24
Set 11

Trabalho: Profissionais de marketing, vendas, banca e finanças com os salários mais altos em Portugal

Os setores de marketing, vendas, banca e finanças são dos que melhor pagam atualmente em Portugal, com salários que podem ir até aos 130 mil euros por ano, num momento em que as empresas privilegiam as áreas comerciais.

Esta é uma das conclusões dos Estudos de Remuneração para 2011 da consultora especializada em seleção e recrutamento Michael Page Portugal, segundo o qual as tendências de remuneração refletem a conjuntura difícil que se vive atualmente no país.

Apesar disso, o diretor-geral da Michael Page Portugal, Álvaro Fernandez, sublinhou que continuam a existir determinados setores de atividade, profissões e funções que "não só resistem incólumes à crise como inclusivamente crescem e evoluem, tendência que se reflete também muitas vezes nos níveis salariais" praticados.

É o que se passa com as tecnologias de informação, setor que, à semelhança dos últimos anos, continua a ser dos mais estáveis e um dos únicos a criar emprego, com as novas tecnologias, redes sociais e as plataformas digitais a assumir maior importância.

O estudo frisa, contudo, que este crescimento não significa uma média de salários particularmente elevada, rondando a média de salário de um técnico de sistemas 13.500 euros por ano. Ainda assim, um director de desenvolvimento pode ganhar 98.500 euros.

Já o marketing e finanças são os melhores pagadores, sendo os diretores financeiros os que melhor recebem podendo ultrapassar os 110 mil euros anuais sobretudo se tiverem mais de dez anos de experiência e trabalharem numa empresa cujo volume de negócios exceda os três mil milhões de euros. Também os responsáveis por tesouraria podem aspirar a receber mais de 120 mil euros.

"O negócio das empresas está cada vez mais orientado para os resultados a curto e médio prazo. Essa preocupação estratégica é demonstrada pelas remunerações e benefícios atribuídos a cargos de topo nas áreas do marketing, comercial e vendas", refere o documento.

O salário de um diretor de marketing pode chegar aos 120 mil euros anuais, o diretor comercial aos 130 mil euros e o diretor de vendas aos 110 mil euros, adianta o estudo, lembrando que "existem incentivos acrescidos para profissionais que consigam dinamizar de forma agressiva o negócio das empresas".

A atual situação económico-financeira de Portugal e o cenário de instabilidade do negócio justificam também o aumento dos contratos a termo e a importância da disponibilidade para a mudança.

As empresas "não só estão mais orientadas para os resultados" como são cada vez "mais criteriosas e exigentes no recrutamento", sendo os estudos superiores ou pós-graduações e mestrados nas áreas de engenharia, e sobretudo gestão, cada vez mais requisitados.

Já os setores mais procurados são os do consumo, retalho, telecomunicações, tecnologia e serviços financeiros, apesar de na maioria dos casos as funções com salários mais elevados não corresponderem a estes setores.

O estudo da Michael Page analisou informação de 11 setores de atividade com base na dimensão da empresa e no nível de responsabilidade do cargo. 

fonte:Lusa

publicado por adm às 14:47 | comentar | favorito
21
Jul 11

Saiba o que vai mudar nas indemnizações por despedimento

O Governo aprovou alterações às compensações por despedimento e no dia 28 de Julho a proposta é discutida no Parlamento.

1 - Despedir vai ser mais barato?
No caso de futuros contratos, sim. Hoje, a compensação devida é de 30 dias de retribuição-base e diuturnidades por cada ano de antiguidade. E no caso de contratos a termo certo, é de três ou dois dias por mês, consoante o contrato seja, respectivamente, inferior ou superior a seis meses. Com as novas regras, o valor a instituir será de 20 dias por ano (a aplicar proporcionalmente aos contratos a termo). E parte deve ser financiada por um fundo a criar.

2 - E no caso de actuais trabalhadores?
Para já, as mudanças não afectam quem já está empregado. No entanto, a ‘troika' espera uma proposta, até ao final do ano, que preveja o alinhamento das medidas aos actuais trabalhadores. Mas também diz que os direitos adquiridos estão garantidos o que pode apontar para uma fórmula mista em que o novo regime só se aplica ao tempo de trabalho depois da entrada em vigor da nova lei. Mas sobre isto, o Governo não adiantou nada ontem, dizendo apenas que o acordo com a ‘troika' é para cumprir e remetendo respostas para a concertação social. Também para 2012, o memorando de entendimento pede novo alinhamento dos valores com a média europeia.

