que as empresas podem invocar a figura do layoff?
Quando a sua atividade for afetada “de forma grave” por motivos de mercado, estruturais ou tecnológicos, catástrofes ou outras ocorrências, sendo contudo previsível a sua recuperação. Tem de garantir a manutenção dos postos de trabalho.

› O que acontece ao trabalhador em layoff?
Ou é forçado a reduzir o horário até um terço do normal ou fica com o contrato suspenso. Terá direito a receber do empregador uma compensação retributiva mensal igual a dois terços do seu salário normal ilíquido, com garantia de um valor mínimo igual ao salário mínimo (485 euros) ou o valor da sua remuneração quando inferior ao SMN.


› Que benefícios se podem manter?
As prestações sociais, exceto subsídio de desemprego e de doença (no caso de suspensão contratual); pode trabalhar noutra empresa, embora possa sofrer corte no apoio relativo ao layoff; mantem subsídio de Natal por inteiro.


› Quanto tempo dura?
A redução ou suspensão por motivos de mercado e estruturais não pode superar seis meses. Em caso de catástrofe pode ir até um ano.


› A empresa pode prolongar o layoff?
Sim, por mais seis meses. Mas só pode recorrer a esta figura depois de decorrido metade do período anteriormente utilizado.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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17
Jul 13

Portugal terá menos gente a trabalhar do que no tempo de Salazar

O período do programa de ajustamento da troika apagou do mercado de trabalho cerca de 500 mil empregos, sendo que já este ano Portugal terá menos pessoas empregadas do que em 1960. E em 2014 a situação deve piorar novamente. A destruição de emprego atingirá este ano proporções históricas: deverá cair 4,8% em 2013, o maior recuo anual desde 1960, pelo menos.

De acordo com o boletim económico de verão do Banco de Portugal, ontem divulgado, a transformação estrutural em curso, feita, sobretudo, com base na destruição do tecido produtivo mais virado para o mercado doméstico, irá colocar o número de empregos nos 4.432.000 este ano e 4.375.000 no próximo, abaixo dos valores do início da década de 60 do século passado (4.465.000 em 1960, por exemplo), estava o ditador António Oliveira Salazar no poder.

O mínimo histórico neste mais de meio século em análise aconteceu em 1986, ano da entrada do país na então CEE (hoje União Europeia) e depois de dois ajustamentos estruturais do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Portugal “precisa de mais investimento e exportações para sair da crise”, disse ainda ontem o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, mas à luz do que se perfila no investimento privado, a situação está cada vez mais sombria.

A recessão prevista para este ano pelo Banco de Portugal é ligeiramente mais leve do que a projetada pelo Governo, com o investimento a tombar quase 9% (depois de ter afundado 14,5% em 2012). Relativamente a 2014 o banco central admite que a reforma do Estado a começa a fazer estragos na retoma frágil, embora a instituição sublinha que só pode ser este o caminho para a confiança e para reduzir a incerteza, que bloqueia o financiamento da economia.

O cenário macro do boletim económico aponta assim para uma recessão de 2% em 2013 (as Finanças apostam em -2,3%). O banco governado por Carlos Costa refere que esta revisão em alta reflete "uma forte queda da procura interna e um aumento significativo das exportações” que vão crescer 4,7% em vez dos 2,2% projetados há três meses, na primavera.

O consumo das famílias cai um pouco menos, cerca de 3,4%, mas o recuo no investimento arrasará o mercado de trabalho, outra vez. A destruição de empregos de quase 5% fica assim bem longe já dos 3,9% estimados pelo Governo para este ano.

Reforma do Estado esmaga a retoma

O cenário para 2014 surge agora mais sombrio. A retoma de 1,1% prevista na primavera transforma-se num crescimento projetado de apenas 0,3%, também pior do que espera o governo (0,6%). "A projeção para 2014 foi revista 0,8 pontos percentuais em baixa, traduzindo, no essencial, o impacto da incorporação de medidas de consolidação orçamental entretanto conhecidas com maior detalhe" no orçamento retificativo e na sétima avaliação da troika, refere o BdP.

Assim, em 2014, emprego vai cair mais do dobro do esperado: 1,3% em vez de 0,6%.

Mas não fazer a reforma é pior, diz BdP

O estudo do banco central deixa implícito, no entanto, que se não houver um compromisso político que responda às exigências da troika para a reforma do Estado vai ser ainda pior. Os riscos para 2014 são "descendentes" pelo que poderá não ser de excluir uma nova recessão.

"As projeções para a economia portuguesa encontram-se rodeadas de uma incerteza particularmente elevada, associada aos recentes desenvolvimentos internos, que se adiciona às exigências da indispensável implementação do programa de ajustamento económico e financeiro", insiste.

E pior porquê? Porque sem um compromisso de médio e longo prazo para reduzir a dívida e o défice, regressará a incerteza que deitará por terra o reforço da capacidade de financiamento da economia e do Estado e de restauração da confiança, prejudicando seriamente o investimento privado e a criação de emprego, acredita-se na autoridade.

Este cenário em que a economia cresce 0,3% pressupõe que o Governo aplica os cortes previstos no Estado social em 2014, como prometido na sétima avaliação, levando a uma queda muito acentuada do consumo público, a um redução da despesa dos ministérios e a uma nova redução de salários dos funcionários públicos.

Sem estes sacrifícios, a incerteza voltará e será ainda mais destruidora, advoga o Banco de Portugal, que integra um dos elementos da troika - o Banco Central Europeu.

 

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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