3 - Cai a possibilidade do pagamento de 22 dias?
No acordo de Março, previa-se que as indemnizações pudessem chegar a 22 dias por ano, nos casos em que os descontos para a Segurança Social atingem mais parcelas salariais. Questionado sobre se poderia haver excepções à regra de 20 dias, Marques Guedes disse que não.

4 - Há outros tectos?
Sim. Tal como previsto no acordo, a indemnização terá um tecto de 12 meses e de 240 salários mínimos (116.400 euros). Em termos mensais, é instituído assim um limite de 20 salários mínimos mensais (9.700 euros). Também desaparece o pagamento mínimo de três meses.

5 - Quando será criado o novo fundo empresarial?
O mecanismo ainda vai passar pela concertação social. O Governo diz que a entrada em vigor das regras de indemnizações não dependem do fundo porque, até lá, as empresas serão responsáveis pelo pagamento integral dos direitos. Ainda assim, também admite que ambas as medidas possam ser simultâneas e aponta para final de Agosto ou início de Setembro.

6 - Quanto se desconta?
O acordo previa que a taxa de financiamento das empresas fosse até 1% das remunerações mas variando consoante o anterior nível de cessações de contrato. O mecanismo devia garantir metade do pagamento em caso de encerramento ou falência e também em contratos superiores a três anos. E pagaria parte da compensação em contratos mais curtos. Na Europa, existe o exemplo de Áustria, onde o fundo exige um desconto de cerca de 1,5% e que pode ser usado em caso de despedimento ou como poupança para a pensão. Mas Marques Guedes remeteu respostas para a concertação social, salientando apenas que o exemplo da Áustria pode ser um "ponto de análise" na medida em que é um dos poucos casos existentes.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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27
Mai 11

Portugal continua a ter discriminação salarial - CITE

m Portugal continua a existir discriminação salarial, apesar dos progressos dos últimos anos, correspondendo os salários das mulheres em média a 82,2 por cento dos salários dos homens, disse hoje a presidente da CITE.

 

«A situação em Portugal está melhor que antes, tem havido francos progressos que têm a ver com a politicas públicas de combate à discriminação, mas ainda temos situações de discriminação que se revelam sobretudo ao nível da diferença salarial», afirmou à agência Lusa a presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE).

Sandra Ribeiro defendeu que a discriminação salarial das mulheres têm de continuar a ser combatida e alertou para o risco da situação se gravar com a crise económica pois os Estados e os governos tedem a deixar de investir em politicas de combate às desigualdades e às discriminações.

Diário Digital / Lusa 

publicado por adm às 23:31 | comentar | favorito
05
Mai 11

Troika – O que muda no mercado laboral

Após três semanas a analisar as contas do país, a Troika – composta por membros do FMI, UE e BCE – apresentou as suas medidas de austeridade em troca de um empréstimo de 78 mil milhões de euros. Na calha estão medidas laborais e sociais para reduzir o tecto máximo do subsídio de desemprego, os prazos de atribuição desta ajuda estatal e despedimentos mais baratos. Mas nem tudo são más notícias: os trabalhadores independente passarão a receber subsídio de desemprego.

 

Trabalhadores independentes passam a receber subsídio de desemprego

Subsídio de desemprego para independentes

Os trabalhadores independentes (conhecidos como “tabalhadores a recibos verdes”), até agora desprotegidos na hora de falta de trabalho, podem passar a receber subsídio de desemprego caso deixem de ter trabalho fixo com uma empresa. Esta medida é justificada pela necessidade de “aumentar as redes de protecção social”. “O Governo irá apresentar uma proposta para aumentar a elegibilidade ao subsídio de desemprego a categorias definidas como de trabalhadores independentes”, pode ler-se no memorando.

Subsídio de desemprego mais baixo e por menos tempo

Passará a haver uma redução do período contributivo para os trabalhadores terem direito ao subsídio de desemprego, de 15 para 12 meses. Enquanto isso, o período em que o desempregado pode usufruir do subsídio de desemprego passa a ter o tecto máximo de 18 meses, mas o valor atribuido não poderá ser superior a 1.048,05 euros, quando actualmente podia chegar aos 1257,66 euros. Estas reformas não irão afectar os que usufruem actualmente do subsídio.

Despedir será mais barato

Para os novos trabalhadores que tenham um contrato sem termo, a indemnização será reduzida de 30 dias por ano, para 10 por cada ano de vinculação à empresa. A este valor será adicionado mais dez dias de indemnização, que serão pagos por um fundo financiado pelos trabalhadores.

A indemnização por despedimento dos trabalhadores com contrato a prazo será reduzida para 10 dias por ano, quer tenha contrato de seis ou mais meses. Estas regras apenas se aplicarão aos novos contratados. Será também criado um fundo, que havia sido acordado em Março em concertação social, para ajudar a sustentar os custos dos despedimentos dos trabalhadores.

Novas causas para despedimento

O Governo vai apresentar uma proposta de reforma que visa a introdução de ajustamentos à definição de despedimento por justa causa, com o objectivo de combater a segmentação do mercado e aumentar o número de contratos sem termo.

Assim, será mais fácil despedir um trabalhador por “inadaptação”, mesmo que não tenham sido introduzidas alterações ao nível das novas tecnologias ou outras mudanças no local do trabalho. Por exemplo, situações em que o empregado tenha acordado com o empregador objectivos específicos e não os tenha conseguido atingir.

Ordenado mínimo intacto

O Governo irá promover aumentos salariais consistentes com os objectivos da fomentação de criação de trabalho e melhorar a competitividade das empresas, com vista a corrigir os desequilíbrios macroeconomicos. Nesse sentido, pode ler-se no documento, “qualquer aumento do salário mínimo só terá lugar se justificado pelas condições económicas e terá de ser acordado no contexto das revisões regulares do programa”.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

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13
Abr 11

10 mil trabalhadores têm salários em atraso

Cerca de 10 mil trabalhadores do sector da construção têm salários em atraso, disse hoje à Lusa o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, que contesta a suspensão das obras públicas.

"Há milhares de trabalhadores que não estão a receber os salários do trabalho realizado. Neste momento, há cerca de 10 mil trabalhadores de pequenas e médias empresas com salários em atraso", afirmou Albano Ribeiro.

O sindicalista contestou a suspensão das obras públicas e afirmou que tal decisão põe em risco 50 mil postos de trabalho.

Para contrariar a tendência de queda do sector da construção e o aumento do desemprego, o Sindicato da Construção de Portugal defende a aposta na requalificação urbana.

"No imediato, a aposta na requalificação urbana poderia criar 50 mil postos de trabalho", disse o sindicalista, acrescentando que, a longo prazo, o número de empregos criados pode chegar a 100 mil.

Os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a produção na construção recuou cinco por cento em Fevereiro, face ao mesmo mês de 2010, enquanto o emprego caiu 8,4 por cento.

fonte:http://www.dn.pt/

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10
Abr 11

Salário médio dos portugueses subiu 314 euros em 10 anos

Salário médio dos portugueses é 926 euros, pouco mais de 300 euros do que há dez anos

 

Recuemos ao ano 2000, quando o país tinha já o pé no euro e se preparava para acelerar na onda do crédito. Nessa altura, o salário médio dos portugueses rondava os 612 euros. Dez anos depois, os trabalhadores por conta de outrém ganhavam cerca de 926 euros.

 

A subida pode parecer relevante, mas os portugueses acabaram a década com um poder de compra ligeiramente inferior. Porque, ao longo desse período, a inflação aumentou 24,7% e os salários subiram cerca de 22%. Contas feitas, apesar de os cerca de 30 euros de acréscimo anual, conseguiam comprar menos coisas do que antes.

A radiografia desta última década mostra que a evolução foi diferente: nos primeiros anos, a subida dos salários suplantou a dos preços; na segunda metade observou-se o contrário. E daqui para a frente? Perante a actual crise e o pacote de austeridade adicional que Portugal terá de concretizar como contrapartida da assistência financeira que pediu, a perda do poder de compra de quem mantiver o posto de trabalho vai acentuar-se, sendo de prever uma subida do desemprego.

fonte:http://www.jn.pt/

 

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